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sábado, 13 de outubro de 2012
Livro de espião cubano mostra padres da Teologia da Libertação a serviço de Fidel Castro
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
MENSALÃO: Nota do PT que se solidariza com Dirceu — sem, covardemente, dizer isso às claras — é cínica, mentirosa e totalitária
O PT não se emenda.
Não tem jeito.
Vejam o caso dessa reunião do alto comando do partido, em São Paulo.
Começa que teve a participação e, na prática, a condução do criminoso condenado pelo Supremo Tribunal Federal José Dirceu.
Em seguida, que apoiou inteiramente a tese do réu condenado segundo a qual "a melhor resposta" ao julgamento do Supremo — que está enviando para a cadeia ele e outros "cumpanheiros" — é a eleição do ex-ministro da Educação Fernando Haddad prefeito de São Paulo.
Me expliquem o que quer dizer isso!
Quer dizer que a decisão soberana do Supremo — no caso dele, Dirceu, por sonoros 8 votos a 2 em favor da condenação por corrupção ativa — precisa de uma "resposta"?
E por quê?
A decisão foi tomada por algum tribunal de países que Dirceu admira, como a Venezuela em que o coronel Chávez manda na Justiça?
Em que país Dirceu julga que vive? Na Cuba que visita sempre com prazer, e onde recebeu treinamento para uma guerrilha que nunca teve coragem de fazer?
E o que é que teria que ver uma eventual vitória de Haddad em São Paulo com a cadeia onde, se tudo correr bem, o ex-chefe da Casa Civil irá passar larga temporada?
O eleitorado estaria, por acaso, absolvendo os ladravazes do PT?
O sonho dos tucanos paulistas é trazer o mensalão para a campanha de José Serra contra Haddad. Dirceu está fazendo isso por eles.
Mas continuo.
Não bastasse esse bestialógico, o Diretório Nacional do PT, obviamente influenciado por Dirceu, lançou ao final da reunião uma daquelas notas vociferantes, com as tradicionais entrelinhas totalitárias e ameaçadoras de sempre, em que diz, a certa altura:
"Nosso desempenho nas eleições municipais ganha ainda maior significado, quando temos em conta que ele foi obtido em meio a uma intensa campanha, promovida pela oposição de direita e seus aliados na mídia, cujo objetivo explícito é criminalizar o PT.
Não é a primeira, nem será a última vez, que os setores conservadores demonstram sua intolerância; sua falta de vocação democrática; sua hipocrisia, os dois pesos e medidas com que abordam temas como a liberdade de comunicação, o financiamento das campanhas eleitorais, o funcionamento do Judiciário; sua incapacidade de conviver com a organização independente da classe trabalhadora brasileira.
Mas a voz do povo suplantou quem vaticinava a destruição do Partido dos Trabalhadores"
Comento, em seguida, alguns pontos dessa nota agressiva e mentirosa:
1. "Criminalizar o PT"
Quem criminalizou não o PT, mas ex-membros de sua alta cúpula dirigente, não foi "a oposição de direita e seus aliados na mídia", mas o mais alto e respeitável tribunal do país.
Não custa lembrar, uma vez mais, com infinita paciência, que, além de tudo, dos 10 ministros que votaram, 7 estão no Supremo por indicação de governos petistas.
2. A "intolerância" dos "setores conservadores"
O que é a "intolerância" que os "progressistas" e "esquerdistas" do PT — aliados de Collor, Maluf, Sarney e Renan Calheiros — atribuem aos "setores conservadores"?
Onde está a intolerância — esta sim, apanágio do PT desde seu nascedouro?
Por acaso seria aplaudir a decisão do Supremo que a) atestou que existiu o mensalão, até então, para Lula et caterva, "uma farsa"; b) atestou que foi alimentado por dinheiro público; c) comprovou que se destinava a comprar o apoio de deputados no Congresso para o lulalato; d) comprovou, e decidiu de acordo, que Dirceu, pela posição que ocupava, cometeu, em diferentes ocasiões, o crime de corrupção ativa?
Pois então me incluam entre os "conservadores" e "intolerantes".
3. Liberdade de comunicação
Que autoridade tem o PT para falar do assunto? Estão há anos tentando o "controle social da mídia" — que, sabemos desde o tristemente célebre Franklin Martins, é calar a boca da imprensa independente. Nem o ministro petista Paulo Bernardo, das Comunicações, apoiou ou apoia esses delírios, que claramente o partido quer recolocar em debate.
4. Funcionamento do Judiciário
O PT só gosta que o Judiciário funcione quando não é para colocar na cadeia seus figurões.
No que é, afinal, que os "setores conservadores" estão obstaculizando o funcionamento do Judiciário?
Quem, senão Lula, acusou o mensalão — depois de aceita a denúncia do Ministério Público pelo Supremo — de ser uma "farsa"?
5. " Incapacidade de conviver com a organização independente da classe trabalhadora brasileira"
Não me façam rir. Estão falando com maria-vai-com-as-outras Paulinho da Força, que já foi adversário feroz de Lula, aderiu ao lulalato e agora, em São Paulo, resolveu apoiar o tucano José Serra?
Ou da CUT? Aí a piada é maior ainda, já que se trata da velha e conhecida correia de transmissão sindical do partido — o qual, uma vez no poder, vem sucessivamente premiando sindicalistas por sua instalação em postos nos quais estão preparados, principalmente, para embolsar os salários graúdos.
A nota do PT, que se solidariza com Dirceu sem, covardemente, assumir isso, é cínica, mentirosa e de tom totalitário. Também faltou coragem aos lulo-petistas para dizer às claras o que a nota só sugere: sua inconformidade com as decisões democráticas do Supremo.
Fonte. Veja on line
TCU pega Haddad: MEC usou "laranjas" em contrato de R$ 42,6 milhões.
Chega de trololó, José Serra.
A REVOLUÇÃO SILENCIOSA
A revolução comunista no Brasil já começou e não tem a face historicamente conhecida. Ela é bem diferente. É hoje silenciosa e sorrateira.
Sua meta é o subdesenvolvimento. Sua meta é que não possamos decolar. Age na degradação dos princípios e do pensar das pessoas. Corrói a valoração do trabalho honesto, da pesquisa e da ordem. Para seus líderes, sociedade onde é preciso ser ordeiro não é democrática.
Para seus pregadores, país onde há mais deveres do que direitos não serve. Tem que ser o contrário para que mais parasitas se nutram do Estado e de suas indenizações. Essa revolução impede as pessoas de sonharem com uma vida econômica melhor, porque quem cresce na vida, quem começa a ter mais, deixa de ser "humano" e passa a ser um capitalista safado e explorador dos outros.
Ter é incompatível com o ser. Esse é o princípio que estamos presenciando. Todos têm de acreditar nesses valores deturpados que só impedem a evolução das pessoas e, por conseqüência, o despertar de um país e de um povo que deveriam estar lá na frente. Vai ser triste ver o uso político-ideológico que as escolas brasileiras farão das disciplinas de filosofia e sociologia, tornadas obrigatórias no ensino médio a partir do ano que vem. A decisão é do ministério da Educação, onde não são poucos os adoradores do regime cubano mantidos com dinheiro público . Quando a norma entrar em vigor, será uma farra para aqueles que sonham com uma sociedade cada vez menos livre, mais estatizada e onde o moderno é circular com a camiseta de um idiota totalitário como Che Guevara.
A constatação que faço é simples. Hoje, mesmo sem essa malfadada determinação governamental - que é óbvio faz parte da revolução silenciosa - as crianças brasileiras já sofrem um bombardeio ideológico diário. Elas vêm sendo submetidas ao lixo pedagógico do socialismo, do mofo, do atraso, que vê no coletivismo econômico a saída para todos os males. E pouco importa que este modelo não tenha produzido uma única nação onde suas práticas melhoraram a vida da maioria da população. Ao contrário, ele sempre descamba para o genocídio ou a pobreza absoluta para quase todos.
No Brasil, são as escolas os principais agentes do serviço sujo. São elas as donas da lavagem cerebral da revolução silenciosa. Há exceções, é claro, que se perdem na bruma dos simpatizantes vermelhos. Perdi a conta de quantas vezes já denunciei nos espaços que ocupo no rádio, tevê e internet, escolas caras de Porto Alegre recebendo freis betos e mantendo professores que ensinam às cabecinhas em formação que o bandido não é o que invade e destrói a produção, e sim o invadido, um facínora que "tem" e é "dono" de algo, enquanto outros nada têm. Como se houvesse relação de causa e efeito.
Recebi de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, o livro "Geografia", obrigatório na 5ª série do primeiro grau no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora. Os autores são Antonio Aparecido e Hugo Montenegro. O Auxiliadora é uma escola tradicional na região, que fica em frente à praça central da cidade e onde muita gente boa se esforça para manter os filhos buscando uma educação de qualidade. Através desse livro, as crianças aprendem que propriedades grandes são de "alguns" e que assentamentos e pequenas propriedades familiares "são de todos". Aprendem que "trabalhar livre, sem patrão" é "benefício de toda a comunidade". Aprendem que assentamentos são "uma forma de organização mais solidária... do que nas grandes propriedades rurais". E também aprendem a ler um enorme texto de... adivinhe quem? João Pedro Stédile, o líder do criminoso MST que há pouco tempo sugeriu o assassinato dos produtores rurais brasileiros. O mesmo líder que incentiva a invasão, destruição e o roubo do que aos outros pertence. Ele relata como funciona o movimento e se embriaga em palavras ao descrever que "meninos e meninas, a nova geração de assentados... formam filas na frente da escola, cantam o hino do Movimento dos Sem-Terra e assistem ao hasteamento da bandeira do MST".
Essa é A revolução silenciosa a que me refiro, que faz um texto lixo dentro de um livro lixo parar na mesa de crianças, cujas consciências em formação deveriam ser respeitadas. Nada mais totalitário. Nada mais antidemocrático. Serviria direitinho em uma escola de inspiração nazi-fascista.
Tristes são as conseqüências. Um grupo de pais está indignado com a escola, mas não consegue se organizar minimamente para protestar e tirar essa porcaria travestida de livro didático do currículo do colégio. Alguns até reclamam, mas muitos que se tocaram da podridão travestida de ensino têm vergonha de serem vistos como diferentes. Eles não são minoria, eles não estão errados, mas sentem-se assim.
A revolução silenciosa avança e o guarda de quarteirão é o medo do que possam pensar deles. O antídoto para a revolução silenciosa? Botar a boca no trombone, alertar, denunciar, fazer pensar, incomodar os agentes da Stazi silenciosa. Não há silêncio que resista ao barulho.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Senador Pedro Simon (PMDB-RS)
Crescem protestos de credores da campanha da comunista Manuela D’Ávila
. Já foram protocolados nos 3º e 4º Juizados Especiais Cíveise na 11ª. Vara Cível, os processos de cobrança que levam os números 001/1.12.0234642-2 001/3.12.0043097-8 001/3.12.0037962-0. Os autores são Theodomiro Castilhos, Marcelo Ritter e Mirele Braz.
. Manuela D'Ávila é ré em todos.
. Tem mais.
. Aos que a criticaram nas redes sociais pelas dívidas, a deputada do PCdoB preferiu responder com acusações aos adversários:
- Eles não souberam vencer.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O STF não está julgando a história, mas julgando fatos'
Trechos do voto dado, esta tarde, pelo ministro Celso de Mello no julgamento do mensalão:
* O que se rejeita é o jogo político motivado por práticas criminosas perpetradas á sombra do poder, o que não pode ser tolerado e não pode ser admitido. (...) na essencialidade dos partidos polítocos no estado de direito que eles representam e exprimem na perspectiva do contexto histórico, um dos meios fundamentais do processo de legitimação do poder estatal, quando o povo tem nessas agremiações o veículo necessário ao desempenho.
* Migrações partidárias obtidas com o estímulos de práticas criminosas representam um atentado ao estado de direito. Levando-se em consideração que a ruptura dos vínculos provocados por atos de migração ou infidelidade ao seu partido e ao povo, subverte o sentido das funções, traduz gesto de deslealdade, compromete o modelo de representação popular e frauda a vontade dos eleitores e gerando como efeito perverso a deformação da ética de governo.
* O ato de infidelidade ao cidadão eleitor quando estimulado por atos de venalidade governamental constitui grave desvio ético político e ultraje ao exercício legítimo do poder, na medida em que migração tomadas por razões criminosas não só surpreendem os partidos como culminam por gerar um desequilíbrio de forças ao parlamento, transgredindo o sistema eleitoral, tirando o poder da oposição. Eis aí mais uma das consequências do esquema de poder concebido e implementado nas mais altas instâncias e praticado pelo réus Genoíno e Dirceu.
* Tenho a afirmação de que este processo busca condenar a atividade política. Ao contrário, condenam-se tais réus porque existe prova juridicamente idônea a apta a revelar que tais acusados por sua posição de hegemonia não só dispunham do poder de determinar e de fazer cessar o itinerário criminoso de duas ações, valendo de sua força e prestígio sobre o aparelho governamental e sobre o aparto partidário da agremiação que estavam vinculados. Nem se digam que os réus Dirceu e Genoíno se limitaram a fazer atividades políticas e que o diálogo institucional que exprime um dos meios de legislação não autoriza a manipulação ilícita do aparato governamental por objetivos confessáveis de práticas delituosas que transgridem a acusação penal.
* O STF não está julgando a história, mas julgando fatos, como disse ontem a ministra Cármen Lúcia, em face das provas existentes nestes autos. Uma prova que pode não ser direta, mas não podemos esquecer que o STF tinha em mãos inúmeros precedentes que o STF reconhece o valor probante da prova circunstancial desde que os tais indícios sejam harmônicos entre se e convergentes.
* São provas que devem ser utilizadas desde que não haja elementos que os desautorizem. Tem elementos que são reveladores de práticas delituosas que esses réus cometeram e note-se que os atos praticados por estes réus em particular descaracterizaram por completo o modelo de democracia consensual, como a discussão política, o que compõe a essência da atividade política. Blog do Noblat
Governo prestaria contas à sociedade, sem ônus aos criminosos.
No surgimento de pressão popular, capaz de trazer do esgoto tentativa obscura de condenar réus à penas mínimas, isentando-os de prisão, por estarem prescritas, existiriam Planos "B", "C" e "D".
B - Alegar estarem isentos da obrigatoriedade de pena em regime fechado, por serem primários e possuirem Residência fixa. Improcedente.
Argumentos possibilitam responder em Liberdade. Saída a condenação, imediatamente deve ser acatada e cumprida, no mínimo em 1/3
C - Evocar passado dos condenados, liberando-os das grades, em paga dos serviços prestados à Pátria. Imoral e ofensivo.
Abriria precedentes. No País só jovens poderiam ser condenados à prisão. Genta com mais de 40 anos, com bom comportamento garantiria privilégios.
Vou ali vomitar e já volto.
D - Indulto Presidencial.
Precisa comentar?
Vou ali me matar e já volto.
E Assim o Mundo Gira e o brasil se Afunda
Povo mobilizado, pressionando e não deixando maracutaias acontecerem na prática, moralizará o País.
Finalmente. Rédeas da História voltam para nossas mãos
É o fim da Dinastia Lula
Vou ali me beliscar e já volto
Carta de Paulo de Tarso Venceslau a Lula denunciando corrupção no PT
AO PRESIDENTE NACIONAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Companheiro Lula,
Serei objetivo para que, se houver interesse de sua parte e da direção do PT, possamos aprofundar o assunto no momento e no local mais convenientes.
Tive a (in)felicidade de, como secretário da Fazenda de São José dos Campos, descobrir uma série de irregularidades do governo anterior, que envolviam políticos comprometidos com o PTB, PMDB e com o famigerado PRN. Uma dessas irregularidades envolvia uma empresa bastante conhecida das administrações petistas: a CPEM - Consultoria Para Empresas e Municípios.
Essa empresa era representada por pessoas ligadas à direção do PT, como os irmãos Roberto e Dirceu Teixeira. Outras vezes, era apresentada até pelos prefeitos em exercício, como no caso de Campinas, em 1990, em que o prefeito era o então petista Jacó Bittar, como uma empresa de gente amiga e que poderia ajudar nosso Partido. Essa história é longa e nós, eu e você, tivemos oportunidade de conversar sobre o assunto, na primeira sede do governo paralelo. Aliás, foi o próprio Jacó Bittar quem me trouxe, pessoalmente, como militante petista e secretário das Finanças de Campinas para essa conversa com você.
Soube, posteriormente, que o mesmo se sucedera em outras administrações petistas, como no caso de Santo André, Diadema, Santos e Piracicaba, pelo menos. Eu me lembro muito bem que foi difícil convencê-los, no caso de Campinas você e o Jacó, que não era conveniente contratar uma empresa, sem licitação, para desenvolver um trabalho que as equipes internas das prefeituras tinham condições para executar.
Em 1993, fui convidado e assumi o comando da Secretaria da Fazenda, indicado, segundo o pessoal de São José dos Campos, pelos então deputados federais Aloízio Mercadante e José Dirceu. Com certeza, nunca solicitei nada a esses dois companheiros. Minhas ações sempre foram norteadas por princípios adquiridos ao longo de minha vida e dos quais não abro mão. Afinal, são valores que custaram muita luta, prisão, tortura, morte e exílio para centenas de companheiros e amigos.
Logo no início do governo petista em São José dos Campos, verifiquei que a CPEM era uma das maiores credoras da Prefeitura: já havia recebido mais de US$ 10 milhões e teria, ainda, um crédito superior a US$ 5 milhões, cujo pagamento jamais autorizei, apesar das pressões recebidas. Em pouco tempo, levantei as irregularidades que marcavam o contrato com essa empresa, favorecendo o que havia de mais podre no cenário político do Vale do Paraíba. Fiz questão de alertar a direção do PT e, em particular, Paulo Okamoto. Aproveitei uma reunião de secretários das Finanças, em Ribeirão Preto, no dia 23 de abril de 1993, para alertar os demais companheiros sobre o risco que poderiam correr caso contratassem aquela empresa. Acabei sendo admoestado pelo próprio Paulo Okamoto por ter falado demais em uma reunião que havia pessoas de outros partidos. Nesse dia, entreguei, para o Partido, o início de um dossiê sobre a CPEM contendo o parecer da comissão de sindicância que instalara para apurar as irregularidades daquele contrato.
A história é longa, como bem sabe, até por força de nossos encontros e conversas. Cheguei a sofrer ameaças como o cerco promovido por três homens, que estavam em um Gol branco, chapa DQ 4609, posteriormente constatou-se que se tratava de uma chapa fria, contra o carro oficial da Prefeitura, dirigido por um motorista de carreira.
Apesar de tudo, entre outros sucessos, durante os nove meses que permaneci no comando das finanças públicas de São José dos Campos, consegui, a custo zero e sem aumento de impostos, os melhores financeiros da história daquele município. O orçamento histórico de cerca de US$ 100 milhões aproximou-se de US$ 250 milhões em 1994. Consegui provar, inclusive na Justiça, que a CPEM era inidônea - foi condenada a devolver US$ 10,5 milhões para os cofres municipais.
O prêmio foi minha exoneração na noite de 13 de setembro, coincidentemente no mesmo dia em que encaminhei, pela manhã, formalmente, à Prefeitura e ao secretário de Assuntos Jurídicos, o resultado da auditoria externa que havia contratado e, ao mesmo tempo, solicitava uma série de medidas contra a referida empresa, junto ao Tribunal de Contas do Estado, Secretaria da Fazenda e à própria Justiça.
Pego de surpresa, cobrei da prefeita o motivo do meu afastamento, uma vez que eu era titular da secretaria que apresentava os melhores resultados práticos. Entre soluços constrangedores, a Prefeita me informou que Paulo Okamoto, representando a direção nacional, e Paulo Frateschi, pela direção estadual, "tinham pedido minha cabeça".
Esses dois tristes personagens sempre negaram o que a Prefeita me afirmara.
Posteriormente, os companheiros Aloízio Mercadante e Gilberto de Carvalho, segundo eles, entraram com uma representação junto à Executiva Nacional. Passado mais de um ano e sem qualquer resposta de quem quer que seja, não vejo outra alternativa a não ser essa: enviar uma carta, devidamente registrada no Cartório de Títulos e Documentos, solicitando do Partido dos Trabalhadores, oficialmente, informações sobre a dita representação e, ao mesmo tempo, que a Executiva Nacional se manifeste a respeito. Temos que impedir que o nosso querido Partido perca seu patrimônio mais importante: a credibilidade crescente junto à população e a confiança de que não seremos condescendentes com dilapidadores de recursos públicos. O PT não pode ser colocado na vala comum dos partidos tradicionais e políticos demagogos descritos pela máxima "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".
Entenda, companheiro Lula, essa minha carta como um esforço para se evitar que o silêncio, diante de tudo o que aconteceu, possa parecer como uma tentativa de acobertamento das atividades de uma empresa como a CPEM. Atividades que envolveram recursos públicos da ordem de milhões de dólares, financiamento de campanhas eleitorais de partidos e candidatos de direita, contratos condenados pela Justiça, e, no meio disso tudo, militantes do Partido dos Trabalhadores. Terminar em pizza seria um fato muito grave para o nosso Partido e para milhões de brasileiros que depositam sua confiança na sua história construída ao longo de muito sofrimento e luta.
Deixo aqui, pois, formalizados esses dois pedidos e me coloco à disposição do Partido para apresentar todos os documentos que estão em meu poder e prestar todos os depoimentos que se fizerem necessários para se apurar, até as últimas conseqüências, as responsabilidades sobre fatos que hoje desabonam e desacreditam nosso Partido em todo o meu querido Vale do Paraíba.
Informo, também, que estarei enviando cópias dessa carta para as nossas principais lideranças e instâncias partidárias porque acredito que "a verdade é revolucionária" e que a democracia e a transparência fazem parte do ideário petista.
SAUDAÇÕES PETISTAS
PAULO DE TARSO VENCESLAU
...
São Paulo, 9 de abril de 1997
(Adendo à carta no dia 09/04/97)
Em comemoração aos dois anos de aniversário de absoluto silêncio e conivência com as falcatruas de nossos dirigentes, estou remetendo, de novo, a carta que registrei em Cartório em março de 1995.
Seria redundante qualquer comentário.
Um abraço, Paulo de Tarso Venceslau
No mesmo dia que o PT do Haddad é condenado no Mensalão, o aliado Maluf é condenado a devolver R$ 21 milhões aos cofres públicos.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Um condenado de peso
Está condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção ativa o homem forte do governo Lula, o ex-deputado José Dirceu. Até aqui, seis ministros votaram pela condenação e dois pela absolvição – e faltam ainda dois votos, o do ministro Celso de Melo e o do presidente Ayres Britto. Esta condenação atinge diretamente o PT e o governo Lula pela dimensão de Dirceu nos dois primeiros anos do governo, como ministro-Chefe da Casa Civil; e, principalmente, o PT, uma vez que depois de Lula, Dirceu é a figura mais importante do partido.
José Dirceu é considerado o cérebro do PT e o responsável pela estratégia de ampliar as alianças para o campo do centro com o objetivo de conquistar novos eleitores para as campanhas de Lula. Ele assumiu a presidência do partido em 1994 com a tarefa de rearrumar o partido. Mas somente depois de ampliar para o centro as alianças é que Lula conseguiu vencer a eleição em 2002, depois de três tentativas de chegar ao poder. De lá para cá, é sempre o mais aplaudido nos encontros do PT e está sempre envolvido em articulações do partido em disputados – sejam elas municipais, estaduais ou nacionais.
A força de Dirceu era surpreendente tanto no governo como no partido. Na Casa Civil, era quem defendia os interesses petistas, mas, naquela ocasião, com os olhos voltados para o sucesso do governo Lula. Ele concentrava poderes administrativos e também de coordenação política.
Antes mesmo da posse, Dirceu sugeriu a Lula convidar o PMDB para participar do governo e chegou a oferecer ao partido dois ministérios: o de Minas e Energia e o dos Transportes. Lula resistiu e desautorizou Dirceu que já havia feito o convite para a direção do PMDB. Na ocasião, Lula disse que preferia atrair os chamados "partidos médios" que eram o PP, o PL, que indicara o vice José Alencar e o PTB de Roberto Jefferson. Em menos de dois anos, a estratégia se transformou na denúncia de "mensalão" para conquistar apoio dos aliados.
Depois de o escândalo vir a público, Delúbio Soares assumiu a responsabilidade pelo que chamou de "recursos não contabilizados" – uma tentativa de isolar a responsabilidade, sem envolver autoridades do governo. Mas, depois da denúncia de Jefferson envolvendo seu nome, Dirceu foi obrigado a deixar o governo para que as denúncias de Jefferson não chegassem ao Palácio do Planalto nem à figura do presidente Lula.
Ao longo desses sete anos, desde a explosão da denúncia até o julgamento do caso, o PT conviveu com acusações de políticos, mas a força eleitoral de Lula presidente era maior do que qualquer ataque. Agora, o julgamento acontece com ele já distante do poder.
Mas, na expectativa da condenação pelo STF, o PT e suas principais figuras já dão a orientação à militância para adotarem um discurso único daqui em diante. O candidato do partido à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, por exemplo, já deu o tom: "o DNA do mensalão é tucano e veio de Minas", disse hoje numa tentativa de evitar a marca desta condenação em sua candidatura.
De início, a primeira reação do partido foi a de afirmar que o crime cometido era um crime eleitoral, prática comum no mundo político, o caixa dois. Foi a primeira argumentação feita pelo então presidente Lula quando o caso se tornou público. Hoje a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a ministra Carmen Lúcia, foi dura na crítica a esta linha de argumentação.
- O ilícito não é normal. Acho estranho e grave que uma pessoa diga que houve caixa dois! Ora, caixa dois é crime, é uma agressão à sociedade brasileira – disse a ministra que hoje é presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
A esta altura, esta condenação é como uma tatuagem para o PT, não há mais como ignorá-la. O que o partido pode, e já está fazendo, é tentar envolver outros partidos, em particular os da oposição no mesmo barco. Difícil vai ser para o partido retomar a bandeira da ética – discurso de sua fundação e também o que o levou a ser considerado "um partido diferente" dos demais.
Depois do caso, o partido tentou estratégias para proteger os seus mais altos quadros, como José Dirceu, por exemplo. O primeiro foi o de tentar "sacrificar" o tesoureiro Delúbio Soares – que foi expulso do PT, mas novamente acolhido há pouco mais de um ano. Delúbio tentou assumiu sozinho a responsabilidade, mas o STF não concordou com a tese. O ministro Marco Aurélio Mello chegou a dizer:
- Se Delúbio Soares tivesse a competência a a inteligência que são a ele atribuídas, ele não seria apenas o tesoureiro do partido – disse, como que indicando que ele estaria em cargo mais importante no governo.
Agora, é esperar para ver qual será a pena a ser imposta pelo Supremo Tribunal Federal. E, depois, o discurso da militância. O fato é que, o partido que nasceu em defesa da ética na política e que ao longo de sua vida foi duro nas acusações a seus aliados, é o primeiro no país a ver uma condenação tão dura pela última instância da Justiça brasileira.
TSE julga caso igual ao de Zimmerman e dá ganho de causa ao recorrente. Precedente beneficia o prefeito de Novo Hamburgo.
. O julgamento abre precedente para que caso igual do prefeito Tarcísio Zimmerman, Novo Hamburgo, seja beneficiado por entendimento análogo quando seu recurso for julgado. Neste caso, o prefeito, que teve maioria de votos, será proclamado vencedor e assumirá novo mandato no dia 1o de janeiro.
- A decisão de hoje foi do Pleno (7 ministros) do Tribunal Superior Eleitoral. A mesma composição julgará Zimmermann, caso Zavascki seja o sétimo ministro a julgar, porque o resultado parcial já é de 3 x 3. Se for outro ministro, tudo é possível acontecer, porque em todos os casos anteriores julgados pelo TSE, o recorrente resultou perdedor.
Troika mensaleira do PT será condenada nesta tarde. Nem Lewandowski conseguirá salvar Zé Dirceu.
O julgamento do mensalão continua nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) e vai definir o destino do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o principal acusado no esquema de corrupção denunciado durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Após ter declarado culpados 22 dos 37 acusados por diversos crimes de corrupção, o STF terá que julgar agora a responsabilidade de dez réus que respondem por corrupção ativa.
O principal deles é José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil e considerado o "braço direito" de Lula na época do seu primeiro mandato. Dirceu foi declarado culpado por três dos quatro ministros do STF que já votaram neste capítulo do processo.
Na mesma situação está o ex-presidente do PT José Genoino. Já em relação ao ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares o panorama se apresenta ainda pior, pois o mesmo foi considerado culpado pelos quatro ministros que já se pronunciaram.
CLIQUE AQUI para ler mais.
CLIQUE AQUI para examinar reportagem da Record sobre o baralho do menalão, o jogo de cartas que faz sucesso entre os divertidos cariocas.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
Nem Dilma está segura na insegura Porto Alegre. Bandidos saqueiam carro na frente da casa da presidente do Brasil.
O dono do carro é o diretor de compras Jair Steller Garcia, 35 anos. Ele se deu conta do furto ao voltar de um aniversário em família. O ladrão quebrou um dos vidros da janela do veículo.
— Estacionei ali às 21h porque sabia que era perto da casa da presidente. Pensei que fosse o local mais seguro possível.
Juiza eleitoral suspende pesquisa do PT de São Leopoldo. "É inidônea", disse a juiza. Sentença sairá neste domingo no ABC.
A juiza eleitoral Daniela Azevedo Hampe mandou suspender como fraudulenta a pesquisa que o PT mandou publicar na capa das edições de quarta e sexta-feiras do jornal VS, na qual o deputado Ronaldo Zulke aparece como o líder nas intenções de votos de São Leopoldo. Zulke teria 43% dos votos contra 39%.
. No seu despacho, a juiza mandou suspender as publicações, alegando que o instituto contratado pelo PT não tem sede comprovada e não forneceu elementos para a aferição da pesquisa, o que caracteriza claros indícios de fraude.
. A pesquisa é inidônia - disse a juiza.
. A pesquisa dada como aceita e legal é a que foi feita pelo Instituto Methodus há uma semana, na qual o candidato da oposição. dr. Moacir, aparece com 50% das intenções de votos, contra 28,5% de Ronaldo Zulke.
. O PT responderá pela publicação da sentença da juíza e pagará multa.
sábado, 6 de outubro de 2012
Lula participa de vaia contra o Judiciário.
Hora de votar contra o PT podre, corrupto e populista.
A votatilidade do voto em São Paulo sintetiza o mal que o PT fez ao país nestes quase 10 anos de poder. Quem imaginaria o PT abraçado com Maluf? Quem imaginaria o PT atacando Edir Macedo, cujo PRB foi Lula que ajudou a crescer e possui até ministério no Governo Dilma? O PT do Lula roubou, corrompeu, arrebentou com a cidadania do país, baseado na mentira e na calúnia. Não tivemos que conviver anos e anos com a sensação de impunidade destes corruptos transformando o Mensalão em caixa dois? Com um presidente safado, covarde, fanfarrão, desdenhando das leis? E agora não temos que ouvir ataques racistas contra Joaquim Barbosa? E agora não estamos convivendo com uma ofensiva jamais vista contra a democracia, com tentativas oficiais desta organização criminosa chamada PT contra a Imprensa, contra o Judiciário, contra quem quer que se interponha ao seu projeto de hegemonia no controle do Estado? Não é escandaloso ver ministros de Estado condoídos com a condenação de um chefe de quadrilha que manda e desmanda dentro do Partido dos Trabalhadores? É hora de dar um basta nisso tudo, começando por São Paulo. Paulistanos, não entreguem a jóia da coroa para os piores bárbaros da nação brasileira. PT jamais, PT nunca mais.
A MÃE DE JOAQUIM BARBOSA TAMBÉM NASCEU ANALFABETA! E NÃO DEU À LUZ UM MESSIAS DE ARAQUE!
A VEJA desta semana traz na capa a imagem de um menino negro, de olhar severo e altivo. É Joaquim Barbosa, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, aos 14 anos. Num país acostumado à impunidade, ao "isso não vai dar em nada", ele se tornou uma justa referência. Segue trecho da reportagem de Hugo Marques e Laura Diniz. Lula estava certo: um ex-garoto pobre viria a simbolizar a esperança, e falta muito para que cheguemos lá, do fim da impunidade no Brasil. A mãe de Joaquim Barbosa, leitor amigo, a exemplo da sua e da minha, também "nasceu analfabeta". Acabou dando à luz um futuro ministro do Supremo, obcecado pela leitura e pelo estudo, não um Messias de araque…
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O menino Joaquim Barbosa nunca se acomodou àquilo que o destino parecia lhe reservar. Filho de um pedreiro, cresceu ouvindo dos adultos que nas festas de aniversário de famílias mais abastadas deveria ficar sempre no fundo do salão. Só comia doces se alguém lhe oferecesse. Na última quarta-feira, o ministro Joaquim Barbosa, 58 anos, apresentou seu voto sobre um dos mais marcantes capítulos do julgamento do mensalão — o "last act (bribery)", "último ato (suborno)", como ele anotou em inglês no envelope pardo que guardava o texto de sua decisão. Além do português, Barbosa domina quatro idiomas — inglês, alemão, italiano e francês. Pouco antes da sessão, o ministro fez uma última revisão no texto. Cortou algumas citações, acrescentou outras e destacou trechos. Não alterou em nada a essência da sua convicção, cristalizada depois de sete anos como relator do processo.
Durante mais de três horas, Barbosa demoliu a defesa e as esperanças dos petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, mostrando como eles usaram dinheiro desviado dos cofres públicos para subornar parlamentares e comprar o apoio de partidos políticos ao governo Lula. Exaurido pela dor nas costas que o martiriza há anos, o ministro anunciou seu "last act" no mesmo tom monocórdio com que discorreu sobre as provas: condenou por crime de corrupção ativa Dirceu, Genoino e Delúbio, que formavam a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT). Dois ministros acompanharam o relator e um aceitou em parte as teses da defesa. A votação continua nesta semana, quando os seis ministros restantes vão revelar suas decisões, mas o Supremo Tribunal Federal, o STF, já consolidou perante os brasileiros o conceito — sem o qual uma nação não se sustenta — de que a Justiça funciona também para os ricos e poderosos.
Leia a íntegra na revista
Depois de chamar Gilmar Mendes de corrupto, José de Abreu "se retrata cabalmente" com medo de ser condenado.
DESCULPA, GILMAR
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Assim começou o Apartheid
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, anunciou nesta quinta-feira (4) que a pasta lançará, em comemoração do Dia da Consciência Negra (celebrado em 20 de novembro), editais para beneficiar apenas produtores e criadores negros.
Ministério da Cultura anuncia lançamento de editais para negros
"É para negros serem prestigiados na criação, e não apenas na temática. É para premiar o criador negro, seja como ator, seja como diretor ou como dançarino", disse a ministra à Folha.
A decisão foi tomada na quinta em reunião em Brasília com a ministra Luiza Bairros (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e com integrantes do MinC, como o presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes), Antonio Grassi.
| Lalo de Almeida – 26.set.12/Folhapress | ||
| A ministra da Cultura, Marta Suplicy, em visita à 30ª Bienal de São Paulo, na semana passada |
A reunião foi realizada a pedido de Marta após debate, na última segunda, sobre inclusão digital em São Paulo. No evento, ela ouviu de um produtor cultural que a cultura negra é apoiada pela pasta, mas nem sempre é realizada por negros.
Para Nuno Coelho de Alcântara, representante em São Paulo da Fundação Cultural Palmares, instituição ligada ao MinC para promover e preservar a cultura afro-brasileira, um edital que condicione a seleção à raça do criador ou produtor pode "fomentar o preconceito racial".
Marta discorda. "Não é [racismo]. Isso vai como uma ação afirmativa."
A medida foi defendida por ativistas do movimento negro ouvidos pela Folha.
"Esse é o chamamento que faltava para a produção cultural negra no Brasil, que é rica e carente de apoios", afirmou Sinvaldo Firmo, do Instituto do Negro Padre Batista, de São Paulo.
Para o artista plástico Emanoel Araujo, curador do Museu Afro Brasil em São Paulo, os editais representam uma "posição política".
"Mas isso é muito bem-vindo. Como está, o Brasil parece mais a Dinamarca do que um país mestiço. Na TV, o negro sempre aparece na posição de empregado ou de chacota. O lado branco é chiquérrimo, e o outro, escravo ou ex-escravo", disse.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
O STF, que o PT achou que era dele, vai mandando os mensaleiros para a cadeia.
Tarcisio Zimmermann assume o risco e mantém candidatura. em Novo Hamburgo. Se perder de novo no TSE, os votos do PT serão anulados.
Com a lua em câncer, domingo poderá ser dia de conflitos e crises
. O dia é de eleições em todo o País.
. O site da astróloga Vanessa Tuleski tem outras dicas para estes
Homens do prefeito Jairo Jorge sangram candidato dissidente a vereador pelo PMDB
. O candidato é do PMDB, Partido que apóia o prefeito Jairo Jorge, do PT, mas ele abriu dissidência e faz campanha para o ex-deputado Coffy Rodrigues, do PSDB.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
40 milhões viram a quadrilha do PT ser desmascarada no Jornal Nacional.
Relator condena Dirceu, Genoino, Delúbio e mais 5 por corrupção ativa
Ele afirmou que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi mandante dos pagamentos indevidos para comprar o apoio de parlamentares.
O relator do processo do mensalão condenou nesta quarta-feira (3) oito réus por corrupção ativa, e afirmou que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi mandante dos pagamentos indevidos para comprar o apoio de parlamentares.
O relator Joaquim Barbosa começou a ler o voto sobre os dez réus acusados de corrupção ativa, no caso da compra de votos de parlamentares para dar apoio ao então governo Lula no Congresso.
Com base na acusação do Ministério Público, ele explicou o papel dos réus no esquema: o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o chefe do suposto esquema de corrupção; o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, o elo entre Dirceu e os operadores do esquema; o ex-presidente do PT, José Genoino, o encarregado de negociar os valores da propina com os parlamentares e de assinar os empréstimos junto aos bancos Rural e BMG; Marcos Valério e seu grupo, os distribuidores do dinheiro.
O relator destacou as reuniões de José Dirceu com as diretorias dos bancos Rural e BMG, envolvidas nos empréstimos fraudulentos do esquema. As reuniões ocorreram em 2003 e 2004, em datas próximas aos empréstimos e aos pagamentos a parlamentares.
"O problema não é o ministro receber a diretoria de instituições financeiras, mas sim o contexto em que essas reuniões se deram", destacou Barbosa.
Para o relator, há provas de que Dirceu não só sabia dos empréstimos, como foi o líder da prática criminosa.
"Considero que o conjunto probatório contextualizado coloca o então ministro-chefe da Casa Civil em posição central, posição de organização e liderança da prática criminosa, como mandante das promessas de pagamentos de vantagens indevidas aos parlamentares que viessem a apoiar votação de seu interesse", concluiu o ministro.
Na segunda parte da sessão, o relator Joaquim Barbosa usou a maior parte do tempo para descrever a participação do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, no esquema.
Ressaltou uma viagem de Marcos Valério a Portugal para se reunir com executivos do banco Espírito Santo. Também citou favores que Valério e os então dirigentes do Banco Rural teriam prestado à ex-mulher de Dirceu. Segundo Joaquim Babosa, há provas suficientes para comprovar que o ex-ministro comandava o esquema.
"Dirceu atuava em reuniões fechadas, em jantares, encontros secretos, executando os atos de comando de direção e controle e garantia do sucesso do esquema criminoso, executado mediante divisão de tarefas em que as funções de cada co-réu encontrava nítida definição", disse o ministro.
O relator passou então a descrever a participação dos outros acusados. Disse que também há provas de que José Genoino praticou crime de corrupção ativa, que ele participou das reuniões para o acordo de repasse de dinheiro ao parlamentares.
"O acordo criminoso se traduz sobretudo pelo conluio estabelecido entre os co-réus e os parlamentares corrompidos. Disso, sem dúvida, o acusado Genoino participou. A execução da promessa de pagamento das vantagens indevidas coube a Delúbio Soares e Marcos Valério, diretamente subordinados a Dirceu" , afirmou.
Assim, o relator Joaquim Barbosa condenou, por corrupção ativa, os réus José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino, Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Rogério Tolentino e Simone Vasconcelos. O relator absolveu Geiza Dias e Anderson Adauto, por falta de provas da participação dele no esquema.
O ministro revisor, Ricardo Lewandowski, iniciou a leitura do seu voto sobre o crime de corrupção ativa. O ministro concordou com o relator Joaquim Barbosa, e absolveu Geiza Dias, então funcionária de Marcos Valério, e o ex-ministro Anderson Adauto do crime de corrupção ativa. Ele condenou quatro réus do chamado núcleo publicitário: Marcos Valério, os seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, e a ex-funcionária Simone Vasconcelos.
Em seguida, votou de forma diferente do relator. Absolveu também Rogério Tolentino, advogado das empresas de Valério. Em seguida, condenou Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, afirmando que ele e Valério são os grandes articuladores do esquema criminoso. Absolveu o ex-presidente do PT, José Genuino, da acusação de corrupção ativa, alegando falta de provas.
"O Ministério Público não conseguiu nem de longe apontar de forma concreta os ilícitos que teriam sido praticados por José Genoino", disse o ministro.
Nesta quinta, a sessão será retomada com o voto de Lewandowski sobre o ex-ministro José Dirceu.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Mensalão: Brasil comemora fim da farsa montada por Lula.
Durante a 30ª sessão de julgamento do mensalão, ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu cabo de uma farsa que sobrevivia apenas para setores do PT e seus aliados, nos últimos sete anos. A maioria dos ministros confirmou no plenário do Supremo que o mensalão foi um esquema concebido com a finalidade de assegurar apoio parlamentar durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As provas reunidas pela Procuradoria-Geral da República foram suficientes, portanto, para convencer a mais alta corte do país de que o mensalão foi alimentado por verbas públicas utilizadas para comprar votos de membros do Congresso Nacional.
Fica, assim, relegada aos capítulos burlescos da história a tese mendaz de que o mensalão não teria passado de episódica distribuição de sobras de campanha, sem contrapartida de apoio político.A tentativa de desqualificar o julgamento como um todo, no entanto, merece tratamento ainda mais severo. Não seria pequeno o prejuízo à República se o esforço de desvendar os atos de corrupção praticados no governo Lula ficasse carimbado como "golpismo" e "ataque à democracia" -pois as pechas atingiriam o próprio STF.
Talvez por essa razão o ministro Celso de Mello tenha feito defesa enfática dos procedimentos adotados pelo Supremo. Antes de proferir seu duríssimo voto na sessão, o decano da corte reiterou que vêm sendo respeitadas as garantias constitucionais, que não houve desconsideração com direitos e que o processo do mensalão é conduzido sob ampla publicidade e permanente escrutínio público.
Quando presentes, esses princípios republicanos reforçam a legitimidade das decisões -é o que se dá agora com o STF. Quando ausentes, tornam-nas duvidosas -foi o que ocorreu com os negócios do PT imiscuídos no governo Lula.
Eis por que Celso de Mello classificou a corrupção como "perversão da ética do poder e da ordem jurídica". Pela mesma razão, disse que "o Estado brasileiro não tolera o poder que corrompe nem tolera o poder que se deixa corromper". E, para realçar sua decisão, afirmou que os réus do mensalão "transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária".
Sinal dos tempos, personagens conhecidos da política nacional estão entre os réus que já foram condenados nesse julgamento. Figuram nessa lista, por exemplo, os deputados federais João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), além dos ex-deputados Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Carlos Rodrigues (PL-RJ, atual PR).
Até aqui, o Supremo foi rigoroso ao condenar por corrupção passiva os réus que receberam dinheiro para ingressar na base de apoio a Lula. Parece haver pouca dúvida de que manterá o mesmo ânimo com os corruptores e de que nesse rol entrarão os líderes petistas José Dirceu e José Genoino.(Editorial da Folha de São Paulo, publicado hoje com o título original "Fim da farsa")



