QUADRILHA!


Blogueiros a soldo do oficialismo, que pagam as contas com o nosso dinheiro, criaram o mito de que ofendo as pessoas. Já aconteceu, sim, aqui e ali, coisa rara, mas em questões pessoais — e nunca sem ter sido atacado antes. Mas deixei isso de lado. Quando se trata de um tema público, nunca! Nada de ofensas! Ao contrário: devo ser o jornalista que mais argumenta no país. Marcelo Coelho, colunista da Folha, acusou certa feita essa minha mania de fazer vermelhos-e-azuis de ser uma tática policialesca ou algo assim. Não lembro direito. Sei o que respondi. Eu recorro a isso em respeito àquele de quem divirjo e aos leitores. Feio é fazer como Márcio Sotelo Felippe, ex-procurador-geral do Estado de São Paulo, marido de uma juíza "para a democracia", que me acusa de jogo bruto, mas não cita uma só passagem do meu artigo que o evidencie, reproduz de forma distorcida o texto de referência que nos pôs em confronto e, para mostrar que é um homem suave, acusa-me de recorrer a práticas nazistas, sugerindo que eu seja censurado. Ele não é mesmo um exemplo de democracia?
Eu não ofendo ninguém! Gostem ou não, faço análise política, mais acerto do que erro — tudo está disponível para consulta —, cito textos de referência (quem não gostar ou discordar que diga onde está a impropriedade) e tempero o texto opinativo com pitadas de crônica, apelando a algum humor. Nem todo mundo acha engraçado. Fazer o quê? E chamar Lula de "Apedeuta" não é ofensa? Não! Como não era quando a imprensa americana chamava George W. Bush de ignorante. Há vários livros sobre os "bushismos", as suas batatadas. Atenção! Foram publicados enquanto ele era presidente! As bobagens que Lula disse ao longo da carreira ainda não foram devidamente coligidas e confrontadas com os fatos. A mais engraçada e aquela em que ele explica que, caso a Terra fosse quadrada, a poluição não seria um problema… global!
Comecei a chamar Lula de "O Apedeuta" para irritar mesmo, para provocar. Quantas foram as ironias feitas com FHC porque ele era um professor? Sacanear alguém com formação intelectual é coisa de progressistas, mas só um reacionário sacanearia alguém que faz a apologia da ignorância? Ora… "Ah, mas Lula não estudou porque não pôde…" Vêm dizer isso pra mim? Justo pra mim? Não cola! De resto, nunca o critiquei por sua baixa escolaridade, mas por sua ignorância saliente e propositiva. E o fiz sem nunca deixar de reconhecer a sua notável inteligência política — e muitos leitores sempre me criticaram por isso.
Eu não ofendo ninguém. O que faço é confrontar as falas das personalidades políticas com o seu próprio discurso e, freqüentemente, com os fatos. Critiquei aqui duramente, por exemplo, uma intervenção da psicanalista petista Maria Kehl no programa Roda Viva. Ela contou uma inverdade escandalosa sobre a reivindicação dos invasores da USP e fez uma apreciação do trabalho da Polícia de São Paulo que considerei injusta porque contra os fatos. Mas eu não fiquei só nisso, não! Eu escrevi um outro post com dados oficiais do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, dados esses coligidos pelo governo federal. Provei com números que ela estava errada e que seu discurso era mero proselitismo partidário. Ela ficou ofendida? Que venha a público dizer que estou errado! Seus admiradores ficaram bravos? Excelente! Em vez de recorrer a surrados clichês da desqualificação do adversário — "reacionário, direitista…" —, tentem evidenciar que quem mente sou eu, não ela. Mas o façam com números, como fiz.
É claro que tenho convicções políticas!
É claro que não sou de esquerda!
É claro que me identifico com a direta democrática — nunca escondi isso de ninguém! POr que o faria?
Enquanto alguns que me acusam estavam no conforto do lar ou puxando o saco da ditadura, eu a estava combatendo, correndo riscos. E assim fiz porque quis e porque achei o certo. Não me deixo patrulhar por vagabundos — notem: uso a palavra "vagabundos", mas deixarei claro por quê! — que ganharam dinheiro puxando o saco de Sarney, de Collor, de Itamar, de FHC, de Lula e agora de Dilma. Que palavra pode definir essas pessoas? "Vagabundos" me parece apropriada. Como são "vagabundos" aqueles que se penduram nas tetas do governo para atacar os "inimigos do regime".
Convenham: independentemente do mérito e desde que dentro das regras do jogo democrático, será sempre mais corajoso criticar o poder do que lhe puxar o saco. Ou há algo de errado nesse raciocínio? Sim, elogiar um governo quando ele acerta também é de rigor. Também pode ser corajoso, especialmente quando se é um crítico. E eu já elogiei. "Ah, mas bem pouco…" Queriam o quê?
Uma psicanalista me censura
Recebi de uma psicanalista de expressão em seu meio uma mensagem me censurando pelas críticas que fiz a Maria Rta Kehl. Ela deixou claro que sua restrição nada tinha a ver com a "contestação objetiva" que fiz ao que a petista havia dito sobre a polícia. Segundo a missivista, com quem tenho alguma proximidade por razões que não vêm ao caso, isso foi até positivo. Ela não gostou foi de outra coisa. Eu transcrevi no post a fala de Maria Rita e demonstrei que ela tem um raciocínio tortuoso, confuso. Em sua intervenção, afirmou que iria fazer uma "pergunta dupla", que tentaria "juntar as pontas" de ambas, que eram, na verdade "duas coisas paralelas"… Mais adiante, completamente perdida no raciocínio, ao fazer a segunda insagação, considerou: "Por outro lado, parece que não tem a ver, mas acho que tem…"
Bem, eu observei que Maria Rita seria a primeira pessoa na história a "juntar as pontas das paralelas", que isso era uma verdadeira revolução geométrica e notei: "Além de militante petista — e era nessa condição que estava no Roda Viva -, Maria Rita é psicanalista. Consta que é lacaniana. Huuummm… A linguagem exerce, assim, papel importante no seu ofício. (…) É o que chamo linguagem da "lacanagem". Estamos no meio de um tumulto mental, mas o propósito, é evidente."
"Ao fazê-lo, Reinaldo, você tenta desqualificá-la profissionalmente, o que é uma desnecessidade", escreveu a missivista. Bem, lamento discordar. Começo esclarecendo que "lacanagem" é uma ironia que faço com os lacanianos há muito tempo. É, não sou exatamente fã de Lacan, mas isso não cabe agora aqui. Ora, por que Maria Rita estava lá? Porque petista? Há outros mais qualificados intelectualmente para debater política com um ex-presidente. Suponho que estivesse por sua outra especialidade: a psicanálise. Sendo assim, qual é o grande pecado de cobrar algo a alguém que seja pertinente a sua área?
O problema é outro
Não! O problema é outro! As personalidades de esquerda e a militância de modo geral se acostumaram a jamais ser contestadas pela imprensa. Ao contrário. Publiquei ontem aqui um post sobre as barbaridades ditas por Marina Silva antes e depois da aprovação do novo Código Florestal. Ela falou, está falado. Separaram-se as esferas de opinião em dois blocos: o das pessoas que estão sempre certas e o das pessoas que estão sempre erradas. Algumas, como quer Rui Falcão, "estão acima de qualquer suspeita", e outras, como diria Louis, o policial corrupto do filme Casablanca, são "os suspeitos de sempre".
Eu estou entre os poucos — não sou o único — que resolveu afrontar essa lógica. Os difamadores, em vez de ler o que escrevo, atacam-me pelo que nunca escrevi. Querem ver? Eu nunca escrevi que pessoas presas pelo regime militar e que morreram ou foram seviciadas não devam receber indenização — ou seus familiares. Nunca! Ao contrário: afirmei que, nessas condições, é justo e imperioso. Mas escrevi, sim, e acho, sim, que indenizar alguém que pegou em armas — porque quis — para derrubar o regime e instalar o socialismo no país, não se encaixando na condição acima, é indecoroso. Eu nunca defendi as ações dos porões — ao contrário: fui vítima de um agente da repressão. Mas escrevi, sim, que as esquerdas armadas nunca quiseram democracia e que é um impostura, uma mentira factual, afirmar o contrário. Fatos, fatos, fatos… Por que, até hoje, não surgiu um só documento daqueles esquerdas defendendo a democracia? Porque não existe! Mas existe, sim, o "Minimanual da Guerrilha urbana", de Marighella, transformado em "herói do povo brasileiro" pela Comissão de Anistia, defendendo o terrorismo. Fatos, fatos, fatos… O mundo dos fatos!
Outras verdades
As esquerdas não suportam ser contestadas porque acham que detêm o monopólio do bem! Há anos defendo que viciados em crack sejam compulsoriamente retirados das ruas e internados. Andrea Matarazzo, um dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura, sempre pensou o mesmo. Ele, um político, e eu, um jornalista, fomos demonizados por um desses padres de passeata que não saberia rezar um "Pai Nosso" — eventualmente fã do "vinde a mim as criancinhas" (não gostam do meu humor? Que pena!) — e tachados de "higienistas". A proposta foi agora incorporada pelo tal programa do governo federal de combate ao crack e defendida com entusiasmo pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do PT. Pronto! O que antes era "higienismo de direita" passou a ser agora uma proposta ousada, corajosa, sei lá o quê? Cadê o padre vermelho? Cadê o amigo das criancinhas? Cadê as ONGs fazendo barulho? Eu me nego a ser patrulhado por esse tipo de vigarice intelectual.
Além do ódio à contestação, há duas outras coisas que odeiam em mim. Uma delas é o fato de que não sou, de fato, um sujeito nem-nem, que pensa com escusas, pedindo licença. Não sou exatamente suave e não tentarei dizer o contrário. Mas o que realmente os deixa enfezados é o fato de quem não conseguem quebrar a lógica com a qual opero; não conseguem, em suma, é articular o contra-argumento. Então preferem sair gritando por aí: "Reinaldo me ofendeu! Reinaldo ofende as pessoas! Reinaldo só sabe xingar!"
Uma ova! Se Reinaldo vivesse do xingamento, não haveria motivo para braveza e para rancor. Bastaria xingá-lo também. E pronto! Ao contrário: o Reinaldo que mais os ofende é justamente o Reinaldo que não ofende ninguém! Até tentam me arrastar para a baixaria, mas eu não vou. No esgoto, eles ganham! Na língua pátria, ganho eu.
É pouco provável que os milhares de leitores deste blog venham aqui, todos os dias — inclusive os petralhas — em busca de duas ou três ofensas. Vêm em busca de argumentos. Há até quem o faça só para poder defender o contrário. Pode haver evidência maior de Reinaldo-dependência?
E não! Eu não vou parar! Também não vou mudar! Nem vou "pegar mais leve". É o que eu tenho a fazer de mais digno para e com os meus, bem…, muitos milhares de leitores! Podem formar correntes à vontade! Mal sabem os difamadores que, ao proceder assim, fortalecem o blog porque outros tantos vão chegando. A corrente do bem é maior.
Podem vir quente que eu estou fervendo!
Estadão, 08/12/2011.
Dias atrás a presidente Dilma Rousseff aceitou a demissão do sexto ministro acusado de corrupção, irregularidades administrativas, malfeitos, o nome que se queira dar. A terminologia é de menos, importantes são os fatos. O primeiro ano de governo nem acabou e um em cada seis ministros já caiu em consequência de acusações relacionadas ao mau uso do dinheiro público. Deve ser um recorde mundial.
A primeira constatação é a do comprometimento do governo anterior, pois quase todos os demitidos sob suspeita saíram da cota dos herdados. Nesse sentido, é razoável considerar que a própria presidente foi fraca e aceitou do mentor um pacote estragado, por não ter força para resistir à pressão continuísta. Num esforço de leitura benigna, ela estaria agora fazendo a "faxina" na casa que herdou.
Os fatos, no entanto, são soberanos. A presidente não pode alegar surpresa diante do pacote recebido, pois ela própria compunha o núcleo do governo que sucedeu. Foi ministra durante todo o tempo, boa parte dele na posição estratégica de chefe da Casa Civil. Na prática, governou o país quando o então presidente passou a cuidar exclusivamente da sucessão. Não há como, portanto, alegar desconhecimento ou surpresa. Ela era parte importante do jogo.
Há por certo a versão fantasiosa de que os caídos em desgraça são vítimas de tramoias da imprensa. É o autoritarismo seminal do PT em ação. Para a presidente, essa versão só é boa na aparência. Será ela tão fraca que não saiba distinguir fato de conspiração? Caso as suspeitas se confirmem, e a própria Controladoria Geral da União se mostra abismada em certos casos, duas hipóteses se abrem, ambas negativas: ou Dilma ignorava tudo mesmo, evidenciando alheamento da realidade, o sabia das coisas, mas se mostrava disposta a conviver com o triste cenário para manter o apoio dos partidos que a levaram ao Palácio do Planalto.
Não há, no plano dos fatos, como fazer desse limão uma limonada. O governo Dilma vai encerrando seu primeiro ano, seus primeiros 25%, sem estabelecer uma marca. Uma solenidade aqui, um programa prometido ali, um factóide acolá, mas nada de substancial, a não ser a tal faxina, metáfora que, bem pensado, é incômoda, porque remete, necessariamente, à sujeira. Ora, trata-se uma evidência de mau, não de bom governo, especialmente quando a governante é obrigada a ir a reboque das revelações quase diárias de atos ruins na administração. Trata-se de um governo refém da disposição dos jornalistas para investigar. Vive-se aquele clima de "basta procurar para achar".
Onde está a raiz do mal? No loteamento da máquina, na transformação do governo em uma federação desconexa de feudos entregues a partidos, grupos e personalidades, ocupando cada qual o seu pedaço para obter vantagens pecuniárias. Em troca, garantem à presidente apoio político. Cabe, a propósito, fazer uma indagação: apoio político pra quê? Qual é a agenda de Dilma?
Esse é um modelo que a presidente copiou do antecessor e mentor, que, por sua vez, o adotou a fim de resistir às dificuldades políticas decorrentes das graves revelações sobre o estado moral da administração.
Estamos diante de um mal estrutural, não circunstancial. Existe esperança de que a presidente vá romper com a lógica do condomínio que a elegeu e a sustenta. Não é plausível. Basta olhar para o maciço apoio parlamentar e a divisão dos feudos partidários, inclusive nas grandes empresas públicas e nas agências reguladoras, e se notará que tudo segue como sempre. O petismo é um sistema sem espaço para muita criatividade pessoal.
Será mesmo que governabilidade e patrimonialismo exacerbado têm sempre de andar de mãos dadas? Trata-se, creiam os leitores, de falso dilema, porém confortável para os que estão do poder. É possível, sim, montar um governo de coalizão, com maioria no Legislativo, sem permitir a drenagem setorizada dos cofres públicos pelos malfeitores.
Todos os partidos contam com pessoas honestas e competentes e reúnem parlamentares realmente preocupados com o país e com suas bases eleitorais, ansiosos por levar às regiões que representam investimentos, empregos e benefícios sociais, o que é não só é legítimo como desejável. Os governos dispõem de mecanismos legais e éticos para atender às demandas políticas sem se desfigurar e se transformar numa máquina de produzir escândalos.
Basta compreender que não é o poder que corrompe os indivíduos, mas que são estes que corrompem o poder. Basta que o exemplo venha de cima. O país, aliás, cobra o fim dos erros, dos crimes e da impunidade, muitas vezes adornados pelo deboche de quem acredita estar fora do alcance da lei.
Basta andar nas ruas, conversar com as pessoas, dando um pouco menos de crédito aos áulicos, e se notará a imensa demanda social pela ética na vida pública. Quem precisa ganhar a vida honestamente não se conforma com o deprimente espetáculo, mesmo quando este é tratado como "natural", como algo inerente ao processo político.
As últimas décadas assistiram à crescente preocupação com o combate à injustiça social. Embora lentamente, com algum resultado, vamos combatendo a péssima distribuição de renda, marca registrada do país. Mas há uma forma de injustiça social igualmente perversa: é a que separa o cidadão comum dos governantes e define padrões distintos de conduta moral.
Se é preciso continuar com o esforço para reduzir a grande distância entre pobres e ricos, é indispensável também eliminar este outro traço terrível da nossa formação: a existência de duas morais, de duas éticas, de dois códigos de conduta distintos — o das pessoas comuns e o dos poderosos, que adquirem o direito de fazer qualquer coisa.
O PT se formou um dia proclamando a luta contra essa desigualdade que infelicita o Brasil. Hoje vemos algumas de suas estrelas a declarar que Fulano de Tal "não é um homem comum" ou que a palavra de uma "autoridade", contra a evidência dos fatos, "vale como prova". É nesse ambiente que prospera a aposta na impunidade e, pois, o crime reiterado contra os cofres públicos.
Cientista Social
O sociólogo, enquanto Cientista Social estuda a sociedade, investiga as relações sociais, as formas de associação, estuda os grupos sociais, os processos de conflito e cooperação, entre outros temas, que se dão no interior da sociedade moderna, contemporânea e pós-moderna. Seu conhecimento permite conhecer melhor a sociedade em que vivemos. As revoluções e seus efeitos na sociedade que na maioria das vezes se busca derrubar um regime para implantar outro ainda pior.
Revolução
Acredito que a revolução é obra de doentes mentais, sociais e espirituais. A cultura revolucionária parte de uma certeza absoluta: "nós, os revolucionários, somos os melhores seres humanos já nascidos e, portanto, sabemos o que é o certo e também o que é melhor para todos". Os revolucionários querem mudar o mundo e sempre conseguem: o "novo mundo" e o "novo homem" são infinitamente piores que os existentes.
Mentiras
Os revolucionários destroem tudo e todos, pois querem, por definição, que todos sejam como eles. É isto ou a morte, mesmo que "em vida". A cultura revolucionária é a maior desgraça de todos os tempos e a maior de todas as mentiras.
Socialismo
Produziu mais de 100 milhões de vítimas, em vários continentes, raças e culturas, indicando que a violência socialista não foi mera aberração da psique eslava, mas, sim, algo diabolicamente inerente à engenharia social marxista, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos e, depois, em vítimas.
Números
A aritmética macabra do socialismo marxista assim se classifica por ordem de grandeza: China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (2 milhões); Camboja (2 milhões); África (1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnã (1 milhão); Leste Europeu (1 milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru). O movimento comunista internacional e partidos socialistas no poder eliminaram (10 mil).
Lideres socialistas
O marxismo fabricou três dos maiores carniceiros da espécie humana - Lênin, Stálin e Mao Tse-tung. Lênin foi o iniciador do terror soviético. Enquanto os czares russos em quase um século (1825 a 1917) executaram 3.747 pessoas, Lênin superou esse recorde em apenas quatro meses após a revolução de outubro de 1917.
Cuba
Fidel Castro, por sua vez, é o campeão absoluto da "exclusão social", pois 2,2 milhões de pessoas, equivalentes a 20% da população da ilha, tiveram de fugir. Juntamente com o Vietnã, Fidel criou uma nova espécie de refugiado, o "boat people" - ou seja, os "balseros", milhares dos quais naufragaram, engordando os tubarões do Caribe.
Brasil
Comparados ao carniceiro profissional do Caribe, os militares brasileiros parecem escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio... Enquanto Fidel fuzilou entre 15 mil e 17 mil pessoas (sendo 10 mil só na década de 60), o número de mortos e desaparecidos no Brasil, entre 1964 e 1979, a julgar pelos pedidos de indenização, seria em torno de 288, segundo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, e de 224 casos comprovados, segundo a Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça. O Brasil perde de longe nessa aritmética macabra.
Regime
"O socialismo como regime de governo dura enquanto os outros tiverem dinheiro". O socialismo distribui o dinheiro dos outros e não produz nada de beneficio para quem quer produzir riquezas para a nação. O Brasil é um bom exemplo de revolução socialista desastrosa.
CURITIBA INAUGURA HOJE O PRIMEIRO MUSEU BRASILEIRO DEDICADO AO HOLOCAUSTO.
Mais do que relembrar e preservar a história, o objetivo principal é contribuir para a educação.
Com o substancial apoio do empresário Miguel Krigsner, dono da marca O BOTICÁRIO e presidente da Associação Casa de Cultura Beit Yaacov, está sendo inaugurado neste domingo, em Curitiba (PR), o primeiro museu brasileiro dedicado à temática do Holocausto.
A comunidade judaica paranaense, aderiu à ideia contribuindo para a concretização do espaço. O ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, também teve participação significativa na formatação do museu.
Segundo Carlos Reiss, coordenador do Museu, as peças foram doadas por membros da Comunidade Judaica Paranaense e por outros museus estrangeiros, inclusive o Yad Vashem, de Jerusalém. Alguns são peças originais, outros réplicas das originais pertencentes aos museus doadores.
Para Reiss, "mais do que relembrar e preservar a história, o objetivo principal é contribuir para a educação. Por isso, desenvolvemos um projeto pedagógico preparado especialmente para escolas, envolvendo visitas guiadas e orientação aos professores e estudantes".
Para a Base 7, a empresa escolhida para organizar o espaço, "o Museu destaca o período pré-guerra, conhecido como vida plena judaica; durante a guerra, mostrando os guetos e campos de concentração, resistência, e o pós-guerra, tanto na Europa, com os campos de refugiados, quanto as rotas de imigração, e a chegada ao Paraná. O espaço oferece terminais com computadores para a consulta digital de documentos e arquivos de áudio e vídeo sobre a história de alguns itens do acervo".
Entre as peças mais emblemáticas – e emocionantes – do museu encontra-se fragmentos de uma Torah, cedida oficialmente pelo Yad Vashem, além dos famigerados cartões de racionamento alimentar usados no campo de Buchenwald, Alemanha.
Os organizadores prepararam ainda réplicas de bonecas das crianças da época; fotografias e cartazes de propaganda nazista, utilizados como método de controle de massa e propagação de uma ideologia antissemita oficial por parte do governo.
Na parte externa, pedras trazidas de Jerusalém e vitrais argentinos decoram a fachada.
À partir deste Domingo, Curitiba coloca o Brasil no seleto rol dos países que dispõem de um museu alusivo à página mais negra da História da Humanidade. Argentina, Canadá, África do Sul e Austrália são alguns países, fora da Europa, que já dispõe de instalações do mesmo gênero. Na Europa, diversos países já o tem. E nos Estados Unidos eles podem ser vistos em vários Estados.
Antes de pegar o primeiro voo para Curitiba para conferir este importante momento, informamos que o museu será inaugurado hoje, mas só será aberto oficialmente ao público no dia 12 de Fevereiro do ano que vem e sua visitas terão que ser agendadas com 24 horas de antecedência.
Criados pela comunidade judaica para manter na memória da população mundial a tragédia liderada pelos nazistas antes e durante a Segunda Guerra Mundial, museus como o da capital paranaense já existem em Argentina, Canadá, África do Sul, Austrália, diversos países europeus e em vários Estados norte-americanos.
Enquanto não abre suas portas ao público, compartilhamos com vocês algumas fotos daquilo que poderá ser visto à partir de 2012 no MUSEU DO HOLOCAUSTO DE CURITIBA.


