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domingo, 19 de maio de 2013

Atenção! E se o boato da Bolsa Família foi espalhado pelo governo? Se foi, teremos pronunciamento eleitoreiro de rádio e TV.


Para uns, a culpa era da visita do papa Francisco ao Rio, em julho. Para outros, era a realização da Copa das Confederações, no próximo mês. Movidos por boatos que davam conta de que os pagamentos do Bolsa Família seriam suspensos, milhares de beneficiários do programa do governo federal formaram longas filas nas agências da Caixa Econômica Federal no subúrbio do Rio e na Baixada Fluminense, desde a tarde de sábado, na tentativa de sacar o dinheiro dado pelo governo federal. 

O boato foi negado pelo governo federal e pela Caixa, mas o desmentido não chegou à maior parte dos beneficiários, que correram para as agências. "Estão avisando na minha comunidade que o governo vai pagar os próximos três meses até o final do domingo [19] e cancelaria tudo. A minha vizinha, que já pegou o dinheiro dela, disse que o governo quer economizar dinheiro para conseguir fazer as festas para o papa", afirmou Janúbia Silva Alves, 29, moradora da Baixa do Sapateiro, uma das favelas que integra o Complexo da Maré, em Bonsucesso (zona norte do Rio). Com dois filhos, ela recebe R$ 134 do programa. Janúbia e mais duas amigas faziam parte de um grupo de mais de 150 pessoas que passou o final da tarde dentro de uma das agências da banco no bairro. Parte do complexo da Maré e do Alemão estão localizados em Bonsucesso. 

Às 17h03 deste domingo, os caixas eletrônicos pararam de funcionar na agência por falta de dinheiro. Quando a primeira pessoa da fila disse que o dinheiro acabara, a gritaria foi generalizada. "As pessoas dizem na minha rua que o governo vai cortar o dinheiro. Por isso, vim logo", contou Maria José Barbosa, 40, sem saber dar detalhes da origem do boato. Mãe de quatro filhos, um deles no colo, Maria queria receber R$ 195. O seu benefício é sempre pago no dia 28. Ela mora no morro do Adeus, a primeira parada do teleférico do Alemão. 

Na outra agência da Caixa no bairro, Michele Silva encorajava as vizinhas a permanecer na fila. No sábado, ela recebeu o pagamento de maio e tentava ontem receber mais dois meses. "A internet está dizendo que o Bolsa Família vai ficar suspenso por três meses por causa da Copa das Confederações. Fiquei sabendo que algumas amigas receberam ontem [sábado] esses três meses e estou aqui para receber os outros dois", disse a moradora do Complexo da Maré.

Às 17h20 deste domingo, 109 pessoas formavam fila dentro da abafada agência da rua Cardoso de Morais. Nem mesmo um cartaz informando colado na porta da loja informando que o benefício não seria suspenso diminuiu a fila. "Quem vai acreditar em político aqui? Vou ficar até meia-noite nesta fila para receber o meu dinheiro", acrescentou Michele, 31, mãe de três filhos.(Folha Poder)


Medicina Humilhada

Durante toda a última semana a mídia inteira tem se preocupado com o tema dos médicos cubanos. É um desses raros momentos em que se percebe aquela que, em texto anterior, defini como uma das maiores características do brasileiro – a arte de falar sobre o que não sabe. Senão; vejamos: apresentadoras loiras de programas de TV, comentaristas de futebol, prefeitos..Não importa quem você seja mas basta invocar o "sofrimento do povo" para ter o direito de enfurecer-se com a situação de saúde no Brasil. 

Houve um tempo em que os medíocres sabiam (mesmo na sua mediocridade) permanecer em silêncio. Reconhecia-se a história das pessoas, seu esforço, e seu trabalho. Não ensinava-se uma sociedade inteira a pensar que pobreza e miséria eram reflexo de uma luta de classes e nós vivíamos muito mais próximos da ideia de que colhemos o que plantamos.

Alguns dias atrás escrevi sobre a responsabilidade de certos colegas na ideia de trazer os cubanos para o Brasil. Mostrei quem eram estas pessoas dentro das faculdades de medicina. Estabeleci o "perfil", como gostam de dizer os psicólogos, deste tipo de gente e desmascarei a hipocrisia da "new left brasileira".

Hoje o recado é mais curto: abrindo uma destas coleções de anúncios comerciais, reportagens sobre o aquecimento global e apologia do homossexualismo que são os jornais brasileiros me deparei com o "comentário perfeito" sobre a vinda dos cubanos ao país – um sujeito aqui de Porto Alegre que é apresentado como "formador de opinião" foi o seu autor. Disse esse cidadão aquilo que considero uma "pérola" do lugar comum em termos de manifestação sobre o tema – ...  Mas tem de haver médicos em todos os locais, até nos indesejados pelos médicos brasileiros. Entonces, que vengan los cubanos! Porque o que importa é a Saúde.

Querem saber por que uma frase assim é capaz de fazer tanto sucesso? Explico: é por que quem a pronuncia afirma, aos brados e cheio de razão, que qualquer atendimento é melhor do que nenhum!Vocês, que gastaram seu tempo me lendo até aqui, têm dúvida de que isso é verdade? Faço uma proposta para tirar a teima: imaginem que vocês estão às 2h da manhã de um dia de semana, esperando quase 12 horas para serem atendidos numa dessas espeluncas chamadas pronto-atendimentos e com um filho doente nos braços.

Pergunto a cada um de vocês – vocês acham que seu filho, pai ou mãe (só para não citar vocês mesmos) ficariam conformados com
"qualquer atendimento" ou buscariam aquilo que há de melhor na medicina local? Aí está a resposta – "qualquer atendimento" é melhor do que nada para os "outros"; jamais para nós e nossas famílias, né? Até onde eu sei, para nós mesmos e para aqueles que amamos queremos sempre o melhor possível. 

Jamais esqueçam disso quando lerem a escória da imprensa brasileira defendendo, ao lado dos seus patrões federais, a vinda dos médicos de Cuba. Não tenham também a tentação de cair na armadilha daqueles que afirmam – mas meu amigo, nem toda população pode ter o que há de melhor na Medicina a seu dispor. Esse tipo de gente não tem o compromisso de dizer onde está o "melhor" e quando esse "melhor" vai fazer a diferença.

A corja que defende a importação de médicos não tem o mínimo interesse na vida das pessoas doentes. É aos próprios doentes e aos médicos brasileiros que essa questão diz respeito. Imploro como médico formado há quase 20 anos: não fiquem contra nós! Vocês não precisam do "papai Lula" e da "mamãe Dilma" para cuidar do vocês quando ficarem "dodói".

Tudo isso é mentira e desespero político de gente que viu que, no seu delírio comunista, acabou com a estrutura hospitalar do país, que não pode mais esconder que as pessoas estão morrendo e que nós médicos temos MEDO de trabalhar fora das grandes cidades. Foi  provavelmente um médico brasileiro quem primeiro olhou para vocês quando nasceram e quem, se Deus quiser, vai estar com vocês na hora da morte.

Não aceitem a mentira do Governo e dos prefeitos mesmo que estejam esperando atendimento há anos. Trazendo os cubanos  vocês NÃO VÃO ter seus problemas atendidos e a nossa medicina vai ser humilhada perante todo o resto do mundo...

Milton Simon Pires é Médico.

Morre em Porto Alegre a 242ª vítima do incêndio na Boate Kiss

Mariane Wallau Vielmo, 25 anos, estava internada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre Foto: Reprodução
Mariane Wallau Vielmo, 25 anos

 Morreu neste domingo a 242ª vítima do incêndio na Boate Kiss, ocorrido em janeiro, em Santa Maria (RS). Mariane Wallau Vielmo, 25 anos, estava internada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Segundo a instituição, ela morreu às 5h15 desta madrugada, e o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal.
Mariane era estudante de Sistemas de Informação no Centro Universitário Franciscano (Unifra) e trabalhava como coordenadora de Informática no Colégio Franciscano Sant'Anna, ambos em Santa Maria.
O corpo de Mariane será levado para Santa Maria. Ela será enterrada no cemitério Santa Rita, na segunda-feira.
Incêndio na Boate Kiss
Na madrugada do dia 27 de janeiro, um incêndio deixou 242 mortos em Santa Maria (RS). O fogo na Boate Kiss começou por volta das 2h30, quando um integrante da banda que fazia show na festa universitária lançou um artefato pirotécnico, que atingiu a espuma altamente inflamável do teto da boate.
Com apenas uma porta de entrada e saída disponível, os jovens tiveram dificuldade para deixar o local. Muitos foram pisoteados. A maioria dos mortos foi asfixiada pela fumaça tóxica, contendo cianeto, liberada pela queima da espuma.
Os mortos foram velados no Centro Desportivo Municipal, e a prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde prestou solidariedade aos parentes dos mortos.
Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.
Quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investiga documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergem sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.
A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.
No dia 25 de fevereiro, foi criada a Associação dos Pais e Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia da Boate Kiss em Santa Maria. A associação foi criada com o objetivo de oferecer amparo psicológico a todas as famílias, lutar por ações de fiscalização e mudança de leis, acompanhar o inquérito policial e não deixar a tragédia cair no esquecimento.
Indiciamentos
Em 22 de março, a Polícia Civil indiciou criminalmente 16 pessoas e responsabilizou outras 12 pelas mortes na Boate Kiss. Entre os responsabilizados no âmbito administrativo, estava o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer (PMDB). A investigação policial concluiu que o fogo teve início por volta das 3h do dia 27 de janeiro, no canto superior esquerdo do palco (na visão dos frequentadores), por meio de uma faísca de fogo de artifício (chuva de prata) lançada por um integrante da banda Gurizada Fandangueira.
O inquérito também constatou que o extintor de incêndio não funcionou no momento do início do fogo, que a Boate Kiss apresentava uma série das irregularidades quanto aos alvarás, que o local estava superlotado e que a espuma utilizada para isolamento acústico era inadequada e irregular. Além disso, segundo a polícia, as grades de contenção (guarda-corpos) existentes na boate atrapalharam e obstruíram a saída de vítimas, a boate tinha apenas uma porta de entrada e saída e não havia rotas adequadas e sinalizadas para a saída em casos de emergência - as portas apresentavam unidades de passagem em número inferior ao necessário e não havia exaustão de ar adequada, pois as janelas estavam obstruídas.
Já no dia 2 de abril, o Ministério Público denunciou à Justiça oito pessoas - quatro por homicídios dolosos duplamente qualificados e tentativas de homicídio, e outras quatro por fraude e falso testemunho. A Promotoria apontou como responsáveis diretos pelas mortes os dois sócios da casa noturna, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, o Kiko, e dois dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão.
Por fraude processual, foram denunciados o major Gerson da Rosa Pereira, chefe do Estado Maior do 4º Comando Regional dos Bombeiros, e o sargento Renan Severo Berleze, que atuava no 4º CRB. Por falso testemunho, o MP denunciou o empresário Elton Cristiano Uroda, ex-sócio da Kiss, e o contador Volmir Astor Panzer, da GP Pneus, empresa da família de Elissando - este último não havia sido indiciado pela Polícia Civil.
Os promotores também pediram que novas diligências fossem realizadas para investigar mais profundamente o envolvimento de outras quatro pessoas que haviam sido indiciadas. São elas: Miguel Caetano Passini, secretário municipal de Mobilidade Urbana; Belloyannes Orengo Júnior, chefe da Fiscalização da secretaria de Mobilidade Urbana; Ângela Aurelia Callegaro, irmã de Kiko; e Marlene Teresinha Callegaro, mãe dele - as duas fazem parte da sociedade da casa noturna.
  


Importação de médicos cubanos

PERA AÍ... Se em Cuba existem apenas DUAS universidades de medicina, sendo que La Habana forma 200 médicos por ano e a Escuela Latino Americana de Medicina 100 por ano (logo, um total de 300 profissionais formados por ano), então serão necessários todos os formados nos últimos 20 anos para chegar à casa dos 6 mil que o governo quer trazer (!!!!!!!!!!!!!!!). Como isso é virtualmente IMPOSSÍVEL, eles vão imprimir diplomas e dar passaportes para QUEM vir para o Brasil?

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Mauri Martinelli
Sociólogo

Mordomo do Lula vai ao Senado falar sobre a Rose.

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse ontem que irá ao Senado para falar sobre a acusação de que teria tentado impedir a realização de sindicância instalada pelo governo para investigar a atuação de Rosemary Noronha, ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo. A data de sua ida ao Senado ainda não foi marcada. 

Indiciada por formação de quadrilha, ela foi exonerada do cargo em dezembro. Mesmo assim, o governo abriu uma comissão de sindicância para investigar sua conduta. O ministro foi convidado, na última terça-feira, por senadores da Comissão de Meio Ambiente para falar do caso. O requerimento --de autoria do líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP)-- pede que Carvalho preste esclarecimentos sobre a "investigação paralela" conduzida pela Secretaria-Geral sobre a atuação de Rosemary. 

"Acho absolutamente natural que o Senado faça esse convite e vislumbro, enxergo nesse convite uma forma para mim absolutamente tranquila e muito positiva de esclarecer informações que uma matéria irresponsável de uma revista que, por falta de pesquisa e cuidado na apuração, não detectou a verdadeira natureza da atuação da Secretaria-Geral no episódio", afirmou Carvalho. Segundo o ministro, a Secretaria de Controle Interno da Presidência cumpriu seu papel de correição para "que o processo instalado corretamente na Casa Civil fosse feito de modo a não oferecer alternativas para que depois seja contestado na Justiça".

De acordo com ele, há uma percepção falsa de que há mais corrupção nos governos do PT: "O que acontece agora é que todo ato de corrupção doa a quem doer seja quem for é investigado até o fim, e é nessa perspectiva que eu vou ao Senado com muita tranquilidade".(Folha de São Paulo)


Inflação recoloca 22,3 milhões de brasileiros na miséria.

O número de miseráveis reconhecidos em cadastro pelo governo subiria de zero para ao menos 22,3 milhões caso a renda usada oficialmente para definir a indigência fosse corrigida pela inflação. É o que revelam dados produzidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social, a pedido da Folha, com base no Cadastro Único, que reúne informações de mais de 71 milhões de beneficiários de programas sociais.

Desde ao menos junho de 2011 o governo usa o valor de R$ 70 como "linha de miséria" -ganho mensal per capita abaixo do qual a pessoa é considerada extremamente pobre. Ele foi estabelecido, com base em recomendação do Banco Mundial, como principal parâmetro da iniciativa de Dilma para cumprir sua maior promessa de campanha: erradicar a miséria no país até o ano que vem, quando tentará a reeleição.

Mesmo criticada à época por ser baixa, a linha nunca foi reajustada, apesar do aumento da inflação. Desde o estabelecimento por Dilma da linha até março deste ano, os preços subiram em média 10,8% -2,5% só em 2013, de acordo com o índice de inflação oficial, o IPCA. Corrigidos, os R$ 70 de junho de 2011 equivalem a R$ 77,56 hoje. No Cadastro Único, 22,3 milhões de pessoas, mesmo somando seus ganhos pessoais e as transferências do Estado (como o Bolsa Família), têm menos do que esse valor à disposição a cada mês, calculou o governo após pedido da Folha por meio da Lei de Acesso à Informação. 

Esse número corresponde a mais de 10% da população brasileira e é praticamente a mesma quantidade de pessoas que tinham menos de R$ 70 mensais antes de Dilma se tornar presidente e que ela, com seis mudanças no Bolsa Família, fez com que ganhassem acima desse valor. Os dados possibilitam outras duas conclusões. Primeiro, que um reajuste da linha anularia todo o esforço feito pelo governo até aqui para cumprir sua promessa, do ponto de vista monetário.

Segundo, que os "resgatados" da miséria que ganhavam no limiar de R$ 70 obtiveram, na quase totalidade, no máximo R$ 7,5 a mais por mês -e mesmo assim foram considerados fora da extrema pobreza. Além do problema do reajuste, o próprio governo estima haver cerca de 700 mil famílias vivendo abaixo da linha da miséria e que estão hoje fora dos cadastros oficiais.

A reportagem pediu outra simulação ao governo, usando agosto de 2009 como o início do estabelecimento da linha de R$ 70. Nessa época, um decreto determinara o valor para definir miséria no Bolsa Família. Nesse outro cenário (inflação acumulada de 23,4%), o número de extremamente pobres seria ainda maior: 27,3 milhões de pessoas. A data marcou a adoção do valor no Bolsa Família, mas não em outros programas, diz o governo.(Folha de São Paulo)


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Amestrada, mídia gaúcha ignora protesto contra médicos-espiões cubanos. Manifestação foi feita diante de Dilma.

Rádios, jornais e TVs do RS repercutiram com enorme modéstia – e apenas no segundo caderno, como fez o Correio do Povo - a manifestação de mais de 500 estudantes e médicos diante do ato festivo do PT no Bourbon Country, Porto Alegre, terça-feira a noite. O jornal Zero Hora, o mais importante, ignorou o protesto, preferindo abrir páginas inteiras para elogiar Lula e Dilma.

. Pelo menos 500 manifestantes protestaram contra o anunciado desejo do governo Dilma de atrair 6 mil médicos cubanos para atuar no Brasil.

. A convocação foi feita pelo Facebok e teve o patrocínio do Núcleo Acadêmico do Simers.

Ação Popular tentará reaver os r$ 4,2 bi garfeados dos depósitos judiciais pelo governo Tarso

O ex-presidente da Assembleia e ex-presidente do TCE do RS, alinhava as linhas finais da ação popular que ajuizará a qualquer momento contra o governador Tarso Genro.

. Ele pedirá liminar com antecipação de tutela para mandar o governo devolver à conta dos depósitos judiciais os R$ 4,2 bilhões que imotivamente o governo sacou no Banrisul.

- João Luiz também protocolou pedido de impeachment contra Tarso, pelas mesmas razões, mas a Assembléia do RS não parece querer marola alguma contra o PT.

ISRAEL COMEÇA A RESOLVER A GRAVE QUESTÃO ENERGÉTICA, COM DESCOBERTA DE GÁS E PETRÓLEO DO XISTO


Durante toda sua história, o Estado de Israel lutou contra a extrema falta de recursos naturais, enquanto via seus vizinhos árabes ganharem cada vez mais dinheiro, poder e influência em todo o mundo por conta de suas valiosas reservas de petróleo e gás. Investimentos contínuos em novas tecnologias fizeram de Israel líder em diversos setores e um dos países com melhor nível social e educacional do mundo. Mesmo assim, continua refém dos interesses geopolíticos ditados pela dependência do petróleo árabe. Nos próximos anos, isto vai mudar. Até 2016, entrará em operação o gigantesco campo de extração de gás de Leviatã, na costa mediterrânea de Israel. Trata-se de um dos maiores do mundo, com cerca de 500 bilhões de metros cúbicos. "Em alguns anos, quando Leviatã atingir sua plenitude, transformará Israel em um dos maiores exportadores mundiais de gás", afirma Yossi Abu, presidente da empresa Delek, responsável pela perfuração. No ano seguinte, em 2017, deverá ter inicio a extração de petróleo de xisto na região de Sefelá, na Judéia. Neste caso, trata-se de um verdadeiro mar de petróleo em estado sólido que, após passar por um processo químico, transforma-se em combustível da mais alta qualidade. "Nossa estimativa mais conservadora é de que haja 250 bilhões de barris de petróleo no subsolo de Sefelá, o mesmo volume que em toda a Arábia Saudita, com qualidade bem superior e baixo risco ambiental", afirma Harold Vinegar, da empresa Israel Energy Initiative, que detém os direitos de exploração na região. Como consequência, além dos enormes benefícios à economia, analistas internacionais prevêem profundas mudanças geopolíticas favoráveis ao país. "Israel poderá reduzir a dependência européia do gás russo e saciar a sede de petróleo da Ásia", diz Caroline Glick, do jornal Jerusalem Post. "As descobertas de gás no mar e as enormes reservas de petróleo de xisto em terra farão de Israel uma potência energética global. As coisas estão realmente excitantes por aqui", comemora Vinegar.

Moralmente ferido (Mensalão e Rosemary) Lula faz festa em convescotes fechados, mas evita os jornalistas

A nomenklatura petista gaúcha em peso está na foto com Lula e Dilma, além de representantes de Partidos satélites, como Collares, PDT, e Zambiasi, PTB (os dois estão no canto esquerdo).  Rigotto, PMDB, prometeu ir ao evento, mas desistiu.



Moralmente ferido, o ex-presidente Lula fez uma aparição meteórica e opaca por Porto Alegre nesta terça-feira. As 16h30min ele falou para o Conselhão, aparelho montado pelo governador Tarso Genro e pelo PT para enquadrar e usar em seus benefícios uma legião de  polítios, empresários e sindicalistas, e à noite foi ao teatro do Bourbon Country para a festa dos 10 anos dos governos Lula e Dilma. Dilma esteve presente.  Lula está esta manhã em Rio Grande. Fará uma palestra motivacional muito bem paga para a Quip, que é contratada da Petrobrás, portanto do governo ao qual pertence. Em Porto Alegre e em Rio Grande, Lula pediu que seus anfitriões mantivessem a imprensa bem distante, porque ele não tem como dar respostas às acusações de que é o verdadeiro chefe do Mensalão e de que é dele o poder que sua amante, Rosemary, usava para obter vantagens indevidas dentro e fora do aparato das camas que ambos frequentaram.

. Eis como o site www.brasil247.com.br registrou o ato realizado no Bourbon Country (o site não registrou que uma manifestação de 400 estudantes e médicos fizeram diante do prédio do teatro, protestando contra a vinda de médicos mercenários de Cuba):

"Se um dia eu tiver divergência com a Dilma, a divergência acaba, porque ela está certa e eu estou errado", discursou o ex-presidente Lula durante seminário em comemoração aos 10 anos de governo, organizado em Porto Alegre na noite desta terça-feira. O encontro, que vem sendo organizado pelo em diversas capitais, destacou desta vez a política externa do Brasil do último decênio.Lula disse que o Brasil conquistou seu lugar no mundo com uma política internacional "que não precisa pedir licença a ninguém". Ele ressaltou as importantes conquistas de cargos internacionais que os país conseguiu nos últimos anos, como a escolha de candidatos brasileiros para a direção da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia abriu o evento fazendo uma avaliação das políticas implantadas nos governos Lula e Dilma. Após o debate inicial, um ato político reuniu lideranças do PT e de partidos aliados e foi iniciado pelo governador Tarso Genro, que ressaltou os novos desafios gerados pela mobilidade social promovida nos últimos dez anos. Presidente nacional do PT, Rui Falcão ressaltou que a legenda "não é apenas um partido para disputar eleições" e que os desafios devem ser encarados constantemente.

. Lula começou sua fala agradecendo a uma carta que recebeu de Bruna, uma estudante que lhe agradecia por ter tido acesso à universidade por meio do Prouni. O ex-presidente ressaltou que o fato de a Copa do Mundo e as Olimpíadas virem para o Brasil é também uma grande conquista no plano internacional. Lula ressaltou que apesar dos avanços, às vezes ele tem a impressão de que "determinados setores da sociedade brasileira não entenderam o que está acontecendo no Brasil".

. A presidente Dilma finalizou o evento destacando a importância dos órgãos multilaterais criados nos últimos anos. "É possível uma ordem multilateral diferenciada", disse a presidente. Dilma ressaltou ainda a importância da África tanto como parceiro comercial quanto em termos de trocas culturais e histórica. Ela lembrou que o continente foi responsável pela maior parte dos votos que elegeu o brasileiro Roberto

terça-feira, 14 de maio de 2013

Após denúncia de que médicos cubanos são mão-de-obra escrava, Padilha quer trazer médicos portugueses e espanhóis.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ontem que a importação de médicos estrangeiros não pode ser um "tabu" e que a prioridade do governo será atrair profissionais da Espanha e de Portugal para suprir o deficit existente no interior do país e na periferia de grandes cidades. A declaração do ministro vem depois da polêmica com organizações médicas que protestaram contra um possível acordo entre os governos do Brasil e de Cuba, encabeçado pelo Ministério das Relações Exteriores, para trazer 6.000 médicos ao país.
Durante evento em São Paulo, Padilha evitou falar diretamente sobre a importação de médicos cubanos. Afirmou que seu "grande foco" será fazer intercâmbios com os dois países europeus, que possuem grande quantidade de profissionais qualificados e desempregados em razão da crise econômica.
A AMB (Associação Médica Brasileira) pretende acionar a Justiça e levar a classe para as ruas caso a gestão Dilma Rousseff (PT) importe médicos de outros países sem que eles passem por "rígidos testes de conhecimento, habilidade e atitude". O presidente da associação, Floriano Cardoso, afirmou que o governo será o "responsável direto por erros, complicações e mortes que poderão ocorrer caso médicos incompetentes passem a atender a população". Cardoso teme que a intenção do governo seja trazer brasileiros que fizeram medicina no exterior em "faculdades de baixa qualidade". "As fronteiras estão abertas, desde que esses profissionais provem que são competentes", afirmou. (Informações da Folha de São Paulo)
Sobre os médicos cubanos, escravos da ditadura de Castro, é bom informar que:
1. Estes médicos são vendidos pelo governo de Cuba.
2. Cuba repassa apenas 10% do salário ao médico escravo, retendo os outros 90% para os cofres da revolução.
3. Cuba só envia medicos escravos que tenham família na Ilha, pois a mantém sob rígida vigilância, como refém, pagando uma ajuda de custo de U$ 48 mensais.
4. Para cada quatro médicos escravos, Cuba envia um agente do serviço secreto para vigiar e impedir deserções e fugas para os Estados Unidos
5. O médico escravo cubano não tem conta salário, não tem carteira de trabalho assinada e o seu passaporte fica preso, para impedi-lo de viajar
A "venda" de médicos escravos cubanos viola toda a legislação da ONU sobre o tema. O Brasil não pode aceitar a volta da escravidão e o tráfico de pessoas que o PT quer promover, trazendo cubanos para exercer medicina no Brasil.

Método Paulo Freire ou Método Laubach?

Mais do que uma mera ferramenta de manipulação comunista disfarçada de pedagogia, o "método Paulo Freire de alfabetização", é também um plágio vergonhoso.

Comentário de Klauber Cristofen Pires:
Nesta semana está sendo realizada em Brasília a 1ª Bienal do Livro. Longe de ser um inocente evento literário, é totalmente temático em favor da ideologia marxista (leia o artigo A Bienal Socialista de Brasília), e ali está sendo apresentada a Exposição "Sonhando com Paulo Freire, a educação que queremos", na Biblioteca Nacional de Brasília.

Para o enriquecimento do evento, lembrei-me deste artigo do historiador David Gueiros Vieira, publicado originalmente no Mídia sem Máscara, em 9 de março de 2004, intitulado "Método Paulo Freire ou Método Laubach?", e que vale muito a pena ser relido, especialmente pelos pedagogos e estudantes de hoje.
Método Paulo Freire ou Método Laubach?
David Gueiros Vieira

O Método Laubach de alfabetização de adultos foi criado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884 – 1970). Desenvolvido por Laubach nas Filipinas, em 1915, subseqüentemente foi utilizado com grande sucesso em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX.

Em 1915, Frank Laubach fora enviado por uma missão religiosa à ilha de Mindanao, nas Filipinas, então sob o domínio norte-americano, desde o final da guerra EUA/Espanha. A dominação espanhola deixara à população filipina uma herança de analfabetismo total, bem como de ódio aos estrangeiros.
FrnkLaubach
Frank C. Laubach (sentado ao centro) com missionários protestantes
em Lake Winnipesaukee, New Hampshire, no ano de 1961.

A população moura filipina era analfabeta, exceto os sacerdotes islamitas, que sabiam ler árabe e podiam ler o Alcorão. A língua maranao (falada pelos mouros) nunca fora escrita. Laubach enfrentava, nessa sua missão, um problema duplo: como criar uma língua escrita, e como ensinar essa escrita aos filipinos, para que esses pudessem ler a Bíblia. A existência de 17 dialetos distintos, naquele arquipélago, dificultava ainda mais a tarefa em meta.
Com o auxílio de um educador filipino, Donato Gália, Laubach adaptou o alfabeto inglês ao dialeto mouro. Em seguida adaptou um antigo método de ensino norte-americano, de reconhecimento das palavras escritas por meio de retratos de objetos familiares do dia-a-dia da vida do aluno, para ensinar a leitura da nova língua escrita. A letra inicial do nome do objeto recebia uma ênfase especial, de modo que aluno passava a reconhecê-la em outras situações, passando então a juntar as letras e a formar palavras.

Utilizando essa metodologia, Laubach trabalhou por 30 anos nas Filipinas e em todo o sul da Ásia. Conseguiu alfabetizar 60% da população filipina, utilizando essa mesma metodologia. Nas Filipinas, e em toda a Ásia, um grupo de educadores, comandado pelo próprio Laubach, criou grafias para 225 línguas, até então não escritas. A leitura dessas línguas era lecionada pelo método de aprendizagem acima descrito. Nesse período de tempo, esse mesmo trabalho foi levado do sul da Ásia para a China, Egito, Síria, Turquia, África e até mesmo União Soviética. Maiores detalhes da vida e trabalho de Laubach podem ser lidos na Internet, no site Frank Laubach.

Na América Latina, o método Laubach foi primeiro introduzido no período da 2ª Guerra Mundial, quando o criador do mesmo se viu proibido de retornar à Ásia, por causa da guerra no Pacífico. No Brasil, este foi introduzido pelo próprio Laubach, em 1943, a pedido do governo brasileiro. Naquele ano, esse educador veio ao Brasil a fim de explicar sua metodologia, como já fizera em vários outros países latino-americanos.

Lembro-me bem dessa visita, pois, ainda que fosse muito jovem, cursando o terceiro ano Ginasial, todos nós estudantes sabíamos que o analfabetismo no Brasil ainda beirava a casa dos 76% – o que muito nos envergonhava – e que este era o maior empecilho ao desenvolvimento do país.

A visita de Laubach a Pernambuco causou grande repercussão nos meios estudantis. Ele ministrou inúmeras palestras nas escolas e faculdades — não havia ainda uma universidade em Pernambuco — e conduziu debates no Teatro Santa Isabel. Refiro-me apenas a Pernambuco e ao Recife, pois meus conhecimentos dos eventos naquela época não iam muito além do local onde residia.

Houve também farta distribuição de cartilhas do Método Laubach, em espanhol, pois a versão portuguesa ainda não estava pronta. Nessa época, a revista Seleções do Readers Digest publicou um artigo sobre Laubach e seu método — muito lido e comentado por todos os brasileiros de então, que, em virtude da guerra, tinham aquela revista como único contato literário com o mundo exterior.

Naquele ano, de 1943, o Sr. Paulo Freire já era diretor do Sesi, de Pernambuco — assim ele afirma em sua autobiografia — encarregado dos programas de educação daquela entidade. No entanto, nessa mesma autobiografia, ele jamais confessa ter tomado conhecimento da visita do educador Laubach a Pernambuco. Ora, ignorar tal visita seria uma impossibilidade, considerando-se o tratamento VIP que fora dado àquele educador norte-americano, pelas autoridades brasileiras, bem como pela imprensa e pelo rádio, não havendo ainda televisão. Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua "condição de oprimidas". O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do Sesi, que emprestou seu nome à essa "nova metodologia" — da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos — como se a mesma fosse da sua autoria.
Tais cartilhas foram de imediato adotadas pelo movimento estudantil marxista, para a promulgação da revolução entre as massas analfabetas. A artimanha do Sr. Paulo Freire "pegou", e esse método é hoje chamado Método Paulo Freire, tendo o mesmo sido apadrinhado por toda a esquerda, nacional e internacional, inclusive pela ONU.

No entanto, o método Laubach — o autêntico — fora de início utilizado com grande sucesso em Pernambuco, na alfabetização de 30.000 pessoas da favela chamada "Brasília Teimosa", bem como em outras favelas do Recife, em um programa educacional conduzido pelo Colégio Presbiteriano Agnes Erskine, daquela cidade. Os professores eram todos voluntários. Essa foi a famosa Cruzada ABC, que empolgou muita gente, não apenas nas favelas, mas também na cidade do Recife, e em todo o Estado. Esse esforço educacional é descrito em seus menores detalhes por Jules Spach, no seu recente livro, intitulado, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar (2000).

O Método Laubach foi também introduzido em Cuba, em 1960, em uma escola normal em Bágamos. Essa escola pretendia preparar professores para a alfabetização de adultos. No entanto, logo que Fidel Castro assumiu o controle total do poder em Cuba, naquele mesmo ano, todas as escolas foram nacionalizadas, inclusive a escola normal de Bágamos. Seus professores foram acusados de "subversão", e tiveram de fugir, indo refugiar-se em Costa Rica, onde continuaram seu trabalho, na propagação do Método Laubach, criando então um programa de alfabetização de adultos, chamado Alfalit.

A organização Alfalit foi introduzida no Brasil, e reconhecida pelo governo brasileiro como programa válido de alfabetização de adultos. Encontra-se hoje na maioria dos Estados: Santa Catarina (1994), Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, São Paulo, Paraná, Paraíba e Rondônia (1997); Maranhão, Pará, Piauí e Roraima (1998); Pernambuco e Bahia (1999).

A oposição ao Método Laubach ocorreu desde a introdução do mesmo, em Pernambuco, no final da década de 1950. Houve tremenda oposição da esquerda ao mencionado programa da Cruzada ABC, em Pernambuco, especialmente porque o mesmo não conduzia à luta de classes, como ocorria nas cartilhas plagiadas do Sr. Paulo Freire. Mais ainda, dizia-se que o programa ABC estava "cooptando" o povo, comprando seu apoio com comida, e que era apenas mais um programa "imperialista", que tinha em meta unicamente "dominar o povo brasileiro".

Como a fome era muito grande na Brasília Teimosa, os dirigentes da Cruzada ABC, como maneira de atrair um maior número de alunos para o mesmo, se propuseram criar uma espécie de "bolsa-escola" de mantimentos. Era uma cesta básica, doada a todos aqueles que se mantivessem na escola, sem nenhuma falta durante todo o mês. Essa bolsa-escola tornou-se famosa no Recife, e muitos tentavam se candidatar a ela, sem serem analfabetos ou mesmo pertencentes à comunidade da Brasília Teimosa. Bolsa-escola fora algo proposto desde os dias do Império, conforme pode-se conferir no livro de um educador do século XIX, Antônio Almeida, intitulado O Ensino Público, reeditado em 2003 pelo Senado Federal, com uma introdução escrita por este Autor.

No entanto, a idéia da bolsa-escola foi ressuscitada pelo senhor Cristovam Buarque, quando governador de Brasília. Este senhor, que é pernambucano, fora estudante no Recife nos dias da Cruzada ABC, tão atacada pelos seus correligionários de esquerda. Para a esquerda recifense, doar bolsa-escola de mantimentos era equivalente a "cooptar" o povo. Em Brasília, como "idéia genial do Sr. Cristovam Buarque", esta é hoje abençoada pela Unesco, espalhada por todo o mundo e não deixa de ser o conceito por trás do programa Fome Zero, do ilustre Presidente Lula.
O sucesso da campanha ABC — que incluía o Método Laubach e a bolsa-escola — foi extraordinário, sendo mais tarde encampado pelo governo militar, sob o nome de Mobral. Sua filosofia, no entanto, foi modificada pelos militares: os professores eram pagos e não mais voluntários, e a bolsa-escola de alimentos não mais adotada. Este novo programa, por razões óbvias, não foi tão bem-sucedido quanto a antiga Cruzada ABC, que utilizava o Método Laubach.

A maior acusação à Cruzada ABC, que se ouvia da parte da esquerda pernambucana, era que o Método Laubach era "amigo da ignorância" — ou seja, não estava ligado à teoria marxista, falhavam em esclarecer seus detratores — e que conduzia a "um analfabetismo maior", ou seja, ignorava a promoção da luta de classes, e defendia a harmonia social. Recentemente, foi-me relatado que o auxílio doado pelo MEC a pelo menos um programa de alfabetização no Rio de Janeiro — que utiliza o Método Laubach, em vez do chamado "Método Paulo Freire" — foi cortado, sob a mesma alegação: que o Método Laubach estaria "produzindo o analfabetismo" no Rio de Janeiro. Em face da recusa dos diretores do programa carioca, de modificarem o método utilizado, o auxílio financeiro do MEC foi simplesmente cortado.

Não há dúvida que a luta contra o analfabetismo, em todo o mundo, encontrou seu instrumento mais efetivo no Método Laubach. Ainda que esse método hoje tenha sido encampado sob o nome do Sr. Paulo Freire. Os que assim procederam não apenas mudaram o seu nome, mas também o desvirtuaram, modificando inclusive sua orientação filosófica. Concluindo: o método de alfabetização de adultos, criado por Frank Laubach, em 1915, passou a ser chamado de "Método Paulo Freire", em terras tupiniquins. De tal maneira foi bem-sucedido esse embuste, que hoje será quase que impossível desfazê-lo.


Referências:

AYRES, Antônio Tadeu. Como tornar o ensino eficaz. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 1994.
BRINER, Bob. Os métodos de administração de Jesus. Ed. Mundo Cristão, SP, 1997.
CAMPOLO, Anthony. Você pode fazer a diferença. Ed. Mundo Cristão, SP, 1985.
GONZALES, Justo e COOK, Eulália. Hombres y Ángeles. Ed. Alfalit, Miami, 1999.
GONZALES, Justo. História de un milagro. Ed. Caribe, Miami (s.d.).
GONZALES, Luiza Garcia de. Manual para preparação de alfabetizadores voluntários. 3ª ed., Alfalit Brasil, Rio de Janeiro, 1994.
GREGORY, John Milton. As sete leis do ensino. 7ª ed., Rio de Janeiro, JUERP, 1994.
HENDRICKS, Howard. Ensinando para transformar vidas. Ed. Betânia, Belo Horizonte, 1999.
LAUBACH, Frank C.. Os milhões silenciosos falam. s. l., s.e., s.d.
MALDONADO, Maria Cereza. História da vida inteira. Ed. Vozes, 4ª ed., SP, 1998.
SMITH, Josie de. Luiza. Ed. la Estrella, Alajuela, Costa Rica, s.d.
SPACH, Jules. Todos os Caminhos Conduzem ao Lar. Recife, PE, 2000.

O que são embargos infringentes?


Nesta semana em que a maioria do Supremo decidiu pela condenação do deputado João Paulo Cunha, a defesa do réu deu declarações dizendo que poderiam entrar com embargos infringentes para reverter a decisão. O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho, explica o termo.
Em caso de condenação pelo tribunal, os réus dispõem de recursos para solicitar a revisão da decisão. Entre eles, estão os embargos infringentes e os embargos de declaração. Cada um deles cumpre uma função diferente e possui requisitos próprios.
Os embargos de declaração - que não são propriamente um recurso, mas integração da jurisdição – prestam-se a sanar contradições, omissões, ambiguidades e obscuridades em sentenças e acórdãos. Eles podem ser manejados tanto pela acusação quanto pela defesa. No Supremo, por exemplo, os réus têm até 5 dias contados a partir da publicação da decisão – para apresentá-los.
É necessário apontar de forma específica as deficiências a serem corrigidas. Esse tipo de recurso não pode servir para que a decisão seja totalmente reformulada.
Já os embargos infringentes são um recurso exclusivo da defesa, que se fundamenta na pela falta de unanimidade na decisão colegiada. Ele também questiona pontos específicos em que houve discordância. Vale destacar que somente os itens que constam dos embargos poderão ter seus efeitos suspensos ou reapreciados: o restante da decisão permanece inalterado.
A despeito de estar prevista no Regimento Interno do STF, a oposição de embargos infringentes em ações originárias da Suprema Corte é polêmica.
Alguns juristas entendem que a ausência de previsão na Lei 8.038/90  que estabelece as normas procedimentais do STJ e STF  implicaria o não-cabimento deste recurso. O Supremo, contudo, já julgou embargos infringentes, o que põe fim à discussão.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ACABOU A DEMAGOGIA HIPÓCRITA


Empregadores podem consultar ficha de candidatos no SPC e na Justiça antes de contratar,  mas os  governantes do PT não estão considerando o óbvio!

                        O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu na quinta-feira (23/02), por unanimidade, que as empresas podem fazer consultas no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), na Centralização dos Serviços dos Bancos (Serasa) e em órgãos policiais e do Poder Judiciário antes de contratar empregados. A ação havia sido movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que entendeu que a pesquisa era discriminatória.

                        O caso começou a ser apurado em 2002, por meio de denúncia anônima, que informava que uma rede de lojas sergipana fazia a pesquisa durante o processo seletivo. A empresa se recusou a mudar a conduta e o MPT decidiu abrir uma ação civil pública. A primeira instância da Justiça condenou a empresa a abandonar a prática, sob pena de ser multada em R$ 10 mil a cada consulta. A rede lojista também foi condenada a pagar indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo.

                  A empresa recorreu à corte trabalhista local que reverteu a primeira decisão. Para o Tribunal Regional do Trabalho de Sergipe os concursos públicos também fazem exigências rigorosas na contratação de candidatos e que o caso só seria configurada discriminação se houvessem critérios em relação a sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade.

                        A Segunda Turma do TST concordou com o tribunal sergipano e ainda defendeu que os cadastros em questão são públicos e que não há violação da intimidade ao acessá-los. Para os ministros, o empregador tem o direito de consultar os antecedentes dos candidatos para garantir que estão fazendo uma boa escolha.

Fonte: TST

Já não era sem tempo.

FAMÍLIA DO CORONEL USTRA AJUDOU O PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO, E ATÉ ARRANJOU PARA ELE SERVIR AO EXÉRCITO

A família do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que prestou depoimento na Comissão da Verdade, na sexta-feira, é toda ela de Santa Maria. Essa família ajudou o peremptório petista Tarso Genro logo depois de 1964. Ustra serviu aos governos militares que eram apoiados por políticos como Delfim Neto, Paulo Maluf, José Sarney e Afif Domingos, todos eles serviçais atuais dos governos Lula e Dilma. Testemunhas garantem que é verdadeiro que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra assegurou, em e-mail para o jornalista Políbio Braga, no qual ele narra o episódio que aconteceu há quase 40 anos: "A família que abrigou Tarso Genro foi a minha. Meu irmão José Augusto, advogado, já falecido, na época da Contra-Revolução, em 1964, era colega de colégio ou aluno da faculdade, não me recordo mais, e muito amigo do Tarso. Tarso fugiu e se refugiou em Rivera, fronteira com o Uruguai. Como nunca foi procurado, com medo de voltar ao Brasil e ser preso, pois já era um agitador do Partido Comunista, telefonou ao meu irmão e pediu socorro". O coronel Ustra afirma: "Como meu irmão era noivo da filha do secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, coronel Athos Teixeira Baptista, pediu ao futuro sogro que ninguém fizesse nada com o Tarso, o que aconteceu. Meu irmão foi a Rivera, apanhou Tarso e o apresentou ao coronel Athos, em Porto Alegre. O coronel intercedeu para que Tarso fizesse o NPOR (Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva) no Regimento Mallet, onde ele foi matriculado e se tornou oficial de Artilharia". O apelido do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra no Exército era "Bandão". Já seu irmão, o advogado falecido José Augusto Ustra, era conhecido como o "Bandinha".

Ao pedir ajuda para a Comissão da Verdade, Dilma é surpreendida pelo presidente da Alemanha: "Temos todos os arquivos da Alemanha Comunista". E agora, Dilma: vai usar?

Na foto ao lado, é possível perceber o sorriso amarelo de Dilma Roussef. É que ao pedir acesso a arquivos da Alemanha que possam beneficiar os trabalhos de investigação da Comissão Nacional da Verdade, nesta segunda, ela ouviu do presidente Joachim Gauck uma resposta inesperada?: "Pois eu fui o responsável pela guarda dos arquivos da Alemanha Comunista, depois da queda do Muro de Berlim. Terei prazer em alcançar os arquivos". A Comissão da Verdade, que não investiga os crimes comunistas, ficará numa saia justa quando deparar com os arquivos. Centenas de brasileiros foram estudar marxismo-leninismo e outras especialidades na Alemanha Oriental. Um dos gaúchos mais conhecidos que fez o caminho para o Leste foi o filho do ex-governador Olívio Dutra, Spartacus. Leia a notícia da agência Brasil de hoje. 

A presidenta Dilma Rousseff, em encontro hoje (13) com o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, pediu o acesso a eventuais arquivos da Alemanha que possam beneficiar os trabalhos de investigação da Comissão Nacional da Verdade. Dilma e Gauck reuniram-se na capital paulista durante o 31º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Bundesverband der Deutschen Industrie (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que atraiu cerca de 2 mil empresários brasileiros e alemães.

. Gauck demonstrou interesse em contribuir para as investigações brasileiras. "Eu fui, ao longo de muitos anos, responsável pelos arquivos da ditadura comunista. Era necessário preservar arquivos que diziam respeito a pessoas inocentes. Quando se trata de preservar o passado, eu sou perito", disse Gauck. Ele coordenou a comissão alemã que controlou a dissolução da polícia secreta da Alemanha Oriental, após a reunificação.

; O presidente alemão declarou que aprova a iniciativa brasileira de investigar os atos da ditadura. "Quero demonstrar o meu respeito pela presidenta por ter instalado a Comissão Nacional da Verdade. É preciso aproveitar a oportunidade de apurar a verdade e, se a comissão tiver o apoio necessário para acesso a todas as fontes, vai conseguir muito", disse.

O homem e o avião

HOMENS SÃO OS VERDADEIROS AVIÕES
O Homem, até os 25 anos: Avião de Papel.
Apenas vôos rápidos, de curto alcance e duração.
Dos 25 aos 35: Caça Militar.
Sempre a postos, 7 dias por semana. Ataca qualquer objetivo.
Capaz de executar várias missões, mesmo quando separadas por curtos intervalos de tempo.
Dos 35 aos 45: Aeronave Comercial de Vôos Internacionais.
Opera em horário regular. Destinos de alto nível. Vôos longos, com raros sobressaltos.
A clientela chega com grande expectativa; ao final, sai cansada, mas satisfeita.
Dos 45 aos 55: Aeronave Comercial de Vôos Regionais.
Mantém horários regulares. Destinos bastante conhecidos e rotineiros.
Os vôos nem sempre saem no horário previsto, o que demanda mudanças e adaptações que irritam a clientela no início. Mas no fim acabam saindo satisfeitas.
Dos 55 aos 65: Aeronave de Carga.
Preparação intensa e muito trabalho antes da decolagem. Uma vez no ar, manobra lentamente e proporciona menor conforto durante a viagem.
A clientela é composta majoritariamente por malas e bagulhos diversos.
Dos 65 aos 75: Asa Delta.
Exige excelentes condições externas para alçar vôo. Dá um trabalho enorme para decolar e, depois, evita manobras bruscas para não cair antes da hora.
Após aterrissagem, desmonta e guarda o equipamento.
Dos 75 aos 80: Planador.
Só voa eventualmente  e com auxílio. Repertório de manobras extremamente limitado.
Uma vez no chão, precisa de ajuda até para voltar ao hangar.
Após os 80: Modelo Antigo.
Só enfeite.
Poderá também gostar de:


Novo Emprego: "manifestantes profissionais" para enganar os trouxas

Leoncio Corrêa
Uma grande manifestação que aconteceu em Brasília teve, além de sinais exteriores de opulência, como banners, bandeirolas e balões com os materiais mais caros do mercado, organizadores de "marcha" de sindicalistas,  Recrutaram milhares de pessoas na periferia do DF para fazer número, em troca de lanches, boné, camiseta e cachê de R$ 70,00. Estima-se que a "marcha" de mais de 40 mil participantes custou pelo menos R$ 3,2 milhões de reais.

Quem paga

Há em Brasília escritórios que oferecem "manifestantes profissionais", pagos com dinheiro do imposto sindical e de convênios do governo. Uma centena de ônibus utilizados no transporte dos "manifestantes", entre a periferia do DF e Brasília, custou entre R$ 600 e R$ 900 cada.  Custou ao menos R$ 140 cada um dos dois mil banners em material sintético, pendurados em postes de Brasília pelas centrais sindicais. 

Tudo é falso neste País

Trocando em miúdos,fazer número estamos num país não confiável. Tudo é manipulado. Faz-se uma farsa que só o voto não consegue participar. Em comícios, paga-se para centenas de pessoas da periferia fazer número. O candidato para mostrar força (que não tem) paga lanche (escondido dentro do ônibus) e dá 40, 50 reais, ou mais, para cada um dos "cabos eleitorais" carregarem faixas, banners e gritar o nome do "dito cujo".

Só que nada disso adianta, pois na hora do voto é diferente mas, infelizmente ainda tem os que conseguem comprar até o voto. Tem quem compra até com "bolsa família.   

sábado, 11 de maio de 2013

Brigadiano esmaga testículos de ex-secretário de Tarso e pergunta: "Quantos milhões tem neste saco, seu corrupto?"

CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA NÃO PODIA TORTURAR, MAS AGORA O GOVERNO DO PETISTA TARSO GENRO PODE TORTURAR?
- OAB, MJDH, governo do Estado, CNBB, Cpers, PCdoB, Zero Hora e Assembléia, todos calam diante da violação dos direitos mais elementares do dirigente comunista preso pela Polícia Federal. O escândalo não tem precedentes na história do RS. Jamais, antes, um secretário de Estado foi parar no Presído Central e lá foi torturado desta forma. 

Desde a semana passada circulavam entre advogados e deputados estaduais a versão completa da agressão que sofreu o ex-secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Fernando Niederesberg, preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Concutare.

. Depois que os delegados da PF entregaram o dirigente comunista no Presído Central, ele foi encaminhado para revista, quando um dos brigadianos que fazem a segurança da cadeia aproveitou a ocasião para agredi-lo fisicamente. Com uma das mãos apertando fortemente os testículoos de Carlos Fernando Niedersberg, disse o brigadiano, escandindo cada palavra, em tom de forte revolta:

— Quantos milhões tem neste saco, seu corrupto?

. O ex-secretário comunista passava pela revista para ir falar com seu advogado, no parlatório do Presídio Central.

. A Brigada Militar anunciou que abriu inquérito para apurar a violência, mas não revelou se afastou o brigadiano e nem se irá puni-lo. O Piratini calou diante das informações e mesmo diante da confirmação pública feita por Niederesberg, um dos principais dirigentes do PCdoB no RS.

. O PCdoB, apesar das juras públicas de amor a Tarso Genro e seu governo, está convencido de que a PF recebeu inspiração do Piratini para atacar o Partido, incomodado com a aliança dos comunistas ao PSB e à candidata Ana Amélia Lemos.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Como seis médicos derrubam 6.000... Cubanos”.

Por Juliana Mynssen:

Hoje quase bati meu carro. Na curva, próximo a entrada do hospital do plantão. A Bandnews anunciava o acordo do governo petista de Dilma, a feia, para a importação de 6.000 médicos para os locais insólitos do País. Porque falta médico... Porque falta...

Às 6 horas da noite chegava ao hospital. Mas o meu plantão só começa às oito...

Estava fugindo do engarrafamento mais cedo quando uma amiga mandou uma mensagem: "o plantão está fogo. Estava entrando numa apendicite e chegou um baleado". E lá foi a Ju atrás de sangue. Ok. Os mais sensíveis não podem mais ler.

"Como se opera um baleado de abdome e perna no SUS?" Lições para... A vida (.)

Falta sangue. Hoje não tinha nenhuma bolsa de sangue no hospital. Nenhuma.

Falta ortopedista. O estado passa por uma grande crise de contratação - há médicos - mas falta à burocracia para estabelecer contratos de emprego. E falta dinheiro para concursos públicos com salários dignos. E aí, estão em casa... Esperando resolver.

E aí o chefe da ortopedia veio de casa para operar o paciente.

Faltam fios cirúrgicos. Falta antibiótico. Falta vaga no CTI. E o centro cirúrgico vira pós-operatório, cheio de pacientes aguardando uma vaga no CTI...

E aí, eu estava esperando a circulante de sala voltar com material, cirurgia parada, e reclamei (aahh como reclamo!) que faltavam mais circulantes na sala com um paciente grave!

Eram dois anestesistas, dois cirurgiões gerais, 01 cirurgião vascular, 01 cirurgião instrumentando (é, grande parte do SUS não paga por instrumentadores, então o médico faz esse outro papel), 01 ortopedista no lado de fora e outra equipe de 02 cirurgiões na emergência.

E aí disse... "Eu tenho seis médicos em sala e só uma circulante para fazer tudo?" (6 e 1/2, Ortopedista é café-com-leite, né?). E quando penso em sair... "Nãooo sua louca, lá fora os outros estão pior!"

Só me resta perguntar: importaremos de Cuba também macas? Fios? Antibióticos (hiii a ANVISA...)? Enviaremos pacientes para os CTIs de lá? (Já vejo a FAB envolvida.) E sobre regras de transfundir sangue cubano por aqui? Aahh! Conheço alguém na "Comissão dos Direitos Humanos" que vai adorar esse tema!

Os Castros vão fornecer o quê mais?

Falta dignidade. Faltam salários. Falta gente (brasileira) capacitada e bem-formada. Vamos falar do interior? Dos locais inóspitos? Faltam estradas para ambulâncias. Falta água e saneamentos para as doenças infectocontagiosas. Falta o povo saber ler a receita médica. Estive no Pará para treinar médicos com o ATLS. Tinham médicos lá. Mas na cidade, faltou luz e demos aula no gerador.

Revalidar o diploma de médicos estrangeiros não é o problema. Precisamos revalidar o diploma de quem rege o nosso país. Mas, como Lula nunca se importou mesmo com Educação, isso não deve ser importante.

Falta muita coisa... Ah, se não falta. Tadinha de Cuba. Uma ilha tão pequena para resolver a carência de tanta coisa... Quando souber no que se meteu... Haja charutos!

Repasso para reflexão de todos, principalmente daqueles que acreditam nos argumentos vigentes da Política de Saúde Pública de Dilma!

terça-feira, 7 de maio de 2013

A doutrina do PT: esta médica cubana asSUSta pela pelo seu estilo comunista.

 Veneno Veludo

A foto acima é de uma vacinação promovida por médicos cubanos no Haiti. Esqueço, por ora, o "uniforme" profissional utilizado na ação. A nota no site do Conselho Federal de Medicina registrando críticas severas a importação de médicos cubanos sem revalidação do diploma, foi o start para a discussão do tema.
O Procurador Regional dos Direitos do Cidadão do MPF/GO, Ailton Benedito, atento, fez as considerações abaixo, sobre a intenção do governo em promover essa "abertura" que trará, em minha opinião, severas e graves consequências CONTRA a população. A saber, a mais carente das carentes, que conta apenas com o SUS ao necessitar de atendimento à saúde. Aspas para o Procurador da República:
- Qual seria o custo per capta (passagem, transporte, moradia, salário) desses 6 mil médicos cubanos?

- Junto com os 6 mil médicos cubanos viriam 6 mil tradutores? Ou a população assistida domina o portunhol? 
- Esses médicos cubanos seriam federais, estaduais ou municipais?
Num tipo de brainstorm com ele, pela manhã, larguei algumas questões retóricas, na conversa: como a execução dos serviços de atenção básica são municipalizados, se o governo federal obrigará as prefeituras a instalarem os (supostos) médicos cubanos em seus hospitais e postos de saúde. Também não me parece correto que, sobre solo da nação LIVRE brasileira, 6000 trabalhadores contratados sob responsabilidade do governo, não tenham seus salários pagos diretamente a eles, mas ao governo de Cuba. Se isso não é pagar o contrato ao feitor, não sei o que seja.

A questão pertinente à linguagem vai além da comunicação médico-paciente. Espanhol não é de tão fácil entendimento como parece. Como fica a comunicação com o corpo de enfermagem? Trata-se de alocar os tais "profissionais" nas regiões mais carentes do país. A dificuldade de entendimento de uma auxiliar de enfermagem ao preparar um procedimento prescrito a um paciente, em minha opinião, poderá causar danos irreversíveis, dentre eles, mortes. E ainda há o receituário. O Brasil da internet tem noção de como são também carentes os balconistas de farmácia do Brasil profundo? Que mal frequentaram escola e mal lêem português?

Isso não vai dar certo. Sob nenhum aspecto. E sequer cheguei, ainda, ao risco da nossa própria escravidão ideológica e o que o mundo livre, democrático e publicamente contra as ditaduras do mundo acharão de participar de uma Copa do Mundo ou Olimpíadas podendo ser vítimas de espiões ou coisa pior pagos pelo governo brasileiro. Nesses dois aspectos, há muito o que dizer em outros posts. E não, não se trata de inventar teoria da conspiração. Alguns de nós sabem de coisas e pessoas (de outros países) que por sua vez sabem das coisas, que vão além de delírios de alguma imaginação hiperativa. 

Sugestão do blog: na oportunidade da visita da blogueira Yoani Sanchez ao Brasil, o procurador Ailton Benedito publicou em seu blog Bendito Argumento, artigo chamado A Cubanização do Brasil. Leitura recomendada.