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sábado, 15 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
A CAPA DE VEJA – TALVEZ A MATÉRIA MAIS EXPLOSIVA DEPOIS DA ENTREVISTA DE PEDRO COLLOR
Por Reinaldo Azevedoquarta-feira, 12 de setembro de 2012
Apaixonada por Dilma, mulher é presa pela segurança ao invadir o Palácio do Planalto
Uma mulher tentou subir a rampa do Palácio do Planalto no início da noite desta terça-feira. Visivelmente perturbada, Edmeire Celestino da Silva, de 29 anos, tentou entrar no Palácio alegando que queria se casar com a presidente Dilma Rousseff.
Depois de receber várias advertências do soldado que faz a guarda na rampa do Planalto, inclusive com dois tiros de borracha disparados no chão, Edmeire foi contida por seguranças e levada para o estacionamento.
De acordo com os seguranças, Edmeire andava rondando o Planalto há dois dias, mas não havia feito nenhuma outra tentativa de entrar até esta terça. Sem meias, de camiseta e calça jeans, ela repetia que era apaixonada pela presidente, que tinha vindo "chamar a Dilma para casar comigo" e que ela era "seu coração".
— Eu ia sequestrar ela (sic) e não ia soltar nunca mais, ela é o meu amor — dizia.
CLIQUE na foto para ver a foto da mulher que queria casar com Dilma Rousseff. A foto é da Agência Brasil.
domingo, 9 de setembro de 2012
O partido do Mensalão planejava tomar a Grande São Paulo. Vejam João Paulo Cunha e Fernando Haddad de mãos dadas.
No seu tempo de MEC, Fernando Haddad sempre foi um fiel companheiro dos mensaleiros. Na foto abaixo, uma audiência que reúne ninguém mais, ninguém menos ( à esquerda, pela ordem) do que João Paulo Cunha, José Genoino e José Mentor.
Toffoli arquivou processo contra mensaleiro no STF. Maioria dos ministros reabriu o inquérito.
Socialista, em Curitiba, e Serra, em SP, começam a usar o julgamento do mensalão contra o PT
A nota a seguir é de Ricardo Noblat:
O Mensalão começa a invadir a propaganda eleitoral
sábado, 8 de setembro de 2012
"CADEIA PARA OS MENSALEIROS!!!
É praticamente impossível uma convivência democrática no Brasil: ou somos subjugados por ditaduras militares, ou temos que suportar a corja mais corrupta e repugnante travestida de partido político, que atende pela alcunha de partido dos (sic) trabalhadores!
Sem dúvida houve em nossa precária história, episódios de assalto aos cofres públicos, mas nada que se compare à "atuação" de Lula e seus bucaneiros!
Esperemos que o STF cumpra até o fim a missão de condenar os mensaleiros, e que o Grande Guia seja, enfim, desmascarado, e que o povo brasileiro possa se ver livre dessa quadrilha que tem como único objetivo a perpetuação no poder!"
Carlos Vereza
O presidente de vocês.
TSE revela que campanha mais cara de Porto Alegre é da comunista Manuela D'Ávilas
Manuela D'Ávila, PCdoB - R$ 1,5 milhão/ R$ 1,5 milhão
José Fortunati, PDT - R$ 1,2 milhão/ R$ 643 mil
Adão Villaverde, PT - R$ 489,7 mil/482,9 mil
Os demais candidatos arrecadaram e gastaram valores insignificantes. Um dos casos mais curiosos é o de Wambert Di Lorenzo, que arrecadou apenas R$ 36,4 mil e gastou menos de R$ 10 mil, embora sue limite de gastos seja de R$ 4 milhões. A campanha de Wambert, do PSDB, chega a ser mais pobre do que a de Roberto Robaiana, do PSOL.
O PT pós-mensalão
As duas perguntas foram o centro de um sigiloso encontro no dia 2, no Instituto Lula, em São Paulo, que reuniu nada menos do que Márcio Thomaz Bastos, José Dirceu, Rui Falcão, Sigmaringa Seixas, e, claro, Lula.
Uma das conclusões foi a de que todo o esforço para a vitória nas grandes capitais deve ser feito. Elas seriam usadas como base do discurso de defesa, na linha "O STF condenou,
mas o povo continua com o PT ".
Outra decisão: os dirigentes petistas têm que partir para o ataque imediatamente. Resultado disso foi a patética declaração de Falcão, dada dias depois, de que o STF, "unido a uma elite suja e reacionária", faria parte de um "golpe" para derrubar o PT .
De acordo com um dos participantes da reunião, as decisões do STF estão levando Lula à beira do descontrole.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Estaria Lula com a imunidade deteriorada e com a saúde debilitada?
Em terceiro lugar na corrida pela prefeitura de Teresina, o senador petista Wellington Dias usou o estado de saúde do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para justificar a ausência do cabo eleitoral de luxo em uma carreata para vitaminar a campanha na capital do Piauí neste domingo, 9.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Dilma, a PF e as Forças Armadas: a hora "H" é a de decidir em quem confiar...
Por Klauber Cristofen Pires
domingo, 2 de setembro de 2012
Dilma busca substitutos para Peluso, Ayres Britto e Celso de Mello
. O único consenso no Planalto e no mundo jurídico é que uma das vagas é do ministro chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Luiz Inácio Adams. Mas não se sabe se na de Britto ou de Mello. Segundo interlocutores, é a hora e a vez dos advogados — criminalistas ou penais — uma carência no STF.
Réus do mensalão tentaram silenciar testemunha de acusação
Réus do mensalão, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, os ex-dirigentes do Banco Rural fizeram de tudo para encurralar a principal testemunha da acusação, Carlos Roberto Sanches Godinho, ex-superintendente da área de Compliance do Banco Rural. De ações de indenização a mandados de busca e ordem judicial para vetar entrevistas, o Rural recorreu aos mais variados instrumentos para evitar que Godinho pusesse ainda mais em risco a imagem da instituição.
. Segundo o jornal O Globo, desde que saiu do banco, em setembro de 2005, ele não conseguiu mais emprego na área financeira. Hoje, divide seu tempo entre temporadas nas casas da filha, em Belo Horizonte, e do filho Sérgio, em Natal, Rio Grande do Norte. — Você vê como são as coisas: meu pai resolveu ajudar e foi como se a moeda virasse para o outro lado. Ele só fez o que achava certo. O ex-ministro da Justiça precisava saber disso, né? — diz Sérgio, criticando Márcio Thomaz Bastos, defensor de José Roberto Salgado, ex-diretor do Rural.
. Na sustentação oral no STF, Bastos tratou Godinho como "um ex-funcionário posto para fora" e "um falsário", mencionando perícia particular feita pelo próprio Rural em documento relacionado a um processo trabalhista de Godinho contra o banco, que nada tem a ver com o mensalão. Bastos já anunciava a estratégia que seria repetida pelos outros advogados dos réus do banco.
. Mas não era dessa forma que o Rural tratava o ex-funcionário quando ingressou com a ação para proibi-lo de dar entrevistas, ou ainda ao pedir um mandado de busca e apreensão na casa dele, em 2005. Na ação, a empresa o trata como "ocupante de um cargo de confiança", um dos responsáveis por "assegurar a ética e detectar as inconformidades com a lei e a regulamentação" e, por isso, detentor de informações sigilosas.
Russomano é acusado pelo MP-SP de fraude eleitoral
Uma conta de luz pode complicar a vida do líder isolado nas pesquisas de intenção de voto na corrida pela Prefeitura de São Paulo. Celso Russomanno (PRB) é acusado pelo Ministério Público de mentir sobre seu domicílio eleitoral e simular o aluguel de um imóvel em Santo André com o objetivo de disputar a vaga de prefeito da cidade do Grande ABC em 2000. Uma série de testemunhas e, principalmente, a falta de consumo de energia do apartamento onde ele dizia morar naquela época põem em xeque a versão apresentada por ele no caso.
. As informações constam de uma ação penal na qual Russomanno é réu desde junho, quando o Supremo Tribunal Federal recebeu a denúncia contra ele. Após o recebimento, o processo voltou para a primeira instância porque o hoje candidato do PRB já não tinha mais foro privilegiado – ele deixou de ser deputado federal no ano passado. Russomanno tem depoimento marcado para dar explicações à Justiça no dia 29 de janeiro de 2013.
. Para o Ministério Público, embora tenha afirmado em documento que morava no apartamento da região central de Santo André, ele nunca residiu no imóvel. A legislação exige que o candidato more na cidade onde se vai disputar um cargo pelo menos três meses antes de pedir a transferência do domicílio eleitoral. Instado a se explicar nos autos, o candidato apresentou, via seus advogados, um contrato de locação e o recibo dos pagamentos dos aluguéis de julho, agosto e setembro de 1999, como forma de comprovar o domicílio.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
TRE também condena Tarcisio Zimermann e mantém impugnação da candidatura dele em Novo Hamburgo
. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral foi decidida por 4 x 3. O presidente do TRE votou pelo desempate.
. O PT de Novo Hamburgo ainda não disse se o prefeito recorrerá ao TSE. Ele poderá fazer isto e prosseguir na campanha, mas dificilmente seu recurso terá sucesso. Seu principal concorrente, PauloKopschina, PMDB, resultou beneficiado.
Fonte: www.poibiobraga.com.br
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Sociólogo
terça-feira, 28 de agosto de 2012
PT pressionou diretor do DNIT para arrecadar para campanha da Dilma.
Pagot nega que Paulo Preto tenha pedido doações para Serra.
BESTA relincha enquanto mensaleiros vão para o brejo
Está uma delícia acompanhar as reações da sub-imprensa contratada para melar o julgamento do mensalão. A "surpresa" com a condenação iminente dos principais quadrilheiros transformou a área de comentários dos sites da BESTA numa espécie de hospício virtual polvilhado de paranóicos e suas teorias da conspiração. Recomendo a leitura. Em um dos sites, leitores afirmam, por exemplo, que o STF se curvou ao império da velha mídia. Um dos comentaristas chega a sugerir que há dossiês contra os ministros da Corte que os estariam obrigando a condenar os inocentes comandados por Zé Dirceu.
Não se pode culpar os leitores por seus erros de avaliação. O erro é das fontes viciadas que os desinformam.
"O Mensalão está por provar-se", repetiu, exaustivamente, o guru da submídia mensaleira ao longo dos últimos meses. Agora que o Mensalão está praticamente provado, resta a surpresa de quem foi enganado pelo engodo de que tudo não passou de uma armação golpista da imprensa contra o santo Lula.
"Quero ver o Supremo condenar o Dirceu", escoiceava outro enganador pago pela viúva há semanas. Agora, viúvos estão os aficcionados pelo blá-blá-blá encomandado à BESTA, que não conseguem entender o que está acontecendo.
Luis Fux e Rosa Weber, julgadores que não tergiversaram no cumprimento do dever de condenar a cambada mensalista, causaram pasmo e estupor entre as vítimas da blogosfera estatal — como se esses juízes, cuja nomeação foi feita durante a gestão petista, tivessem a obrigação de retribuir com impunidade à indicação para integrar o STF.
Resta saber como reagirão os penas-alugadas da quadrilha quando o chefe da organização criminosa e seus subordinados começarem a lotar o chiqueirinho do camburão.
Destino da candidatura de Bordignon será decidido esta tarde no TRE. Candidato do PT foi incluído na lei da Ficha Limpa.
. A novidade é que a juiza também proibiu que o nome do candidato conste na urna eletrônica. É que a dra. Eda quer se prevenir diante da tentativa do PT de manter o nome de Bordignon na urna, mesmo substituindo-o 24 horas antes do pleito, como fez em 2008.
. Até o momento o deputado está impedido de concorrer. A decisão foi da juiza Eda de Miranda. Ele foi incluído na Lei da Ficha Limpa. A juiza tomou a decisão em função da sentença que o condenou á perda dos direitos políticos por oito anos, a contar de 31 de dezembro de 2004, consequência da rejeição das contas da época em que ele foi prefeito.
A casa caiu!
Tribunal manda investigar denúncia sobre crime eleitoral praticado pela deputada Ana Afonso, PT, cunhada do prefeito Ary Vanazzi
. A 4a. Câmara ainda nada decidiu sobre o caso do próprio prefeito Ary Vannazi, já que não falou sobre o pedido da Polícia Civil para investigá-lo. Pedido igual tramita no STJ para o caso dos deputados Ronaldo Zulke, PT, e Alexandre Rosso, PSB.
. A deputada Ana Afonso, uruguaia de nascimento, é cunhada do prefeito de São Leopoldo. O TRE terá que apurar a existência de crime eleitoral ocorrido durante a campanha dela. Uma das denúncias diz respeito à gráfica que a atendeu.
. A Assembléia do RS vem ignorando o caso. O assunto não foi levado à Comissão de Ética.
CLIQUE AQUI para examinar o dossiê com as denúncias contra a deputada e o seu cunhado, o prefeito de São Leopoldo.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
NOTÓRIO SABER JURÍDICO!!!
Quem é ele, você sabe ?
João Paulo Cunha, deputado do PT, já tomou quatro votos de condenação por corrupção. Carmem Lúcia foi a última a votar nesta segunda-feira.
Depois que o ministro Dias Toffoli votou de acordo com o pior que se esperava dele, ou seja, no caso do deputado João Paulo Cunha, absolvendo-o de todas as acusações, foi a vez da ministra Carmem Lúcia retomar o caminho natural das coisas e condenar o líder do PT por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, neste caso por duas vezes.
. Até o momento, sempre neste caso de João Paulo Cunha (Marcos Valério, seus sócios e Henrique Pizzolato, estão sendo condenados por unanimidade) já teve estes votos (são 11 ministros)>
Condenação
Joaquim Barbosa
Rosa Weber
Luiz Fux
Carmem Lúcia
Absolvição
Ricardo Lewandowski
Dias Toffoli
. Quarta0-feira, o julgamento abrirá com o voto de Cesar Peluso, que é até aqui o voto mais detestado pela nomenklatura petista.
Marcos Valério ameaçou abrir o bico caso ficasse sozinho no barco a caminho do naufrágio. Tomara que conte o que sabe
Não há esperança de salvação para Marcos Valério: condenado por corrupção ativa até por Ricardo Lewandowski, o diretor-executivo da quadrilha do mensalão já deve ter compreendido que foi escolhido para escalar o cadafalso com o apoio dos 11 juízes do Supremo Tribunal Federal. Para os brasileiros decentes, essa unanimidade seria a materialização de um sonho. Para os quadrilheiros e seus comparsas, tal goleada pode transformar-se na anunciação do pesadelo: e se o vigarista que se fantasiava de publicitário resolver abrir o bico?
Ele sabe muito mais do que descobriram a CPI dos Correios, a Polícia Federal, o Ministério Público e a imprensa. Tem mais segredos a revelar do que qualquer outro comparsa. Completou sete anos de mudez por acreditar que só o silêncio poderia livrá-lo da ruína financeira e da gaiola. Como segue desfrutando da vida de ricaço, pode-se deduzir que a primeira parte do acerto foi cumprida. A segunda começou a ser revogada no momento em que Lewandowski o condenou pelas bandidagens promovidas em parceria com Henrique Pizzolato.
A ruptura do acordo autorizará Marcos Valério a negociar em outras frentes a preservação do direito de ir e vir, sempre usando como moeda de troca informações de altíssima periculosidade. As revelações de Roberto Jefferson abalaram as fundações do governo Lula e puseram abaixo o templo das vestais que camuflava o bordel das messalinas do PT. O teor explosivo das histórias que Valério tem para contar é infinitamente maior.
Depois da primeira prisão preventiva, ele avisou mais de uma vez que, se fosse abandonado no barco a caminho do naufrágio, afundaria atirando ─ e tinha balas na agulha tanto para mensaleiros juramentados quanto para Lula. Na quarta-feira, com um recado em código, o advogado Marcelo Leonardo reiterou as ameaças do cliente: "Quero ver o que o tribunal vai decidir sobre os políticos", disse Leonardo depois da condenação de Valério pelas maracutaias envolvendo o Banco do Brasil. O primeiro político foi inocentado no dia seguinte.
Tomara que Valério reaja ao risco do naufrágio solitário com o cumprimento da promessa. Tomara que conte tudo, do mensalão mineiro à roubalheira imensa descoberta em 2005. Tomara que não poupe nenhuma das figuras com as quais contracenou, de Eduardo Azeredo a José Dirceu, de Clésio Andrade a Lula. O tumor da corrupção impune assumiu dimensões tão perturbadoras que talvez só possa ser lancetado por um corrupto de grosso calibre. Alguém como Marcos Valério.
PT paga o preço pelo personalismo de Lula.
No anonimato
Ele precisa aparecer
Um ano e oito meses após ter pisado na Câmara para descobrir o que faz um deputado, Tiririca, veja só, está em plena crise de identidade.
Na semana passada, ele desabafava com sua colega Jaqueline Roriz, no fundo do plenário da Câmara, e dizia que iria procurar a Record para tentar encontrar uma forma de voltar para a TV.
Tiririca acha que "foi engolido" pela Câmara, virou apenas mais um no parlamento e acabou refém do anonimato. Ele precisa aparecer. Tadinho do Tiririca.
No Twitter o Mensalão já tem culpado
O ex-presidente Lula foi mencionado 27.390 vezes em tweets sobre o mensalão desde o início do julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal (2.ago.2012) até a última 6ª feira (24.ago.2012). O levantamento foi feito pela consultoria Bites e indica que Lula, sem ser réu, é mais associado ao mensalão do que os principais acusados.
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| Charge: Chico Caruso |
Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, apareceu em 2.125 referências. O publicitário Marcos Valério, em 2.567. Os 2 primeiros dias do julgamento (2 e 3.ago.2012) foram os que mais registraram tweets sobre o mensalão, diz o estudo. "Em apenas 48 horas houve 66.301, média de 1.381 por hora ou 23 por minuto". No dia 4, o volume de mensagens passou a 12.053 e caiu para 9.081 no dia 5. "Ele só voltou a subir na última quinta-feira [23.ago.2012], quando Lewandowski fez a leitura do seu voto. Foram 10.426 até às 23h59". Além disso, houve 1.545 referências provenientes de fora do Brasil ao mensalão. A Bites contou 44 países como origem desses posts. Referências ao STF mostram polarização entre Barbosa e Lewandowski No período do levantamento, os ministros do STF, responsáveis por absolver ou condenar os acusados de participar do mensalão, foram citados nominalmente 34.478 vezes no Twitter. Nesses posts, afirma a Bites, "a polarização ficou clara entre Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski" – respectivamente o relator e o revisor do processo. Enquanto Barbosa apareceu em 10.783 referências, Lewandowski ficou com 10.263. A consultoria afirma que "partidários dos reús" usam teses de Lewandowski para espalhar mensagens contra o STF. Mas quem quer ver os acusados condenados, apoia-se em Joaquim Barbosa. "O Twitter se transformou numa espécie de Fla x Flu com cada ministro no time adversário". O 3º magistrado do Supremo mais citado foi Dias Toffoli, com 5.684 citações –a isenção dele para julgar o caso foi questionada por jornais e juristas, mas decidiu participar assim mesmo do julgamento.
O ministro Cezar Peluso teve 2.518 menções. Ayres Britto, presidente da Corte, 1.532. Gilmar Mendes, 1.438. Marco Aurélio, 1.433. Rosa Weber, 281. Luiz Fux, 229. Carmen Lúcia, 85. Celso de Mello, 232.
domingo, 26 de agosto de 2012
Ex-presos políticos protestam contra Lula e o PT
Justiça Eleitoral deve impugnar coligações proporcionais que descumpriram a Lei 12.034, referente ao percentual de 30% candidatas a vereadora em Estância Velha, RS
Pensem nesta vergonha, senhoras ministras e senhores ministros do Supremo: até agora, esta inocente é a única punida do mensalão!
Vocês têm de espalhar na rede a história desta mulher porque ela é a evidência viva do modo como "eles" operam. Ela se negou a endossar a roubalheira dos mensaleiros no Banco do Brasil. Sabem o que aconteceu? Perdeu o emprego, não consegue mais trabalho e já foi ameaçada de morte três vezes. Leiam a reportagem de Gustavo Ribeiro e Hugo Marques na VEJA desta semana.
A publicitária Danevita Magalhães não ajudou a desviar recursos públicos, como fez o PT e seus dirigentes, não fraudou empréstimos bancários, como o empresário Marcos Valério, nem sacou dinheiro sujo na boca do caixa de um banco, como fizeram os políticos. Sua situação, porém, é bem pior que a de muitos deles. Ex-gerente do Núcleo de Mídia do Banco do Brasil, Danevita foi demitida por se recusar a assinar documentos que dariam ares de autenticidade a uma fraude milionária.
Depois de prestar um dos mais contundentes depoimentos do processo — desconstruindo a principal tese da defesa, de que não houve dinheiro público no esquema —, Danevita passou a sofrer ameaças de morte e não conseguiu mais arrumar emprego. A mulher que enfrentou os mensaleiros cumpre uma pena pesada desde que contou o que sabia, há sete anos. Rejeitada pelos antigos companheiros petistas, vive da caridade de amigos e familiares, sofre de depressão e pensa em deixar o Brasil. Só não fez isso ainda por falta de dinheiro.
O testemunho da publicitária foi invocado várias vezes no corpo da sentença dos dois ministros que votaram na semana passada. Entre 1997 e 2004, Danevita comandou o setor do Banco do Brasil responsável pelo pagamento das agências de publicidade que fazem a propaganda da instituição. Sua carreira foi destruída quando ela se negou a autorizar uma ordem de pagamento de 60 milhões de reais à DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério. O motivo era elementar: o serviço não foi e nem seria realizado. Mais que isso: o dinheiro, antes de ser oficialmente liberado, já estava nas contas da DNA, o que contrariava frontalmente o procedimento do banco. Ela, portanto, negou-se a ser cúmplice da falcatrua. Em depoimento à Justiça, Danevita contou ainda que ouviu de um dos diretores da DNA que a campanha contratada jamais seria realizada. "Como não assinei, fui demitida", lembra.
Depois disso, ela não conseguiu mais arrumar emprego e perdeu tudo o que tinha. Saiu de um padrão confortável de vida — incluindo um salário de 15000 reais, carro do ano e viagens frequentes — para depender da boa vontade de amigos e morar na casa da filha, que a sustenta. "Estou sofrendo as consequências desse esquema até hoje. O pior é que eu não participei de nada. Você deveria falar com Dirceu, Lula…", disse.
Danevita hoje vive reclusa na casa da filha e evita conversar sobre o mensalão. Ela conta que sofreu três ameaças de morte. Sempre telefonemas anônimos, pressionando-a para mudar suas alegações às autoridades. Seu desespero é tamanho que, em entrevista a VEJA, ela pediu para não ser mais procurada: "Peço que me deixem em paz. Eu não tenho mais nada a perder", disse. Danevita credita aos envolvidos no esquema — e prejudicados pelo teor do seu testemunho — as dificuldades que tem encontrado no mercado de trabalho. Apesar de um currículo que inclui altos cargos em empresas multinacionais, ela conseguiu apenas pequenos serviços. A publicitária não tem dúvida de que os mensaleiros a prejudicam, mas não cita nomes. "Fico muito magoada com isso. Já perdi meu dinheiro e minha dignidade", desabafa. Ela não acredita que o Supremo Tribunal Federal vá punir os mensaleiros.
Situação parecida vive o advogado Joel Santos Filho. Ele foi o autor da gravação do vídeo no qual o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina e contando como funcionava o esquema de arrecadação do PTB. A reportagem, publicada por VEJA em maio de 2005, está na gênese do escândalo. Foi a partir dela que o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, revelou a existência do mensalão. Joel conta que foi chamado por um amigo empresário, que tinha os interesses comerciais prejudicados nos Correios, para colher provas de que lá funcionava um esquema de extorsão. Pelo trabalho de filmagem, não ganhou nada e ainda perdeu o que tinha. Durante as investigações do mensalão, Joel teve documentos e computadores apreendidos — e nunca devolvidos. Apesar de não ter sido acusado de nada, foi preso por cinco dias e ameaçado na cadeia: "Fui abordado por outro preso, que disse saber onde minha família morava e minhas filhas estudavam. Ele me alertou: 'Pense no que vai falar, você pode ter problemas lá fora". Joel sustenta sua família hoje por meio de bicos. "Fiquei marcado de uma forma muito negativa", lamenta.
sábado, 25 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Lewandowski: condescendente com petistas e linha dura com pés-de-chinelo
O Lewandowski amigo e condescendente com os petistas mais graúdos não é o mesmo quando o julgado é um pé-de-chinelo que rouba "12 camarões" (isso mesmo, nosso Supremo julga isso) ou um farol de milha de moto que custa R$ 13.
Reparem o que Monica Bérgamo escreve hoje na FSP:
LINHA DURA
E Lewandowski tem sido duro em outros julgamentos. Anteontem, numa das turmas do STF, negou habeas corpus para um carcereiro acusado de peculato em Tatuí, em SP. Ele foi condenado por furtar o farol de milha de uma moto. O valor, apurado em perícia: R$ 13.
LINHA DURA 2
Lewandowski, também contra um pescador que fisgou ilegalmente 12 camarões em Santa Catarina, foi voto vencido: Gilmar Mendes e Cesar Peluzo, da mesma turma, defenderam o trancamento das ações. Numa terceira, sobre o furto de uma bermuda, acompanharam Lewandowski: o réu tinha antecedentes criminais.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
22/08/2012
Mercadante decide maquiar os números do Ideb e prepara o desastre final no ensino médio, que será transferido para as universidades federais. É uma obra de gigante, em parceria com Dilma
Se a educação brasileira já amarga alguns vexames em exames internacionais, é porque ainda não vimos — será coisa para os nossos filhos — o resultado dos desastres que estão sendo contratados agora. A dupla Dilma Rousseff-Aloizio Mercadante está preparando uma bomba de efeito retardado, que vai explodir mais adiante. Tão logo a presidente meta as digitais na lei que institui 50% de cotas das universidades federais para alunos oriundos do ensino público, essas instituições estarão marcando um encontro com o declínio. Viverão dias piores do que os atuais, que já não são gloriosos.
Preconceito contra aluno da escola pública? Besteira! O problema é que essa é escola é ruim de doer. A seleção dos mais aptos a enfrentar um curso universitário pode ser uma evidência de que o sistema é ruim, mas ao menos preserva o terceiro grau público de horrores extremos. Essa linha está sendo rompida. Nos últimos 10 anos, dobrou o percentual de universitários praticamente analfabetos: de 2% para 4%; aumentou brutalmente o de estudantes não plenamente alfabetizados: de 24% para 38%. E vai piorar.
Depois do resultado desastroso do Ideb, especialmente para o ensino médio, Mercadante resolveu ter uma ideia — e eu sempre temi por esse momento. Quer mudar a grade curricular do ensino médio, diminuindo o número de disciplinas, adaptando-a àqueles nomes entre o intangível e o pernóstico das provas do Enem: "Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias" (língua portuguesa e uma língua estrangeira ao menos), Matemática e Suas Tecnologias (é aquela tal matemática), Ciências da Natureza e Suas Tecnologias (física, química e biologia), Ciências Humanas e Suas Tecnologias (história, geografia, sociologia, filosofia). Se você quer compreender os propósitos do MEC com essa nomenclatura, clique aqui. Mas trague bem devagar…
Já andei escrevendo sobre algumas delinquências intelectuais em questões do Enem. Em "Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias", pobre do aluno que não for um apreciador de história em quadrinhos, por exemplo! Se ele não souber a diferença entre um pronome e uma fatia de mortadela, isso não é assim tão relevante. Mas não vou me perder nisso agora. Embora as provas tenham aqueles nomes arcanos, basta examiná-las para saber que as disciplinas originais, não obstante, continuam lá — embora filtradas, especialmente nas ciências humanas, pelo viés social, proselitista e até populista.
Muito bem! Mercadante, o nosso gênio reformador, diz que vai querer menos disciplinas. Entendo, então, que professores generalistas passariam a dar aula, deixem-me ver, de "Ciências da Natureza". Certo! Teremos químicos explicando o Movimento Retilíneo Uniformemente Variado, físicos ensinando os mistérios dos esporos e biólogos descobrindo os caminhos insondáveis da química inorgânica!
Em "Ciências Humanas e Suas Tecnologias", que já é mesmo terra de ninguém, prestando-se a toda sorte de vigarices (e os professores sérios não se zanguem, porque vocês sabem do que estou falando), geógrafos poderão abandonar de vez os afluentes do Amazonas (brincadeirinha…) e a altitude do Aconcágua para se dedicar, como está naquela verborreia do MEC, a "comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura". Não sei que zorra é essa, mas deve ser importante… Mesmo que o professor de filosofia seja um ignorante em história, ele pode ocupar o seu tempo (também cito o MEC), "analisando o papel da justiça como instituição na organização das sociedades". Tendo o professor de história de dar aula de geografia, ele que reconheça "a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico, relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas". Compreenderam?
Onde estão esses professores? São formados por qual universidade? Nas escolas particulares de alta performance, professores distintos dão aula de álgebra e geometria, por exemplo. Em alguns, a química também tem os seus especialistas — há os que preferem a orgânica; há os que preferem a inorgânica. Mercadante quer fazer a sua revolução sem nem mesmo a definição de um currículo mínimo.
Maquiagem dos números
O ministro tomou outra decisão importante. Como não gostou dos números do Ideb, resolveu mudar o critério. Perde-se, assim, a série histórica. E vocês já podem esperar um grande salto nos anos seguintes. Leiam o que informa Rafael Moraes Moura, no Estadão. Volto em seguida:
Uma semana após a divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011 ter apontado a estagnação do ensino médio no País, o Ministério da Educação (MEC) confirmou nesta terça-feira, 21, que mudará a fórmula para calcular o índice. Em vez de usar a Prova Brasil, que indica que o desempenho dos estudantes ficou praticamente estável entre 2009 e 2010, o governo utilizará os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que mostram um avanço na aprendizagem.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, nega que a troca tenha como objetivo maquiar os números do Ideb. "O Enem é que realmente avalia a qualidade do ensino médio." Para ele, o estudante faz o Enem com mais empenho, pois a nota pode ser usada para entrar em universidades. Já a Prova Brasil é apenas uma avaliação, diz. "O Enem ele faz sabendo que é uma prova decisiva, ele dá o melhor de si." A ideia é adotar a nova equação já no próximo Ideb, em 2013.
Hoje o Ideb combina o desempenho na Prova Brasil com a taxa de aprovação. Comparando a evolução do desempenho em português e matemática nesta prova, a avaliação dos alunos no ensino médio ficou praticamente estável entre 2009 e 2011. A evolução do Ideb no ensino médio foi tímida – saltou de 3,6 (2009) para 3,7 (2011). Se considerar só a rede estadual, o indicador se manteve estagnado em 3,4, sendo que no Distrito Federal e em nove Estados houve queda.
Já no Enem, a nota dos concluintes do ensino médio de escolas públicas saltou de 480,2 para 492,9 em matemática, entre 2010 e 2011 – a Teoria de Resposta ao Item (TRI) calibrou o grau de dificuldade dos dois últimos exames, permitindo a comparação. Em português, o desempenho foi de 490,6 para 503,7. "O Enem mostra que houve uma evolução muito positiva no aprendizado da matemática e do português", destacou o ministro.
Para o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, o governo não está criando "uma saída para mascarar os números". "Temos desafios no ensino médio e pretendemos achar uma medida mais exata para enfrentá-los. A nota do Enem mostra outra tendência, mas não minimiza os problemas." Dentro de 60 dias, o Inep deverá entregar ao ministro um estudo técnico sobre a mudança de cálculo do Ideb e suas implicações. Uma das preocupações é não perder a série histórica projetada para os próximos anos – a meta do Ideb para 2021 é 5,2.
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É surrealista! Como não perder a "média histórica" se estão mudando os critérios de aferição? Como os números estão ruins, Mercadante resolveu produzir números melhores sem mudar a qualidade da educação, entenderam? É o jeito petista de fazer as coisas. Assim, quem sabe o ministro entre para a história como o responsável pelo maior salto jamais havido no Ideb!!! É impressionante!
Então vejam como as coisas se combinam. Mercadante prepara uma maquiagem do Ideb para melhorar os números, arma a arapuca das cotas nas universidades públicas e encomenda uma mudança de currículo no ensino médio que vai substituir o conhecimento específico pela verborragia social. Os professores especialistas pararão de importunar os alunos com o rigor que ainda lhes resta e poderão se dedicar a ensinar um pouco de quase tudo. Aí basta chutar o aluno que teve aula de biologia com um professor de física para a faculdade de medicina e o que teve aula de física com o professor de química para a faculdade de engenharia civil… Nos cursos de humanidades, a coisa tende a ficar como está: basta ter bons propósitos, pregar justiça social, demonizar o capital e a "mídia", e estamos conversados!
Não nos esqueçamos de que Mercadante conseguiu seu doutorado na Unicamp com uma "tese" cantando as glórias do governo Lula. Viva a pátria livre dos apedeutas!



