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sábado, 21 de junho de 2014

Emboscada: o PT é Réu.


Estância Velha/RS - Nem de longe personagens como a cafetina Jeanne Mary Córner e clientes como Rogério Buratti e Antonio Palocci, que disputaram a mesma mulher, são casos isolados dentro do PT ou se resumem a escândalos dos apart-hotéis de Brasília.

.É que no pequeno município gaúcho de Estância Velha, 45 mil habitantes, 35 minutos de Porto Alegre, o atentado praticado há mais de 7 anos contra o sociólogo Maurí Martinelli,  também incluíram raposas felpudas do PT e cafetina de grosso quilate. Martinelli, colunista político do Jornal O Minuano, foi  atacado de morte porque criticava severamente a administração do PT.

.Martinelli levou  5 tiros ao chegar em casa, por sorte não morreu. O pistoleiro do caso foi condenado a 15 anos e está preso. A arma utilizada para matar Martinelli é igual a da imagem Google a abaixo.
Pistola de fabricação austríaca, Glock 380.


.O caso só andou depois que o jornalista Vitor Vieira denunciou o corpo mole das investigações. As denúncias tiveram o apoio do Movimento de Justiça e Direitos Humanos.

.A lista dos acusados é liderada pelo ex-chefe de gabinete do prefeito do PT, Jaime Schneider, pelo ex-presidente do PT e  vereador Luís Carlos Soares, pela cafetina Ana  Campos e pelo empresário Jauri de Matos, fornecedor da prefeitura do PT. São todos apontados como mandantes do crime ou membros da quadrilha.

.A lista dos acusados já era conhecida em Estância Velha. O PT está por trás do  crime.  O processo 095/209.0000179-3. Comarca de Estância Velha. A juíza do caso pronunciou a todos, e aguardam a data do Júri Popular.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Coices distintos


 Maurí Martinelli
Sociólogo
A liberdade política é uma ideia e não uma realidade. É preciso saber aplicar essa ideia, quando for necessário atrair as massas populares ao seu partido com a isca duma ideia , se esse partido formou o desígnio de esmagar o partido que se acha no poder (ex.: Revolução Francesa). Esse problema torna-se fácil, se o adversário recebeu esse poder da ideia de liberdade, do que se chama socialismo, e sacrifica um pouco de sua força a essa ideia. E eis onde aparecerá o triunfo de nossa teoria: as rédeas frouxas do poder serão logo tomadas, em virtude da lei da natureza, por outras mãos porque a força cega do povo não pode ficar um dia só sem guia, e o novo poder não faz mais do que tomar o lugar do antigo enfraquecido pelo socialismo.
Nos dias que correm, o poder do dinheiro substituiu o poder dos governos socialistas. Houve tempo em que a fé governou. A liberdade é irrealizável, porque ninguém sabe usar dela dentro de justa medida. Basta deixar algum tempo o povo governar-se a si mesmo para que logo essa autonomia se transforme em licença que no Brasil,  Dilma  estabelece através do Decreto Bolivariano de nº 8.243/2014, que tem objetivo golpista. Então, surgem dissensões que em breve se transformam em batalhas sociais, nas quais o Estado se consome e, a  sua grandeza se reduz a cinzas.
Se o Estado se esgota nas suas próprias convulsões ou se suas comoções intestinas o põem a mercê dos inimigos externos,(fora de Brasília) pode ser considerado irremediavelmente perdido; caiu em nosso poder. O despotismo do capital, intacto entre nossas mãos, aparece-lhe como uma tábua de salvação, à qual, queira ou não queira, tem de se agarrar para não ir ao fundo.
Aquele cuja alma socialista quiser considerar esse raciocínios como imoral, perguntarei: se todo Estado tem dois inimigos, e se lhe é permitido, sem a menor pecha de imoralidade, empregar contra o inimigo externo (povo) todos os meios de luta, como, por exemplo, não lhe dar a conhecer seus planos de ataque ou defesa, surpreendê-lo na calada da noite ou com forças superiores, porque essas mesmas medidas, usadas contra um inimigo pior, que arruinaria a ordem social e a propriedade, seriam ilícitas e imorais?

Um espírito equilibrado poderá esperar guiar com êxito as multidões por meio de exortações sensatas e pela persuasão, quando o campo está aberto à contradições, mesmo desarrazoadas, mas que parecem sedutoras ao povo, que tudo compreende superficialmente. Os homens, quer sejam ou não da plebe, guiam-se exclusivamente por suas paixões mesquinhas, suas superstições, seus costumes, suas tradições e teorias sentimentais: são escravos da divisão dos partidos que se opõem a qualquer harmonia razoável. Toda decisão da multidão depende duma maioria ocasional ou, pelo menos, superficial; na sua ignorância dos segredos políticos, a multidão toma resoluções absurdas; e uma espécie de anarquia arruina o governo. A política nada tem de comum com a moral. O governo que se deixa guiar pela moral não é político, e, portanto, seu poder é frágil. Aquele que quer reinar deve recorrer à astúcia e à hipocrisia. As grandes qualidades populares - franqueza e honestidade - são vícios na política, porque derrubam mais governantes do que inimigos. Essas qualidades são atributos dos socialistas/comunistas e não nos devemos deixar absolutamente guiar por elas.
Nosso fim é possuir a força. A palavra "direito" é uma ideia abstrata que nada justifica. Essa palavra significa simplesmente isto: "Dai-me o que eu quero, a fim de que eu possa provar que sou mais forte do que vós". Onde começa o direito, onde acaba?
No  Estado brasileiro o poder está mal organizado, em que as leis e o governo se tornam impessoais por causa dos inúmeros direitos que o socialismo criou, veio um novo direito, o de me lançar, de acordo com a lei do mais forte, contra todas as regras e ordens estabelecidas, derrubando-as; o de por a mão nas leis, remodelando as instituições e tornando-me senhor daqueles que abandonaram os direitos que lhes dava a sua força, renunciando a eles "voluntariamente".
Em virtude da atual fragilidade de todos os poderes, nosso poder será mais duradouro do que qualquer outro, porque será invencível até o momento em que estiver tão enraizado que nenhuma astúcia o poderá destruir. Hegemonia cultural.
Do mal passageiro que ora somos obrigados a fazer nascerá o bem dum governo inabalável, que restabelecerá a marcha regular do mecanismo das existências nacionais perturbadas pelo socialismo. O resultado justifica os meios. 
A máxima socialista diz: Prestamos atenção aos nossos projetos, menos quanto ao bom e ao moral do que quanto ao útil e ao necessário. Temos diante de nós um plano, no qual está exposto estrategicamente a linha de que não nos podemos afastar sem correr o risco de ver destruído o trabalho de muitas décadas.
Para achar os meios que levam a esse fim, é preciso ter em conta a covardia, a instabilidade, a inconstância da multidão, sua incapacidade em compreender e discernir as condições de sua própria vida e de sua prosperidade. É necessário compreender que a força da multidão é cega, insensata, sem raciocínio, indo para a direita ou para a esquerda.
Um cego não pode guiar outro cego sem levá-lo ao precipício; do mesmo modo, os membros da multidão, saídos do povo, - embora dotados de espírito genial, por nada entenderem de política não podem pretender guiá-la sem perder a nação.
Somente um indivíduo preparado desde a meninice para a autocracia é capaz de conhecer a linguagem e a realidade políticas. Um povo entregue a si próprio, isto é, aos ambiciosos do seu meio, arruina-se na discórdia dos partidos, excitados pela sede do poder, e nas desordens resultantes dessa discórdia. É possível às massas populares raciocinar tranquilamente, sem rivalidades intestinas, dirigir os negócios de um país que não podem ser confundidos com os interesses pessoais? Poderão defender-se dos inimigos externos? É impossível. Um plano, dividido por tantas cabeças quantas há na multidão, perde sua unidade, tornando-se ininteligível e irrealizável.
Somente um autocrata pode elaborar planos vastos e claros, pondo cada coisa em seu lugar no mecanismo da estrutura governamental. Concluamos, pois, que um governo útil ao país e capaz de atingir o fim a que se propõe, deve ser entregue às mãos dum só indivíduo responsável, com um parlamento forte e não submisso ao governante.  Sem o despotismo absoluto, a civilização não pode existir; ela não é obra das massas, mas de seu guia, seja qual for. A multidão é um bárbaro que mostra sua barbárie em todas as ocasiões. Logo que a multidão se apodera da liberdade, transforma-a em anarquia, que é o mais alto grau de barbárie.
Vede esses animais embriagados com aguardente, imbecilizados pelo álcool, a quem o direito de beber sem limites foi dado ao mesmo tempo em que a liberdade. Não podemos permitir que os nossos se degradem a esse ponto. Os povos cristãos estão sendo embrutecidos pelas bebidas alcoólicas; sua juventude está embrutecida pelos estudos clássicos e pela devassidão precoce a que a impelem nossos agentes, professores, criados, governantes, mulheres públicas nos lugares onde os cristãos se divertem. No número das últimas, incluo também as mulheres de boa vontade a devassidão e o luxo das perdidas.
A palavra de ordem sociedade em que vivemos é: Força e Hipocrisia. Somente a força pode triunfar na política, sobretudo se estiver escondida nos talentos necessários aos homens de Estado. A violência deve ser um princípio; a astúcia e a hipocrisia, uma regra para os governos que não queiram entregar sua coroa aos agentes de uma nova força. Esse mal é o único meio de chegar ao fim, o bem. Por isso não nos devemos deter diante da corrupção, da velhacada e da traição, todas as vezes que possam servir as nossas finalidades. Em política, é preciso saber tomar a propriedade de outrem sem hesitar, se por esse meio temos de alcançar o poder. Nessa conquista pacífica, nosso Estado tem o direito de substituir os horrores da guerra pelas condenações à morte, menos visíveis e mais proveitosas para conservar o terror que obriga o povo a obedecer cegamente. Uma severidade justa, mas inflexível, é o maior fator da força dum Estado; não é somente nossa vantagem, porém nosso dever, para obter a vitória, seguir esse programa de violência e hipocrisia. Semelhante doutrina, baseada no cálculo, é tão eficaz quanto os meios que emprega. Não só por esses meios, mas também por essa doutrina de severidade, nós triunfaremos e escravizaremos todos os governos ao nosso supremo governo. Bastará que se saiba que somos inflexíveis para que cesse toda insubordinação. Disse Lula nas entrelinhas, depois das vaias sofridas por Dilma na abertura da Copa do Mundo.
Fomos nós os primeiros que, já na antiguidade, lançamos ao povo as palavras "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", palavras repetidas tantas vezes pelos papagaios inconscientes que, atraídos de toda a parte por essa isca, dela somente tem usado para destruir a prosperidade do Brasil, a verdadeira liberdade individual, outrora tão bem garantida dos constrangimentos da multidão. Homens que se julgavam inteligentes não souberam desvendar o sentido oculto dessas palavras, não viram que se contradizem, não repararam que não há igualdade na natureza, que nela não pode haver liberdade, que a própria natureza estabeleceu a desigualdade dos espíritos, dos caracteres e das inteligências, tão fortemente submetidos às suas leis; esses homens não sentiram que a multidão é uma força cega; que os ambiciosos que elege são tão cegos em política quanto ela; que o iniciado, por mais tolo que seja, pode governar, enquanto que a multidão dos não-iniciados, embora cheia de gênio, nada entende da política. Todas essas considerações não brotaram no espírito socialista; entretanto, é nisso que repousa o princípio dinástico dos governos socialistas totalitários; o pai transmite ao filho os segredos da política, desconhecidos fora dos membros da família reinante, a fim de que ninguém os possa trair. Mais tarde, o sentido da transmissão hereditária dos verdadeiros princípios da política se perdeu. O êxito de nossa obra aumentou.
Todavia, no mundo, as palavras Liberdade, Igualdade, Fraternidade puseram em nossas fileiras, por intermédio de nossos agentes cegos, legiões inteiras de homens que arvoraram com entusiasmo nossos estandartes. Contudo, tais palavras eram os vermes que roíam a prosperidade do Brasil, destruindo por toda a parte a paz, a tranquilidade, a solidariedade, minando todos os alicerces do Estado. Vereis pelo que se segue como isso serviu ao nosso fracasso; isso nos deu, entre outras coisas, a possibilidade de não  triunfar. Mais importante, não  aboliu os privilégios, a própria essência da aristocracia governamental socialista, o único meio de defesa que tinham contra nós, o povo.  Sobre as ruínas da aristocracia, elevamos nossa  inteligência e as finanças. Tomamos por critério dessa nova elite-dominante, que depende de nós, o povo que produz riquezas, e a ciência, que é dirigida por nossos sábios.
Nosso triunfo não foi facilitado pelo fato de nas nossas relações com os homens de quem precisamos saber tocar as cordas mais sensíveis da alma humana: o cálculo, a avidez, a insaciabilidade de bens materiais, todas essas fraquezas humanas, cada qual capaz de abafar o espírito de iniciativa, pondo a vontade voraz desses homens para usurpar os frutos de nossas atividades laborativas.
A ideia abstrata da liberdade deu a possibilidade de persuadir às multidões que esse governo não passa de gerente do proprietário do país, que é o povo, podendo-se mudá-lo como se muda de camisa.
A removibilidade dos representantes do povo coloca-os à nossa disposição; eles dependem de nossa escolha. O Brasil pode melhorar ou piorar, dependo do coice que preferimos. O distinto está logo ali. Temos eleições para presidente em outubro de 2014. Eu disse, eleições para presidente.



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Mauri Martinelli
Sociólogo

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Polícia Federal fará coleta em Estância Velha

Veículo reservado para a coleta

Uma fonte na  Policia Federal do Rio Grande do Sul informou nesta tarde que PF fará coleta em Estância Velha e Novo Hamburgo. Na cidade de Novo Hamburgo será em uma empresa de Economia Mista, tendo o município no controle acionário. O Diretor desta estatal foi depor por três vezes, assim como o prefeito da Real Feitoria do Linho Cânhamo e, a vereadora investigada.

A Operação Coleta EV2 da PF, pode acontecer  antes do dia dos Namorados ou na semana do dia dos pais, depois da Copa do Mundo.

E daí eu pergunto: Qual é de preferência do Lixo Cartelizado, antes ou ou depois da Copa?
Não deve faltar espaço para abrigar todos os coletados
BOMBA:

Fui informado que na equipe da PF tem dois Agentes Federais simpatizantes: um do PSDB e o outro do PT. Cada qual com a Missão de proteger o seu bibelô. Mas o chefe da operação é o Delgado que têm  o mesmo nome de um país europeu, então já posso afirmar que o destino destes criminosos está traçado.


domingo, 1 de junho de 2014

Empreiteiras doadoras do PT pagam operários e prefeitura contrata escolas de samba para aplaudir Dilma em inauguração no Rio.

Escola de samba contratada para homenagear Dilma veste as cores da bandeira de Cuba
Durante o evento de inauguração do BRT Transcarioca (corredor exclusivo de ônibus), só puderam acompanhar o discurso da presidente Dilma Rousseff convidados e trabalhadores da obra, munidos de bandeiras do Brasil nas mãos. Eram cerca de 150 trabalhadores, contados pela reportagem. À Folha, eles contaram que receberam uma diária para ir ao evento: R$ 140. O valor é maior do que em um dia normal de trabalho, já que, por ser um domingo, está embutido o adicional de 50% de hora extra.

Nenhum deles quis se identificar. Tampouco reclamaram de estar lá. Receberam café da manhã e teriam direito ao almoço. Segundo os trabalhadores, a despesa correu por conta das empreiteiras (Andrade Gutierrez, Carioca e OAS). Procurados, representantes das empresas não foram localizados no local nem nos telefones dos escritórios.

As bandeiras que figuravam no evento também eram vistas ao longo de todo o trajeto da presidente Dilma que fez, de ônibus, o percurso entre o aeroporto do Galeão (Ilha do Governador) até Madureira, ambos na zona norte do Rio.

O caminho da presidente na obra do BRT Transcarioca, inaugurada por ela, foi tranquilo, rápido e embalado por muito samba. Às vésperas de Copa, Dilma não viu manifestantes e a segurança foi reforçada por muitos militares. Um reforço especial foi montado no morro da Serrinha, próximo à estação onde a presidente fez seu discurso.

Transcarioca

Ao longo do caminho, houve também um certo clima pró-copa. O colorido verde-e-amarelo do trajeto teve bandeirinhas do Brasil, nas mãos de algumas pessoas em esquinas do trajeto.

No percurso, Dilma, sempre dentro do ônibus, foi recebida em cruzamentos e viadutos, desde a Ilha, com muito samba, tocado ora pela bateria da União da Ilha do Governador, na ponte estaiada próxima ao aeroporto do Galeão, ora pelas velhas guardas de outras escolas de samba ou rodas tradicionais do ritmo. Entre elas, os partideiros do tradicional bloco "Cacique de Ramos", no bairro homônimo (zona norte, por onde passa a via do BRT), e membros da Portela e do Império Serrano, em Madureira, bairro que é berço dessas duas agremiações cariocas. Suas origens e sedes estão no bairro -o morro, policiado, da Serrinha é a "casa" do Império.

Pelo trajeto, a visão também não era alentadora: Dilma passou perto da "poluída" baía da Guanabara e de homens do Exército, que patrulhavam becos e vielas de entradas das favelas do complexo da Maré, ocupado por forças de segurança. Havia, ainda, algumas estações da obra ainda à espera de finalização, como a instalação de catracas, bancos e monitores. Faltava também recolher o entulho de fim de obra e fazer a limpeza do local.

A obra, que faz parte do programa federal PAC 2 de mobilidade urbana, foi inaugurada em clima festivo, graças, em boa medida, aos sambistas presentes ao evento. Entre eles estavam Monarco, da Portela, e a imperiana Dona Ivone Lara, uma das maiores compositoras de samba do país.

Os sambistas têm uma forte ligação com o prefeito Eduardo Paes. Além de ser responsável pelo Carnaval, a prefeitura reformou as quadras de escolas tradicionais, como Portela, Imperatriz Leopoldinense, Império Serrano e União da Ilha. Todas mandaram representantes à inauguração. (Folha Poder)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Na calada da noite, Dilma doa R$ 239 milhões para Cuba. O dinheiro surrupiado dos brasileiros construiria 6.000 casas do Minha Casa, Minha Vida. Ou 120 UPAs.

Dilma e Pimentel, zombando da cara dos brasileiros, dando dinheiro para a ditadura assassina de Cuba.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), por ordem de Lula e Dilma, repassou recursos a fundo perdido, sem obrigação de ser pago, para o governo de Cuba construir o moderníssimo porto de Mariel. Fez isso na calada da noite, escondido dos brasileiros. Alegando sigilo, o ministério não revela o total gasto pelo Tesouro na operação. Entretanto, valores do programa que usa recursos públicos para incentivar exportações brasileiras mostram que Cuba recebeu US$ 107 milhões (o equivalente a R$ 239 milhões) no período da reforma do terminal.

Além disso, o único porto construído pelo PT (em Cuba, não no Brasil!) teve um financiamento de US$ 692 milhões (R$ 1,5 bilhão) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, o porto custou US$ 957 milhões. Um documento inédito, assinado pelo ex-ministro Fernando Pimentel (hoje candidato do PT ao governo de Minas) e revelado pelo site Congresso em Foco esta semana, mostra que, quando o Brasil fez acordo com Cuba, em 2008, o combinado era emprestar US$ 600 milhões, que seriam “utilizados durante quatro anos”.

Pimentel, para não ter que dar explicações, decretou sigilo de 15 a 30 anos para a negociata. Chaveou a falcatrua.  Pela mesma razão, o petista se nega a explicar se os quatro anos se referem ao prazo de pagamento por Cuba ou ao período em que o BNDES fará os desembolsos.

Dilma erguendo a bandeira da Cuba comunista e torturadora, ao lado do ditador Raul Castro, na inauguração do porto pago com o suor dos brasileiros.

Nos últimos quatro anos, período que coincide com a construção do porto de Mariel, Cuba tornou-se o terceiro país beneficiado com recursos públicos do Programa de Financiamento à Exportação – Equalização (Proex), atrás de EUA e Angola. Entre 2001 e 2009, antes do início da modernização do terminal, o governo da ilha dos irmãos Castro só tinha sido destino de US$ 2,2 milhões, segundo dados da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do MDIC. Em alguns anos, nada se recebia. Na maioria deles, valores abaixo de um milhão de dólares.

Mas com o porto, tudo mudou: o valor foi elevado em mais US$ 107 milhões entre 2010 e 2013. Ou seja, tudo indica que, se não foi exatamente esse o valor da ajuda do governo brasileiro para Cuba pagar prestações mais baratas ao BNDES pelo porto construído pela Odebrecht, as cifras devem ser bem próximas disso. Nesse caso, significaria que, na prática, Dilma tirou do bolso dos brasileiros 16% dos US$ 692 milhões para financiar uma ditadura assassina como a de Cuba.

Triangulação com empreiteiras

Para a oposição, há fortes suspeitas de caixa dois para campanhas eleitorais. “Nossa preocupação é a triangulação de quem está recebendo, como exportador, esses empréstimos ser doador de campanha de quem libera essa taxa do fundo perdido”, afirma o deputado Fernando Francischini (SD-PR).

CADE CONDENA CARTEL DO LIXO NO RIO GRANDE DO SUL

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE condenou na sessão de julgamento do dia 5 de fevereiro de 2014, três empresas e seis pessoas físicas ligadas a elas por "cartel" em licitações públicas destinadas à contratação de serviços de coleta, transporte e destinação final de resíduos sólidos em diversos municípios do Rio Grande do Sul. As multas aplicadas somam R$ 1,2 milhão.

O "Cartel do Lixo Gaúcho" operava nos municípios de Santa Rosa, Bozano, São Paulo das Missões e Estância Velha.

As empresas Wambass Transportes Ltda., Coletare Serviços Ltda., Simpex Serviços de Coleta Transporte e Destino Final de Resíduos Ltda. recebiam cartas-convite das prefeituras para disputar licitações para a coleta de lixo urbano ou hospitalar, mas combinavam previamente como atuariam ou quem seria a vencedora do certame.

Na investigação foram constatadas condutas anticompetitivas como a combinação de preços entre empresas que concorriam nas licitações do lixo para impedir que os valores apresentados ficassem abaixo de um preço base.

O CADE destacou que a "gravíssima infração concorrencial" que causou prejuízo aos cofres municipais e direcionou para as empresas recursos que poderiam ser aplicados em outros gastos públicos.

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, cartéis geram desperdícios e ineficiência e causam danos aos consumidores.

As provas que levaram à condenação do "Cartel do Lixo Gaúcho" foram obtidas por meio de interceptações telefônicas, além de busca e apreensão na sede das empresas realizadas pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.

O Processo Administrativo número 08012.011853/2008-13 foi instaurado em 2009 a partir de denúncia do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.

No ano passado, a Superintendência-Geral do CADE emitiu parecer opinando pela condenação das três empresas e de seis pessoas físicas e enviou o caso para julgamento pelo Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Todas as multas aplicadas pelo CADE são destinadas ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos – FDD do Ministério da Justiça, que reverte os recursos arrecadados em projetos que visem à recuperação de bens e direitos difusos, como o meio-ambiente, patrimônio histórico e cultural, defesa do consumidor, entre outros.

O julgamento pelo CADE não livra as empresas e pessoas físicas formadoras do "Cartel do Lixo Gaúcho" de responderem processos na Justiça do Rio Grande do Sul.

Cartel é crime não resta qualquer dúvida. 

CARTEL É CRIME
Em 29 de janeiro de 2014 entrou em vigor a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013) que dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas.

Com a chamada "Lei Anticorrupção", pessoas jurídicas condenadas poderão pagar multa de até 20% do seu faturamento bruto ou até R$ 60 milhões, além de sofrer sanções como interdição das atividades e dissolução compulsória.

De acordo com a Lei Anticorrupção, as empresas serão responsabilizadas objetivamente, ou seja, não será necessário comprovar culpa ou dolo. Para ser condenada, basta que o ilícito seja praticado em seu interesse ou benefício.

Elas também estarão sujeitas à perda de bens, direitos ou valores, à suspensão ou interdição parcial de suas atividades, à dissolução compulsória da pessoa jurídica e à proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos do poder público, pelo prazo mínimo de um e máximo de cinco anos. A lei também institui o Cadastro Nacional de Empresas Punidas, de caráter público, abastecido com dados fornecidos por todas as entidades públicas do País.

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul deve investigar o "monopólio no lixo gaúcho", em parceria com o Ministério Público de Contas, Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul e a Delegacia Fazendária da Polícia Civil do Governo do Rio Grande do Sul.

Processos que tramitam no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul mostram que, preços para a destinação final dos resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários da empresa detentora do monopólio causam prejuízo ao erário público.

Para a manutenção desse monopólio da destinação final dos resíduos sólidos urbanos no Rio Grande do Sul, diversos municípios praticam "modelitos concorrenciais" já condenados pelo e Ministério Público de Contas gaúcho e Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. Esses modelitos concorrenciais geram a "fictícia emergência".

Esses "modelitos concorrenciais" proporcionam a "contratação emergencial" da destinação final dos resíduos sólidos urbanos em empreendimentos da empresa detentora do monopólio no Rio Grande do Sul.

As contratações emergenciais não são restritas somente a destinação final de resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários. Essas passam também pela "coleta de lixo domiciliar" e "capina" entre outros serviços de limpeza urbana.

Reinaldo Azevedo - PT é o Partido do Crime

Não se trata de um evento trivial. Luiz Moura (PT-SP), deputado estadual, foi surpreendido numa reunião na sede da Transcooper, uma cooperativa de vans e micro-ônibus, de que ele é presidente de honra, em companhia de 13 pessoas que, segundo a polícia, são ligadas ao PCC. Um assaltante de banco foragido participava do convescote. Segundo a polícia, o encontro tinha o objetivo de planejar novos incêndios contra ônibus na capital. Os veículos atacados pertencem invariavelmente a empresas privadas, nunca às tais cooperativas.
Moura integra o grupo político de Jilmar Tatto, deputado federal licenciado (PT-SP) e secretário de Transportes da gestão Fernando Haddad. O próprio Tatto é muito influente nisso que já foi chamado "transporte clandestino", tornou-se "alternativo" e acabou sendo oficializado. Hoje, as cooperativas celebram contratos bilionários com a prefeitura.
Não há um só jornalista ou um só político de São Paulo que ignorem o fato de que o PCC se imiscuiu na área de transportes por meio de cooperativas. Em 2006, foi preso um sujeito chamado Luiz Carlos Efigênio Pacheco, então presidente da Cooper-Pam. Conhecido como "Pandora", o homem foi acusado de financiar uma tentativa de resgate de presos de uma cadeia de Santo André. Ele negou ligação com o crime organizado, mas disse que, por ordem de Tatto, então secretário de Transportes da gestão Marta Suplicy, levou para a sua cooperativa integrantes do PCC. O chefão petista repeliu as acusações. Só não pode repelir a sua óbvia proximidade com as ditas cooperativas e o incentivo que deu, ao longo de sua carreira, a essa, vá lá, "modalidade de transporte".
(…)

No PT, Moura já não é um qualquer. Na sua festança de aniversário, a figura de destaque foi Alexandre Padilha, ex-ministro e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. 

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

O governo do PT tenta a mudança de regime por decreto

Por Políbio Braga
 

Em editorial de hoje, o jornal "O Estado de S. Paulo" informa que a presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Leia o que sobre isto diz o jornal:

 Dilma desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional. O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas. Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT, sempre rejeitadas pela Nação, a respeito do que membros desse partido entendem que deva ser uma democracia.

. A fórmula não é muito original. O decreto cria um sistema para que a "sociedade civil" participe diretamente em "todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta", e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc. Tudo isso tem, segundo o decreto, o objetivo de "consolidar a participação social como método de governo". Ora, a participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso, legitimamente eleitos. O que se vê é que a companheira Dilma não concorda com o sistema representativo brasileiro, definido pela Assembleia Constituinte de 1988, e quer, por decreto, instituir outra fonte de poder: a "participação direta".

. Não se trata de um ato ingênuo, como se a Presidência da República tivesse descoberto uma nova forma de fazer democracia, mais aberta e menos "burocrática".

sábado, 12 de abril de 2014

Lula coloca o PT em campanha aberta contra a Imprensa. Envolvido em casos escabrosos de corrupção, o partido deveria se preocupar menos com jornalistas e mais com policiais e juízes.

Lula, os blogueiros sujos e pagos e, ao fundo, Franklin Martins, coordenador da campanha de Dilma na internet e mentor do famigerado "controle social da mídia"

Ontem, em comício do PT no interior de São Paulo,  Lula  voltou à carga contra a imprensa. "[Os militantes] têm que saber o que cada um tem que fazer [saindo dessa plenária], porque nós não temos a Rede Globo do nosso lado", disse. "Aliás, nós não temos um meio de comunicação nos defendendo. Você não aparece no jornal das 7, no jornal das 8, no jornal das 9, nada! Se você aparece, é com matéria negativa", acrescentou o petista. 

Como se a Imprensa tivesse culpa pela lama que envolve o governo Dilma, com denúncias de superfaturamento em obras públicas, propinoduto instalado na Petrobras, economia em queda e nenhuma, absolutamente nenhuma notícia que possa merecer uma notícia de rodapé a favor da gestão petista.

A campanha de Lula contra a liberdade de imprensa e pela volta do controle social de mídia começou exatamente com uma afronta sua ao jornalismo. Reuniu dez blogueiros financiados por debaixo do pano pelo governo para uma coletiva de quase três horas no Instituto Lula. Na verdade, não foi uma coletiva. A claque financiada levantava um assunto e Lula discorria sobre ele, tudo conduzido pelo ex-ministro Franklin Martins. Vejam, abaixo, trechos desta entrevista:

"Acho que os meios de comunicação no Brasil pioraram do ponto de vista da liberdade, do ponto de vista da neutralidade e agora que vocês [os blogs] tão fortemente conquistaram a neutralidade da internet, têm que começar a campanha para conquistar a neutralidade dos meios de comunicação para eles pelo menos serem verdadeiros. Podem ser contra ou a favor, mas que a verdade prevaleça".

"Perdemos um tempo precioso e não fizemos o marco regulatório da comunicação nesse país. Temos que retomar com muita força essa questão da regulação dos meios de comunicação do país. O tratamento à Dilma é de falta de respeito e de compromisso com a verdade".

"Vejo alguns números colocados por pessoas da Petrobras e os números colocados pela imprensa e eles não batem entre si". 

"Estamos sendo conduzidos por uma massa feroz de informações deformadas".

"No fundo, no fundo, e vocês todos são pessoas informadas, a imprensa construiu quase que o resultado desse julgamento [do mensalão]. Eu me pergunto como é possível uma CPI que começou investigando o desvio de R$ 3 mil em uma empresa pública [os Correios ], que era dirigida pelo PMDB e que investigava um cara do PTB, terminou no PT? É indescritível!".

"Espero que a história do mensalão seja recontada nesse país e, se eu puder, vou ajudar a reconta-la. Como uma CPI que começou por causa de R$ 3 mil nos Correios terminou no mensalão? Temos que mostrar qual foi o papel da imprensa!". 

"O mensalão foi o mais forte processo político desse país em que a imprensa teve papel de condenação explícita antes de cada sessão, de cada ato" E concluiu: "Nunca vi nada igual! O massacre era apoteótico!"

Lula, como se vê, encontrou um culpado para os crimes do PT: a imprensa. Acha que pode manipular a opinião pública, como o fez em governos anteriores. Está certo ao dizer que hoje tem a internet para fazer o contraponto. No caso do PT, ela não vai funcionar, tendo em visto a criminalização crescente do partido e do governo. Lula deveria se preocupar menos com jornalistas e mais com policiais e juízes. E, obviamente, com um eleitor cada vez mais bem informado.

Graça Foster peita a PF e é advertida: entrega os documentos ou vamos vasculhar a empresa. Governo monta versão para esconder os fatos.

Presidente da Petrobras tenta impedir ação da PF na Operação Lava Jato II

O Estadão revela que, na Operação Lava Jato II, que ontem incluiu até mesmo busca e apreensão na sede da Petrobras, a primeira reação da presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, ao receber os policiais, por volta de 9h, na sede da empresa, foi se recusar a repassar dados sobre um contrato milionário assinado na sua gestão com a empresa Ecoglobal Ambiental Comércio e Serviços. Avisada de que a resistência daria à PF o direito de vasculhar a empresa em busca dos documentos, uma vez que estava autorizada judicialmente por um mandado de busca e apreensão, a executiva recuou e liberou a papelada.

A negociação levou a permanência de um delegado e de três agentes na sede da Petrobrás por quase seis horas. De acordo com um segurança da sede da Petrobrás, os agentes policiais entraram a pé pela recepção da garagem do prédio, se identificaram e informaram sobre a Ordem Judicial, expedida pela Seção Judiciária do Paraná. Funcionários do setor jurídico da estatal desceram para receber os policiais ainda no estacionamento. Segundo o segurança, os agentes disseram que iriam cumprir "intimações" na estatal.

No final da noite, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, saiu em defesa da presidente da Petrobrás e repetiu o que as duas notas já haviam afirmado de que os documentos foram entregues pela empresa "espontaneamente". A nota divulgada pela Polícia Federal recebeu o aval de Cardozo antes de ser publicada.

Segundo fontes, o ministro compartilhou seu conteúdo com o colega da Casa Civil, Aloizio Mercadante, um dos mais próximos da presidente Dilma Rousseff. O texto apresenta duas explicações em referência aos mandados cumpridos nesta sexta. A Polícia Federal informa que "a Justiça Federal no Paraná expediu mandados de intimação prévia para que a Petrobrás apresentasse documentos. Como houve colaboração, não foi necessário o cumprimento de mandados de busca e apreensão para o êxito na obtenção desses papéis."

Menciona, também, que a "presidência da Petrobrás colaborou com os policiais federais apresentando os documentos, que foram apreendidos e contribuirão para a continuidade das investigações". A PF não explicou porque os agentes ficaram várias horas na sede da estatal, embora a justificativa seja que apenas foram coletados documentos, cuja entrega já havia sido acertada com a empresa.

A nota da Petrobrás informa que a estatal recebeu uma ordem judicial para entrega de documentação sobre um contrato investigado pela Polícia Federal. Segundo o comunicado, a presidente acionou "imediatamente" a gerência jurídica da empresa para dar encaminhamento às solicitações dos agentes. O comunicado informa ainda que a empresa cumpriu as determinações expedidas pela Seção Judicial do Estado do Paraná.

PT monta operação para impedir que André Vargas dê com a língua nos dentes. Petista ameaça levar mais gente com ele.

André Vargas, em restaurante dos Jardins, com o bombeiro petista Florisvaldo Souza. O deputado petista ameaça botar a boca no trombone e afirma que não vai cair sozinho: " eu não sou o Zé Dirceu II".

Ameaçado por delação, o PT já garantiu a André Vargas o apoio total e irrestrito no seu julgamento pelo Conselho de Ética. Até o deputado sócio do doleiro Yousseff não ter ameaçado o partido, a postura era outra. Como primeira parte do planejamento, está a tentativa de desqualificar o relator do caso, afirmando que ele já fez um pré-julgamento. Júlio Delgado, deputado do PSB de Eduardo Campos e mineiro como Aécio Neves, condenou José Dirceu e não é homem para aceitar pressões.O futuro de Vargas é a perda do mandato.

Segundo o jornal O Globo, integrantes do PT estão incomodados com os pronunciamentos públicos feitos pelo deputado Júlio Delgado (PSB-MG), escolhido relator do caso André Vargas (PT-PR) no Conselho de Ética. Nos últimos dias, Delgado deixou claro que seu voto será pela abertura do processo no conselho devido às suspeitas de que ele tenha feito tráfico de influência e usado o mandato para ajudar o doleiro Alberto Youssef, preso há três semanas como suspeito de ter lavado R$ 10 bilhões. Aliados de Vargas dizem que as declarações de Delgado revelam que haverá um “linchamento” e, por isso, confirmam que Vargas deve antecipar o fim de sua licença e voltar à Câmara no dia 22. Inicialmente, ele ficaria dois meses longe da Casa para sair dos holofotes por 60 dias.

— O relator do processo anunciou o resultado de seu relatório sem nem ouvir o André. Por isso, ele tem que voltar para se defender. O Conselho não pode ter um processo de linchamento. O relator disse até que era bom para as eleições presidenciais — afirmou o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), amigo de Vargas.

Delgado, no entanto, nega estar violando o direito à defesa, mas reafirma sua disposição a ser rígido. — Não fui eu que fui ao plenário dizer inverdades. O que eu disse é que este caso tem mais questões públicas e notórias para encaminhar a admissibilidade do que tinha no caso do José Dirceu (do qual Delgado também foi relator). Mas os fatos alusivos ao nosso voto só ocorrerão depois do amplo direito de defesa e da oitiva de testemunhas. Talvez eles (do PT) estejam temerários em relação à minha postura, que eles conhecem. Aí, podem continuar temerosos — rebateu.

Após se licenciar temporariamente da Câmara, André Vargas passará este fim de semana em São Paulo preparando a defesa que apresentará ao Conselho de Ética e ao seu partido. Seu encontro com a comissão de três dirigentes do PT designados pela Executiva do partido para ouvi-lo sobre seu envolvimento com Youssef, que ocorreria ontem, foi adiado para segunda-feira.

— Queremos ouvir dele o que realmente ocorreu. Nós não temos nenhuma informação. O que nós sabemos até agora é apenas o que foi publicado pela imprensa, e há informações desencontradas. Vamos ouvi-lo, preparar um relatório e apresentar na próxima reunião da Executiva — explicou Alberto Cantalice, um dos integrantes da comissão.

Dos três integrantes do grupo, dois — Alberto Cantalice e Florisvaldo Souza — integram a tendência petista Construindo um Novo Brasil, a maior da legenda e a mesma de Vargas. O terceiro dirigente do grupo, Carlos Árabe, faz parte da Mensagem ao Partido, considerada mais crítica aos desvios de conduta de petistas.

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A propósito: a revista Isto É publica extensa reportagem afirmando que já há provas para encarcerar André Vargas. Acima, o diagrama da quadrilha montada pelo deputado.  Clique aqui para ler.

Até Collor, o mais novo aliado do PT, levou dinheiro da corrupção


Protagonista de um dos principais fatos políticos da recente história do Brasil, o senador alagoano Fernando Collor de Mello (PTB-AL), alvo de impeachment no Congresso Nacional, aparece como um dos beneficiários de uma espécie de “banco clandestino” operado pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal. Na agenda de Costa apreendida pelos policiais veio à tona uma contabilidade financeira paralela envolvendo políticos e, para a surpresa dos investigadores, o recibo de um depósito bancário de 8.000 reais em favor de Collor. A revelação está na edição de VEJA desta semana, em reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques.Leia mais:

. Os valores, ainda que quase simbólicos, intrigam os policiais principalmente após documentos da Lava Jato terem apontado que a Investminas, empresa controlada por Pedro Paulo Leoni Ramos, secretário de Assuntos Estratégicos no próprio governo de Fernando Collor, também já havia feito um pagamento de 4,3 milhões de reais para a consultoria de Paulo Roberto Costa. Para os policiais, Collor seria mais um dos beneficiários de uma central de distribuição de propina a políticos dos mais diversos partidos.

(...)

. Paulo Costa, tratado como Paulinho por Lula,  construiu a carreira na estatal de petróleo desde os anos 1970. Chegou à diretoria de Abastecimento da companhia em maio de 2004 pelas mãos do ex-presidente Lula e após indicação do PP. Mesmo tendo sido alçado ao cargo com as bênçãos do PP, contava com respaldo de setores do PMDB e do grupo ligado ao deputado petista Cândido Vaccarezza (SP

Na caderneta, em linguagem cifrada, aparecem, além dos nomes de políticos, referências à empreiteira Queiroz Galvão, uma das prestadoras de serviço da Petrobras, à empresa UTC, que também fornece à petroleira, e à Engevix, companhia que gerencia empreendimentos nas áreas de energia, indústria e infraestrutura. Em todos os casos, há indicativos de que as companhias estariam “dispostas a colaborar” com o banco clandestino de financiamento a políticos.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Conselho de Ética vai investigar quebra de decoro de André Vargas. E Justiça Federal manda o petista para as mãos de Joaquim Barbosa.

Nada como um dia após o outro...

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, acatou nesta segunda-feira o parecer jurídico da Mesa Diretora da Casa e decidiu encaminhar à Corregedoria Parlamentar o pedido de investigação por quebra de decoro feito hoje pelo Psol para apurar as denúncias contra o 1º vice-presidente, deputado Andre Vargas (PT-PR), que pediu  licença por 60 dias do seu mandato a partir desta segunda (7).

A Mesa Diretora, por meio do presidente Henrique Alves, também encaminhou ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar a representação feita pelo PSDB, DEM e PPS, nesta segunda-feira, também por quebra de decoro. Lá o processo será aberto, um relator será sorteado e testemunhas serão ouvidas.

A Justiça federal no Paraná decidiu remeter para o Supremo Tribunal Federal a parte da investigação da Operação Lava Jato que contém diálogos e mensagens do deputado federal André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara dos Deputados, com o doleiro Alberto Youssef.

No despacho que encaminha parte da investigação ao Supremo, o juiz da 13ª Vara Federal diz: "Revendo os autos constato que, entre os diversos fatos investigados, foram colhidos, em verdadeiro encontro fortuito de provas, elementos probatórios que apontam para relação entre Alberto Youssef e André Vargas, deputado federal".

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Caixa preta da Petrobras: escândalo de San Lorenzo pode ser muito maior do que o de Pasadena.


Nada é claro e transparente na Petrobras. Agora explode mais um escândalo: a venda de uma refinaria em San Lorenzo, na Argentina, por uma pechincha, se comparado com a compra da Refinaria Pasadena, nos Estados Unidos.  Os número comprovam de forma cabal que a Petrobras compra por preços superfaturados e vende por preços subfaturados. Quem está ganhando com isso? Quem está lucrando com isso? Para onde está indo o dinheiro? 

Podem ficar revoltados. A Petrobras pagou U$ 412 milhões por 50% da refinaria Pasadena, que possuía capacidade para processar 100.000 barris de petróleo por dia. A Petrobras vendeu 100% da refinaria de San Lorenzo, com capacidade para processar 50.000 barris de petróleo por dia, por apenas U$ 36 milhões. Leiam, abaixo, o que a Petrobras informou ao mercado, em 6 de maio de 2010:

"A oferta pelos ativos mencionados foi de aproximadamente US$ 36 milhões. Além disso, na data de fechamento serão vendidos à Oil Combustibles os estoques de petróleo e os diferentes produtos por aproximadamente US$ 74 milhões".

Leiam, abaixo, o que informa o Relatório Contábil da estatal, do ano de 2010.
A conta é simples: a Petrobras já estimava uma perda da ordem de U$ 70 milhões na futura venda. Posteriormente, a venda foi confirmada por U$ 102 milhões no Relatório de 2011. Ver abaixo:

Aí você pergunta: mas não eram U$ 110 milhões? Por que depois de um ano só apareceu U$ 102 milhões na contabilidade? Onde foram parar os outros U$ 8 milhões? Sim, a Petrobras informou em Comunicado ao Mercado que o negócio era "da ordem" de U$ 110 milhões. Mas não indicou o valor final da operação. Fica a pergunta: por que a Petrobras não comunicou o valor correto? É óbvio que ao fazer o Comunicado ela já sabia efetivamente o que receberia pela venda.

E a capacidade de produção, como comprovar que era de 50.000 barris de petróleo por dia, a metade da capacidade de Pasadena? Simples. Esta foi a informação oficial da Petrobras, dada aos acionistas nos Relatório de Atividades de 2010 e 2011, conforme abaixo:

Se foram U$ 102 milhões e não U$ 110 milhões, como afirmar que a refinaria foi vendida por apenas e tão somente U$ 36 milhões? Simples! Esta foi a informação dada ao mercado pela Petrobras, na Argentina. E mais! U$ 36 milhões envolveu mais 365 postos de gasolina e uma planta fluvial! Os estoques ou existencias em espanhol saíram por outros U$ 74 milhões, totalizando U$ 110 milhões. Vejam o que informou o jornal El Clarin:


Novamente, o preço dado ao público é U$ 110 milhões e não U$ 102 milhões como informou a Petrobras aos seus acionistas, nos seus relatórios. Onde foram parar os U$ 8 milhões? Terá sido uma propina ou um suborno pago pelo comprador e abatido do valor pago à Petrobras? É isso que deve ser investigado. 

Agora, senhores e senhoras, atentai para o valor do negócio! Quanto vale uma rede de 365 postos de gasolina? Aqui no Brasil, a montagem de uma franquia de abastecimento de combustível consome, no mínimo, R$ 800 mil. Vamos passar a dólar? Isto daria um valor de U$ 350 mil. Multipliquemos U$ 350 mil por 365 unidades e teremos U$ 127 milhões de dólares!  Ou seja: a refinaria de San Lorenzo saiu de graça para o comprador argentino, casualmente um dono de cassino, amigo e protegido do casal Kirchner. 

Em 2013, José Sérgio Gabrielli, quando surgiu a primeira investigação abafada sobre Pasadena, declarou o seguinte ao blogueiro patrocinado pela Petrobras, Paulo Henrique Amorim. Atenção! Vejam abaixo!

Gabrielli está dizendo que é um excelente negócio ter pago o equivalente a U$ 3.800 por barril/dia. Como o ex-presidente da Petrobras vai explicar, então, que vendeu uma refinaria cobrando apenas U$ 640 por barril/dia? Como justificar um preço aviltado, cinco vezes menor? Vamos à prova: U$ 640 x 50.000 barris/dia = U$ 32 milhões!  Se ele vendesse San Lorenzo pelo mesmo preço que comprou Pasadena, o valor deveria ser de U$ 190 milhões, não é mesmo?

A Petrobras está quebrando porque comprou por preços superfaturados e está vendendo os seus ativos, em negócios suspeitíssimos, por preços subfaturados. Tem gente ganhando muito dinheiro com isso. E todos nós, brasileiros, estamos perdendo, a cada dia, um pedaço deste grande patrimônio brasileiro que é a Petrobras.