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quarta-feira, 22 de junho de 2011

A SAÚDE DE UM PRESIDENTE É UM TEMA TÃO RELEVANTE PARA O JOGO POLÍTICO QUANTO A ÉTICA DAS AUTORIDADES
Cristiane Segatto. Com Isabel Clemente e Leandro Loyola

Dilma sofre também de problemas hormonais. As células de defesa de seu organismo reconhecem a glândula tireoide como um corpo estranho e passam a atacá-la. Ela sofre de uma doença autoimune conhecida como TIREOIDITE DE HASHIMOTO, a causa mais comum de hipotireoidismo. "Sem tratamento, a pessoa sente desânimo, percebe que suas funções orgânicas e cognitivas ficam mais lentas, o cabelo cai com facilidade e as unhas ficam fracas", diz Laura Sterian Ward, presidente do departamento de tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. "O TRATAMENTO É PARA A VIDA INTEIRA. É COMO USAR ÓCULOS. A DOSE DO HORMÔNIO TEM DE SER AJUSTADA CORRETAMENTE, E O REMÉDIO PRECISA SER TOMADO TODOS OS DIAS EM JEJUM." Quando a dose do hormônio é inadequada, o paciente sente alterações da frequência cardíaca. Depois de décadas de doença, a tireoide de Dilma praticamente não produz mais hormônio. É por isso que ela precisa tomar DISCIPLINADAMENTE O REMÉDIO SYNTHROID. Durante o tratamento da pneumonia, nem sempre ele pôde ser tomado em jejum, e a absorção do hormônio tireoidiano ficou prejudicada. Quando sente taquicardia, a presidente percebe que a dose do hormônio precisa ser ajustada. A presidente tem colesterol normal, mas às vezes sofre de pressão alta. Para manter a pressão arterial na faixa dos 13 por 8, precisa tomar o ANTI-HIPERTENSIVO COZAAR. Os médicos dizem que o coração da presidente vai bem. Ela já passou, no entanto, por um episódio vascular complicado. Para receber a quimioterapia e fazer exames sem precisar puncionar veias com frequência, ela recebera um cateter implantável, chamado port-a-cath, que permite o fácil acesso às veias. Em 20 de março de 2010, ela apresentou um inchaço na região do pescoço (um edema), como resultado da formação de um coágulo. Poderia ser o início de uma leve trombose na veia cava, a principal veia que transporta o sangue venoso para o coração. EM ALGUNS CASOS, UMA TROMBOSE DESSE TIPO PODE SER FATAL SE PROVOCAR EMBOLIA PULMONAR OU UMA GRAVE OBSTRUÇÃO NA PRÓPRIA VEIA. Não foi o caso de Dilma. "Nesta mesma data, optou-se pela retirada do cateter venoso central (port-a-cath) com resolução do quadro clínico", diz o boletim emitido pelo Sírio-Libanês. Outro motivo de preocupação é a variação de seus níveis de potássio. Às vezes, eles caem rapidamente. Ela percebe quando falta potássio no organismo porque sente cãibras. Os médicos revertem o problema com a prescrição de doses elevadas do composto. Para controlar esse problema, ELA TOMA O MEDICAMENTO SLOW-K. Além da última pneumonia, Dilma contraiu gripe suína na Europa no final de 2009, quando era ministra da Casa Civil. Foi tratada com Tamiflu e Levaquin. Os dois episódios levantaram especulações sobre a condição imunológica da presidente. PARA ALGUNS ESPECIALISTAS ENVOLVIDOS NO TRATAMENTO, SUA IMUNIDADE NUNCA MAIS FOI A MESMA DESDE A QUIMIOTERAPIA ADOTADA PARA COMBATER O LINFOMA, EMBORA OS MÉDICOS OFICIAIS DIGAM O CONTRÁRIO. Oncologistas especializados no tratamento de linfoma dizem que a imunidade do paciente costuma ficar comprometida nos meses que se seguem à quimioterapia. Em geral, porém, o sistema imune volta a funcionar bem seis meses depois do final do tratamento. "É incomum que a imunidade do paciente fique baixa depois desse tempo", diz o hematologista Garles Miller Matias Vieira, do Hospital AC Camargo, em São Paulo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

STF deverá se posicionar de novo sobre união Gay

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse ontem acreditar que haverá uma reclamação no tribunal contra a sentença da Justiça de Goiás que anulou a união estável entre um casal homossexual no estado. 

. O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia, Jeronymo Pedro Villas Boas, contrariou a medida tomada pelo STF, que reconheceu a união homoafetiva como entidade familiar, e anulou por ofício (quando um juiz, sem ser provocado, toma o processo para si e decide) a união entre o estudante Odílio Torres e o jornalista Leo Mendes, de Goiânia, na sexta-feira. O casal recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pois entendeu que o magistrado goiano agiu com preconceito.

MP tira aloprados da gaveta


O Ministério Público Federal em Cuiabá pediu ontem à Polícia Federal (PF) que investigue as declarações de Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil e atual secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal (SDE), segundo as quais o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (PT), foi o mentor e seria o principal beneficiário do escândalo do dossiê dos aloprados. 

. Mercadante também teria ajudado a arrecadar parte do R$1,7 milhão apreendidos em 2006 pela PF, o que ele nega. Na época, o hoje ministro era candidato do PT ao governo de São Paulo e perdeu a disputa para o tucano José Serra. O petista não foi investigado por falta de provas. Com a novidade, o inquérito sobre o caso, que estava parado na Justiça Federal, volta a andar. 

. A nova informação, divulgada pela "Veja" no fim de semana, também deve afetar Hamilton Lacerda, que coordenou a campanha de Mercadante em 2006. Lacerda voltou ao PT ano passado e anunciou que pretende se eleger vereador em São Caetano do Sul, no ABC. De acordo com a revista, Mercadante teria um pacto com o peemedebista Orestes Quércia para, com o falso dossiê, levar a eleição para o segundo turno. Ambos teriam financiado a compra do falso dossiê.

Escândalo no governo Tarso: PTB pede para sair, depois que seu deputado diz que o governo comprou o apoio do Partido

Eis os segredos bem guardados e agora revelados sobre o método que  o governo Tarso Genro usou para compor o novo governo do PT no RS:
1) Cada Partido da base aliada terá participação proporcional a uma equação montada a partir das suas bancadas federal e estadual.
2) Um Partido de seis deputados estaduais e dois deputados federais, como o PTB, teve direito a 80 cargos, mas pelo menos 25 deles teriam que oferecer remuneração entre R$ 7 mil a R$ 15 mil, sem contar os cargos de secretários estaduais. Total da conta, apenas para o PTB, unicamente de salários: R$ 2 milhões por mês.

. O calculo é do deputado federal Sérgio Moraes, Santa Cruz do Sul, que no sábado esbofeteou seu companheiro de Mesa, Ronaldo Santini, porque os dois entraram em discussão depois que Moraes denunciou publicamente o presidente do PTB, Luís Lara, e o presidente de honra, Sérgio Zambiasi. O deputado estava inconformado por ter sido colocado fora do butim.

. O caso é de fisiologismo explícito. Ele demonstra que o novo governo não parece ter buscado apoio sem mirar o interesse público - sequer sem considerar seus compromissos ideológicos.

. O incidente de sábado, narrado em primeira mão pelo editor, repercutiu terrivelmente dentro e fora do PTB. O escândalo abala e torna vulnerável o governo Tarso Genro a uma semana da votação do Pacotarso. A oposição e o funcionalismo terá agora mais munição para dizer que os projetos visam apenas arrecadar dinheiro para confortar os políticos e os Partidos que fazem parte da base do governo: PT, PSB, PCdoB, PDT e PTB. O escândalo atinge todos eles - todos estão sob suspeita.

. Espertamente, o PTB colocou todos os cargos à disposição de Tarso Genro, que não topou a manobra (o PTB, se quisesse mesmo sair, teria simplesmente demitido todo mundo) e não aceitou nada do que foi dito. Denunciou o deputado de Santa Cruz do Sul, que elegeu a mulher, a prefeita da sua cidade, e ao filho, para a Assembleia:
- O PTB se vende para qualquer um, por meia dúzia de cargos.


. O governador Tarso Genro não veio a público para desmentir e nem para confirmar o negócio que teria feito para atrair apoio na Assembléia, uma espécie de Mensalinho.

. É grave do a denúncia sobre fisiologismo, mas o deputado reclamou porque não faz parte daquilo que chama de "panelinha", embora Santini diga o contrário, já que o filho de Moraes, Marcelo, também recebeu sua fatia no bolo do governo Tarso Genro.

. Mais grave é esta denúncia de Sérgio Moraes, que parece temer ser morto por causa das denúncias que fez:
- Só tenho medo de morrer. Teve um deputado do PT que, ao descobrir um esquema do Partido, dias depois foi morto. Há pouco, membros do PTB foram denunciados por terem assassinado o vice-prefeito Eliseu Santos.

domingo, 19 de junho de 2011

Morro da Mangueira ocupado asfixia tráfico

Morro da Mangueira ocupado asfixia tráfico

Efetivo de 750 homens do Exército e das polícias Civil, Militar e Federal atacou de surpresa, às 6h00; não houve resistência; tomada do morro famoso é forte revés para traficantes



Foro de São Paulo: Morales promulga lei que legaliza veículos contrabandeados na Bolívia


O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou nesta quarta-feira (8) a promulgação de uma lei polêmica que legalizará milhares de veículos contrabandeados, apesar da oposição do poderoso grêmio dos motoristas. Uma greve contra a decisão foi programada para a próxima segunda-feira.
"A partir de hoje, os que tiverem carros sem documentos devem apenas registrá-los, num prazo de 15 dias; depois disso, não vamos perdoar", disse o chefe de Estado, em entrevista à imprensa.
Os parlamentares de oposição, Jaime Navarro e Elizabeth Reyes, consideram que a iniciativa, impulsionada por três parlamentares governistas, apresenta "indícios claros de uma instigação ao crime e à cumplicidade no crime.
Os veículos que entram de contrabando no país estão concentrados, em maioria, nas zonas de produção de coca - Yungas e Chapare - onde circulam sem problemas os carros sem placas.
Segundo cálculos extraoficiais, a legalização dos veículos de contrabando vai gerar ao Estado uma receita de até US$ 200 milhões que, "definitivamente, ajudará a curar feridas causadas pelo déficit fiscal" este ano, opinou Daniel Sánchez, presidente do grêmio empresarial. G1

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Hoffmann, o ex-orador preferido do MST, agora banqueiro, falará sobre o BRDE na Federasul

 Vai ser divertido ver e ouvir o que têm a dizer o vice-presidente e o diretor do BRDE, Carlos Horn e José Hermeto Hofmann, quarta-feira, no Tá na Mesa da Federasul. 

. O caso mais esdrúxulo é o do ex-secretário Hofmann, até há pouco o orador preferido do governo do PT nas reuniões do MST.

. É muito estranho que não tenha sido convidado o presidente do banco, o ex-deputado e ex-prefeito Renato Mello Viana.

- O BRDE está completando 50 anos.

LEIA, abaixo, a nota que explica como ficou o PT depois que trocou a pele. 

A desconstrução da heteronormatividade

Na sociedade em que vivemos, fomos criados e educados de acordo com a nossa compleição física. Na desconstrução, projeto proposto pelo governo federal, vai exigir que nem os pais nem os professores tratem a criança conforme o seu corpo, não deixando a opção se queremos isso ou não, ou seja, mesmo tendo um pênis, o menino não pode ser chamado de menino, mesmo tendo uma vagina, clitóris e lábios vulvares, a mãe não pode chamar a garotinha de menina até uma certa idade. Explicando, você não poderá usar rosa para menina, com lacinho nos cabelos, tem que esperar que ela decida que gênero ela PREFERE ser. Masculino, feminino ou homossexual.  Em suma, é descontruir tudo aquilo que existe há milhões de anos e que diz que homem é homem e mulher é mulher. É necessária a união dessas duas diferenças para que se crie a vida de mais um ser humano, ou nenhum de nós estaríamos aqui tendo que explicar as trapalhadas do governo federal. Querendo interferir no gênero da natureza humana. Este governo que aí esta criou um novo Brasil. A Nação brasileira vive uma grave crise de identidade.  Aqui, o que não é racismo, é bulling: se não é bulling, é homofobia: se não é homofobia: é preconceito: se não é preconceito é assédio-moral, etc. Quando uma nação se dedica a discutir unicamente este tipo de assunto, está nação está em crise de identidade.

 

Oposição quer forçar indicação de relator para impugnar o Pacotarso

PMDB, PP, PSDB, PPS e DEM tentarão emplacar um relator ao Pacotarso, terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia.

. Quatro dos cinco projetos correm regime de urgência e o governo quer votar tudo direto, no afogadilho, sem discussões, patrolando. A oposição acha que pelo menos os dois projetos sobre a previdência e outro sobre precatórios, são inconstitucionais.

O governo do "não é bem isso".

Dilma Rousseff declarou, hoje, que não é bem isso que diz a Medida Provisória que está sendo aprovada no Congresso e que impõe sigilo nos orçamentos da Copa, impedindo a fiscalização das autoridades competentes e da sociedade em geral. A presidente também informou que não é bem isso que ela garantiu a Collor e Sarney a respeito da não divulgação de documentos ultrassecretos. Da mesma forma, Gilberto Carvalho, secretário mor da presidência, emitiu uma nota oficial para dizer que não é bem isso que disse em relação à tristeza que tomou conta de si com a prisão do bandidão José Rainha, do MST.  E Orlando Silva, o ministro dos Esportes, também informou que não é bem isso que havia declarado e que o seu ministério vai divulgar tudo sobre os gastos na Copa e das Olimpíadas, até mesmo compras de tapiocas com cartão corporativo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Venda de Silvio para Luiza fecha Baú da Felicidade

Venda de Silvio para Luiza fecha Baú da Felicidade

Magazine Luiza, que comprou a rede de lojas de Silvio Santos, não quer manter o nome famoso; negócio foi fechado por R$ 83 milhões; estratégia de Luiza Trajano é acrescentar os 121 pontos de venda à sua própria marca


Vem aí o PMS, Partido da Marina Silva.

Conforme já informado por este Blog, o abaixo-assinado encabeçado pelas ongs e movimentos sociais contra o Código Florestal tem grandes possibilidades de cumprir uma dupla função: as assinaturas também serem usadas, espertamente, para compor as 500.000 necessárias para a criação do PMS, Partido da Marina Silva. A musa do ecoterrorismo está de saída do Partido Verde e corre para poder montar uma nova legenda a tempo de participar das eleições municipais de 2012.

Palocci renuncia ao cargo de conselheiro da Petrobras

Antonio Palocci, que deixou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil nesta semana, decidiu renunciar da função de membro do Conselho de Administração da Petrobras.
 

domingo, 12 de junho de 2011


80 FHC.

A cartinha linda de Dilma Rousseff é mais do que um agradecimento por tudo o que FHC representou na história recente do Brasil. É um réquiem entoado pelo maior adversário para alguém que, eleitoralmente, não é mais nada, desconhecido por 40% dos eleitores, odiado por 30% dos que aindam lembram do seu terrível segundo mandato e reverenciado, tão somente, pelos outros 30%, talvez nem tanto. O elogio tem risco zero, é apenas uma cínica gentileza.  O site dos 80 anos de FHC está lindo. Um pouco lento para abrir, como não poderia ser diferente. Simboliza a comemoração que faltava para varrer FHC definitivamente da política e colocá-lo entre os grandes vultos da história. Tem Dilma elogiando, tem Marina elogiando, tem "gentes" e mais  "gentes"bajulando o pavão. O PT soube destruir FHC com requintes de crueldade e agora participa do seu enterro, com um depoimento emocionado da sua maior representante: a presidente da República, que ocupa o terceiro mandato consecutivo após a saída do único e último presidente tucano que este país terá. Nunca mais outro tucano voará tão alto. FHC sabe disso melhor do que ninguém. Talvez aí esteja a graça de tudo. FHC está apenas curtindo o seu lugar na história. Ele merece. Ele é único. Ele é um fenômeno. A gente merecia um FHC melhor do que este. Mas isto é outra história. Afinal de contas, ninguém mais do que ele curtiu entregar o país para o primeiro operário. Descanse em paz, FHC.O seu túmulo cibernético está lindo, todo em sépia, charmosíssimo, um luxo. Vale a pena visitar.

Dilma cobre FHC de elogios e reconhece seu papel de "pai da estabilidade econômica"

É surpreendente e chocante esta série de elogios e reconhecimentos históricos produzidos pela presidente Dilma Roussef e agora se sabe porque FHC anda tão meloso para o lado da mulher que produziu o dossiê que tanto fez sofrer sua própria mulher, Ruth Cardoso, pouco antes da sua morte. Está tudo no site '80 FHC' (clique aqui para ver), uma homenagem aos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso, que serão completados no sábado (18).Em meio a mensagens de velhos admiradores, há um texto de Dilma Rousseff. Ela recobre o aniversariante de elogios.


Em meio a mensagens de velhos admiradores, há um texto de Dilma Rousseff. Ela recobre o aniversariante de elogios, inclusive ao reconhecê-lo como o pai da estabilidade econômica brasileira, coisa que o PT jamais admitiu. Chama-o, por exemplo, de "acadêmico inovador" e "político habilidoso". Enaltece-o por um feito ao qual o PT se opôs: o Plano Real.Dilma refere-se a FHC como "ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação...""...O presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica".Encerra o texto com um "parabéns". Dedica "um afetuoso abraço" a FHC, a quem chama de "querido presidente".

Vai abaixo a íntegra da mensagem de Dilma:

"Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear.
O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje.Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidaçãoo da democracia brasileira em seus oito anos de mandato.Fernando Henrique foi o primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito.Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiraçãoo por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!"

Olavo de Carvalho O fim da Democracia

True Outspeak - 11 de maio de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eu já sabia ontem

DataDez profile

DataDez Promoção: Ideli Salvatti, de Ministra das Piranhas a articuladora política... Probre Brasil!

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Dilma impôs o nome da intragável Ideli Salvatti. Começou o voo do besouro.

Até o meio da manhã desta sexta-feira eram muito grandes as chances de que o deputado Cândido Vacarezza, PT de São Paulo, líder do governo pudesse emplacar a posição de novo ministro das Relações Institucionais.

. Acontece que a presidente Dilma Rousseff impôs a sua vontade e nomeou a sua ministra da Pesca, a ex-senadora catarinense Ideli Salvati.

. Será Ideli e não Gleise Hoffman a verdadeira articuladora política do governo, portanto quem fará a interlocução com a Câmara dos Deputados e o Senado, onde é detestada. 

. A presidente sabia dos problemas políticos enfrentados pela sua nova ministra, mas resolveu bancar o jogo e pagará por isto.  

. Começou o voo do besouro.

. O PT não conseguiu se impor, porque rachou ao jogar com os nomes dos deputados 
Arlindo Chinaglia e Cândido Vacareza. Vacarezza era o preferido de oito entre cada dez petistas e por 100% de todos os demais Partidos da base aliada, capitaneados pelo PMDB. Acontece que Dilma Roussef não queria nenhum dos dois. Foi buscar apoio em Lula, que cada vez mais tutela e faz o que bem entende no governo.

- O atual governo federal do PT é bicéfalo. Além disto, a presidente resolveu cercar-se de mulheres de baixíssimo perfil político nas principais posições do tabuleiro do Palácio do Planalto. Se este jogo der certo, Dilma Roussef contrariará as leis da política brasileira, da mesma forma que o besouro contraria as leis da aerodinâmica. (Foto: Google images)
 

De Ministra das Piranhas para articuladora política de Dilma! Kkkkkkk


Bombeiros Militares foram vítimas de golpe de Sérgio Cabral, diz Coronel...

Justiça do Rio manda soltar os 439 bombeiros presos

Do G1 RJ

Pedido foi feito por um grupo de deputados federais.

Bombeiros comemoram na Alerj (Foto: Thamine Leta / G1)
Bombeiros comemoram na Alerj decisão de mandar soltar colegas presos
 (Foto: Thamine Leta / G1)
Um grupo de deputados federais conseguiu, na madrugada desta sexta-feira (10), um habeas corpus para soltar os 439 bombeiros presos no Rio, após a invasão do quartel central da corporação, durante uma manifestação por melhores salários e condições de trabalho. A decisão que favoreceu os presos é do desembargador Cláudio Brandão, que estava de plantão judiciário na madrugada. Todas as informações foram confirmadas pela assessoria do Tribunal de Justiça do Rio.
Os 439 bombeiros estão presos desde sábado (4), após policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) invadirem o quartel central do Corpo de Bombeiros. Mais de 2 mil manifestantes haviam tomaram a unidade na noite de sexta-feira (3).
O pedido foi feito pelos deputados federais Alessandro Molon (PT-RJ), Protógenes Queiroz (PC do B-SP) e Doutor Aluizio (PV-RJ), que seguem nesta manhã para o quartel de Charitas, em Niterói, na Região Metropolitana, para comunicar a decisão aos presos.
Bombeiros grevistas que não foram presos fazem manifestações nas escadarias da Alerj desde domingo (5). Na manhã desta sexta, eles permaneciam com barracas de acampamento e faixas.
Bombeiros rezam e comemoram em frente a Alerj ao saber da soltura dos companheiros (Foto: Thamine Leta/G1)
Bombeiros rezam em frente a Alerj ao saber da soltura dos companheiros
 (Foto: Thamine Leta/G1)
Cabral se esquiva
Na noite de quinta-feira (9), o governador Sérgio Cabral se manifestou sobre a prisão dos 439 bombeiros.
"A questão dos 439 bombeiros militares presos está na Justiça Militar. Não é uma prisão decidida pelo governo do estado. É uma prisão decidida pela Justiça Militar e cabe à Justiça Militar decidir sobre isso: se eles permanecem presos ou se eles não permanecem presos", disse Cabral, durante evento de lançamento de um guia do Rio de Janeiro, em São Paulo.
Manifestações
 Nem a chuva que caía nesta quinta-feira desanimou os manifestantes. Muitos bombeiros  continuavam acampados nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Eles pediam que os 439 bombeiros presos fossem imediatamente liberados. O grupo também reivindicava aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho.
"Não existe reajuste nenhum. Nenhuma negociação existe com os bombeiros presos. A negociação só acontece com a liberação e anistia dos presos. O aumento salarial agora é segundo plano, o primeiro é a liberdade dos presos", disse o sargento Narciso.
Os professores da rede estadual também entraram em greve. Junta a estudantes, eles se juntaram aos bombeiros, na quinta-feira, e tentaram impedir o fechamento de algumas escolas estaduais de ensino noturno.
Governo anuncia reajuste e nova secretaria
Ainda na quinta, o Governo do Estado anunciou a criação da Secretaria de Estado de Defesa Civil, e enviou à Alerj uma mensagem antecipando de dezembro para julho os seis meses de reajustes salariais para bombeiros, policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários.
Segundo nota, a secretaria ficará sob o comando do Coronel Sérgio Simões, comandante do Corpo de Bombeiros. Anteriormente, a pasta de Defesa Civil era vinculada à Secretaria estadual de Saúde. A nota informava ainda que o reajuste para as categorias será de 5,58%. Somados aos reajustes de janeiro a junho deste ano, as categorias passam a acumular 11,5% de aumento salarial em 2011.

Por 10 x 4, Câmara começa processo de impeachment da prefeita Rita Sanco, do PT de Gravataí

Acaba de ser aprovada a proposta do PV que inicia o processo de impeachment da prefeita Rita Sanco, do PT de Gravataí. A reunião começou as 19h na Câmara Municipal. A tropa de choque petista desceu diante do prédio do Legislativo, mas foi contida pela Brigada.

. A votação foi rápida. 10 vereadores manifestaram-se favoráveis ao processo, contra 4, todos do PT. A oposição toda marchou unida e contou a adesão de um vereador que é do PT, Márcio Souza, e outro que já saiu do Partido.

. O líder do PMDB, dr. Levy, com quem o editor conversou há pouco, disse que esta é a primeira vez que um prefeito de Gravataí é processado pelo Legislativo. "Dentro de 90 dias, ela será cassada", avisou o líder. A representação do PV tem mil páginas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a DIREITA acredita cegamente em tudo que lhe ensinaram, e a ESQUERDA acredita cegamente em tudo que ensina – Millor Fernandes -


DIREITA, VOLVER!!!
Sérgio Malbergier
Um dos grandes legados de Lula foi ter levado a ESQUERDA BRASILEIRA PARA A DIREITA, comandando inclusive privatizações de setores nunca antes privatizados neste país. Sua exaltação do extermínio da direita brasileira foi lamentada como antidemocrática, mas, convenhamos, QUEM PRECISA DE DIREITA COM ESSA ESQUERDA? Pois a nova ESQUERDA brasileira é a nova DIREITA brasileira. Lula conseguiu promover o que seu amigo e contemporâneo de poder George W. Bush proclamara como bandeira antes de ser atropelado pelo 11 de Setembro: O CONSERVADORISMO COM COMPAIXÃO. TROPICALIZADO.  A eleição no último domingo do "esquerdista" Ollanta Humala no Peru é prova de que a jabuticaba do lulismo, democrático, capitalista, inclusivo, tornou-se produto exportação, incluindo acessórios como marqueteiros. Como com Lula, a pegada de Humala é a promessa de inserção de milhões de peruanos miseráveis no fluxo de prosperidade capitalista que tornou o Peru uma das economias mais dinâmicas no mundo. Humala elegeu-se graças à fragmentação da direita e com o forte apoio das regiões mais pobres do Peru. Afastou-se do venezuelano Hugo Chávez e passou a ter Lula como modelo. É uma saída pela direita global: a maior crise do capitalismo acabou expondo cristalinamente que o único sistema econômico possível hoje é o capitalismo. Ninguém duvida que a China avança porque abraça cada vez mais o capitalismo. O mesmo acontece no Vietnã, na Indonésia, até na Índia. Na África, países que adotaram políticas econômicas pró-mercado crescem num ritmo transformador. Nos EUA, os republicanos tomaram o Congresso dos democratas, e o presidente Barack Obama não consegue escapar da imposição dos mercados de equilíbrio fiscal. Mas é no velho continente, BERÇO DO ESQUERDISMO MODERNO, que as coisas estão mais divertidas. A esquerda européia está sendo varrida da Europa. Com a vitória da centro-direita em Portugal nesta semana, apenas 4 dos 27 chefes de governo da União Européia são de esquerda ou centro-esquerda. Até na Suécia, bastião do esquerdismo europeu, a direita se consolida. Dá dó ler o panfleto esquerdóide britânico "The Guardian": a desolação com a onda direitista é tocante, expressa em títulos como "O mundo precisa de um novo Marx" e em questões retóricas como "e o que nós (esquerda) temos para nos manter vivos?" Ir para o centro é a solução. Hoje só se governa com e para o centro. Mas, NO SÉCULO 21, O CENTRO SE DESLOCOU VIOLENTAMENTE PARA A DIREITA. E SEGUE SE MOVENDO NESSA DIREÇÃO (A manchete nem a imagem fazem parte do texto original. – Manchete original: " Dá dó da esquerda"

Um dos ambientalistas mortos na Amazônia usava nome falso e era um assassino perigoso. Mas a culpa era do Código Florestal.

Em meio a tantas calúnias e mentiras ditas contra o Código Florestal, a mais suja de todas foi a que  tentou ligar mortes por conflitos de terra ou por vingança com a nova legislação, aprovada na Câmara e em votação no Senado. Como sempre, o governo petista, refém das ONGS estrangeiras e das missões religiosas da Amazônia, armou um escarcéu para se justificar. O resultado da politização da violência acabou sendo a demonstração cabal do quanto o governo petista é incompetente e do quanto a justiça no país é uma bagunça. Leiam a matéria abaixo.

Dilma quer Ideli na vaga de Luiz Sérgio (RI)

A presidente Dilma já avisou aos senadores do PT que quer a catarinense Ideli Salvatti (SC) à frente da Secretaria de Relações Institucionais, no lugar de Luiz Sérgio. Hoje ela ocupa o Ministério da Pesca, cargo de pouco peso político no governo. Se seu nome for concretizado, Ideli será a terceira mulher mais forte no Palácio do Planalto, atrás de Dilma e da recém-empossada ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

. Segundo informações da Veja, os parlamentares do PT estão indignados com a possibilidade de Ideli ocupar a vaga, responsável pela articulação política entre governo e Congresso. "É uma posição muito mais da Dilma. Ela não falou com ninguém", criticou um petista. Nos bastidores, circula entre os membros do partido a informação de que a ex-senadora já foi sondada pelo Planalto sobre o assunto.

- No twitter, o ainda ministro Luiz Sérgio nega que tenha pedido demissão:

Nuvem de cinzas vulcanicas - Porto Alegre, 17h15min, de hoje.

 

E lá vem a nossa imprensa com as velhas mentiras.

Dilma Rousseff prorrogou por mais seis meses o decreto que suspende as multas para quem desmatou área de preservação antes de 2008. Entre os "desmatadores", generalização burra cunhada pelo jornalismo burro (salvam-se alguns), estão os imigrantes portugueses, alemães, italianos, japoneses, brasleiros que plantam cana-de-açucar e café em encostas há mais de dois séculos, bem como café e maçã, além de pequenos agricultores que plantam arroz em várzea. Antes de 2008 é exatamente antes de 2008. Pode ter sido em 5.000 AC. Dilma prorrogou o decreto porque colocaria 90% dos agricultores brasileiros na ilegalidade. Não é para não punir "desmatadores". É para não criminalizar agricultores. Aliás, é para acabar com esta injustiça que o Código Florestal, que já foi aprovado na Câmara, será aprovado no Senado. Queiram ou não queiram, porque não há como fazer diferente sem quebrar o país.

Manchetes do país da impunidade

As notícias a seguir são uma amostra  da antologia da infâmia e da indignidade que está se configurando sob o manto da viseira ideológica ...

Confira.
 Ordem pública
Juíza nega pedido de liberdade dos 431 bombeiros

Decisão soberana
Supremo determina a liberdade de Cesare Battisti
Enviado por RivadáviaRosa

terça-feira, 7 de junho de 2011

Como a arrogância iludiu e derrubou Antonio Palocci


Como a arrogância iludiu e derrubou Antonio Palocci



Foto: DIVULGAÇÃO

Um relato em primeira pessoa, que ajuda a compreender a natureza da crise política, o isolamento do ministro-chefe da Casa Civil e seu desfecho inevitável: a queda



07 de Junho de 2011 às 18:31


Leonardo Attuch_247 – Não se recomenda a jornalistas que escrevam em primeira pessoa. Afinal, devem ser narradores, portanto coadjuvantes, e não protagonistas da história. Mas decidi quebrar o protocolo em relação ao ministro Antonio Palocci por uma razão simples. O que vi e observei nos últimos anos – muitas vezes de perto – ajuda a compreender a natureza da crise, o isolamento do ministro da Casa Civil e a prever o desfecho inevitável, que será a sua queda.


Eu o conheci em 1994, quando trabalhava como repórter da revista Exame, à época a principal publicação de economia e negócios do País, e Palocci era prefeito de Ribeirão Preto. Talvez tenha sido um dos primeiros, da chamada "grande imprensa nacional", a enxergar algo novo naquele promissor quadro do Partido dos Trabalhadores. Palocci era um petista diferente. Havia decidido privatizar a Ceterp, a empresa de telecomunicações de Ribeirão Preto, que era uma das poucas municipalidades a ter sua própria concessão de telefonia. Palocci privatizava, num tempo em que o PT cuspia fogo contra as privatizações de FHC. Matreiro e extremamente cordial, ele enxergou uma oportunidade de ouro: a de construir um discurso customizado para as elites – era o petista civilizado, que não mordia e que, portanto, não deveria assustar o grande capital. Começava a nascer ali o "fiador" de um futuro governo do PT, algo que, mais cedo ou mais tarde, aconteceria no Brasil – e muito provavelmente à revelia das elites, que precisariam de um "homem de confiança" no poder.


Era um discurso apropriado para os empresários, mas que enfrentava sérias resistências dentro do próprio PT. Tanto que, na campanha vitoriosa de 2002, previa-se um papel secundário para o ex-prefeito de Ribeirão Preto. Não fosse o assassinato de Celso Daniel, que seria o coordenador de campanha e, portanto, homem forte do governo Lula, talvez a Projeto nunca tivesse saído do projeto. Mas a história é traiçoeira. O ex-prefeito de Santo André foi morto e Palocci acabou sendo alçado a uma posição que não estava desenhada para si. E ele, mais uma vez, soube agarrar a oportunidade. Quando Lula precisou convencer a sociedade brasileira de que não estava disposto a abandonar conquistas importantes do passado, como o controle inflacionário, Palocci idealizou a "Carta ao Povo Brasileiro".


Até aí, nada demais. Mas Palocci, matreiro como sempre, enxergou uma nova oportunidade: a de estender o seu pacto com as elites também aos meios de comunicação. E começou logo pelos grandalhões do pedaço. Antes de divulgar a Carta, o então coordenador da campanha de Lula pegou o telefone e discou para João Roberto Marinho, das Organizações Globo, a quem submeteu o texto. Anos depois, quando Palocci já havia sido derrubado pelo escândalo Francenildo, fui um dos poucos jornalistas a quem ele deu o privilégio de ler em primeira mão o livro "Sobre Cigarras e Formigas", que narra sua passagem pelo primeiro governo Lula. Palocci me pediu uma crítica e eu sugeri que retirasse um único trecho: o que citava esse telefonema a João Roberto Marinho, relacionado à Carta ao Povo Brasileiro. Ele não me ouviu.


Durante muito tempo, fiquei intrigado com aquilo. O que Palocci teria a ganhar, expondo publicamente sua subserviência à Rede Globo? Haveria um pacto maior com João Roberto Marinho? Seria uma forma de construir uma blindagem futura? E eu me lembro de ter argumentado que a própria Globo o havia "abandonado" no caso Francenildo – o jornal da família Marinho e o Estado de S. Paulo foram os que bateram com mais força durante aquela crise. Nesta semana, a reportagem de Época dedicada ao ministro se chama "Um fardo chamado Palocci". Para mim, estava claro que não existem pactos eternos – na hora H, ninguém, na grande imprensa ou no empresariado, se dispõe a carregar um cadáver.


Mas Palocci pensava diferente. Ele imaginava que, um dia, pertenceria à própria elite. Seria, como nos comerciais da Nextel, alguém do "clube". E seu relacionamento com a imprensa, nos anos em que foi ministro da Fazenda, começou a mudar. Aconselhado pelo assessor Marcelo Netto, ex-diretor da Rede Globo em Brasília, ele passou a privilegiar a televisão dos Marinho e a se distanciar dos demais. Naquele tempo, eu o acompanhava como editor de economia da revista Istoé Dinheiro, na Editora Três. Cobrimos as adversidades na economia (o espetáculo do crescimento ainda não havia começado) e levantávamos dados sobre a polêmica passagem de Palocci pela prefeitura de Ribeirão Preto, em seus dois mandatos. Leão Leão, Buratti, Poleto & companhia já começavam a surgir.


Quando Palocci caiu, em 2006, enxerguei ali algo maior do que a derrubada de um ministro. Na minha visão, por mais grave que fosse o caso Francenildo, era uma tentativa de abalar as estruturas do governo Lula. Dizia-se, por exemplo, que Palocci era o "pau do circo". Se ele caísse, desabaria também a lona sobre o picadeiro. O que muitos não enxergavam é que Lula era muito maior do que Palocci – e que a economia, depois da saída do ministro, até melhorou.


Palocci caiu em desgraça, foi abandonado pela grande imprensa, mas eu passei a procurá-lo com insistência. Não havia dia que eu não telefonasse para sua assessora de imprensa, Mariângela Amorim. E foi assim que conseguiu publicar, na Istoé Dinheiro, sua primeira entrevista após a queda. A chamada de capa: "Tenho humildade para recomeçar". E passei a acreditar, realmente, que Palocci havia mudado. Que havia aprendido com os erros.


Foi naquele período, entre a demissão, no governo Lula, e a campanha para deputado federal, que Palocci decidiu se estabelecer como consultor, seguindo os passos de José Dirceu. A diferença é que Zé estava banido da política, cassado por conta do Mensalão, enquanto Palocci pretendia acumular a atividade de consultor com a de parlamentar – o que já seria amplamente questionável. Zé Dirceu atuava prioritariamente fora do País, pela influência que tinha em governos de esquerda; Palocci agia aqui dentro.


Tempos depois, veio o julgamento do caso Francenildo no Supremo Tribunal Federal. Naquele momento, não havia provas, de fato, de que Palocci tivesse ordenado a quebra do sigilo do caseiro. Tudo poderia ter começado, sim, na Caixa Econômica Federal e ter sido vazado por amigos do ministro, dispostos a preservá-lo. Diante disso, e também graças ao competentíssimo trabalho do advogado José Roberto Batochio, Palocci foi absolvido por cinco votos a quatro. A elite estava em festa. Empresários soltavam rojões. Palocci, quiçá, poderia até ser uma alternativa à sucessão de Lula, num momento em que Dilma Rousseff inspirava mais medo do que confiança entre as elites.


Essa possibilidade logo foi enxergada pela ala da imprensa mais alinhada com José Serra – que não é preciso nomear. E a decisão do STF passou a ser intensamente bombardeada pelos porta-vozes do serrismo. Naquele momento, publiquei uma coluna na Istoé chamada "Inocente por inteiro". Simplesmente porque, num processo judicial, o placar é irrelevante. E num foro como o STF, uma vez tomada a decisão, ela passa a ser de todos os ministros, não importa se por 11 a zero ou por cinco a quatro, como ocorreu.


Na Istoé Dinheiro, ouvi muitos empresários que sonhavam com a candidatura de Antonio Palocci à presidência da República. Era Deus no céu, Palocci na Terra. E o PT, pragmático que é, enxergou o mesmo fenômeno. Se o ex-prefeito de Ribeirão Preto era tão querido pelos empresários, por que não colocá-lo na chefia da campanha de Dilma e no comando da arrecadação de recursos? E foi assim que choveu dinheiro para os cofres do partido.


Talvez aí Palocci tenha errado pela segunda vez, quando percebeu que, novamente, poderia ser o "fiador", o "homem de confiança" das elites. Na campanha, o próprio presidente Lula brincou dizendo que "se um Lulinha assusta muita gente, uma Dilminha assusta muito mais". Mas para que ter medo do lobo mau – ou da loba má – se havia um Palocci morando na floresta?


Em 1º de janeiro de 2011, fui a Brasília assistir às posses da presidente Dilma e de alguns ministros. Fui à de Palocci, na Casa Civil, e fiquei surpreso ao ver que o PIB brasileiro transbordava daquela sala do Palácio do Planalto – a posse palocciana contou com mais empresários do que a de Dilma. E ele fez um discurso extremamente cauteloso, colocando-se sempre como "subordinado" à chefe Dilma. Jamais como primeiro-ministro, eminência parda ou coisa que o valha. Naquela multidão, fui cumprimentá-lo e fiquei surpreso, mais uma vez, quando ele me disse: "Obrigado pelo que você fez por mim".


Confesso que não esperava nenhum tipo de agradecimento. Nas minhas conversas com fontes e amigos petistas, sempre ouvia a mesma reclamação relacionada ao ministro. "Palocci não tem reciprocidade", diziam-me. "Pensa nele, não no partido". Hoje, diante da revelação de que "faturou" R$ 10 milhões entre a vitória no segundo turno e a posse de Dilma, essas mesmas fontes dizem que foi, sim, apropriação indébita de recursos de campanha – e o detalhe é que o PT está oficialmente endividado. Por isso mesmo, dizem que Palocci está mais para Silvinho "Land Rover" Pereira, banido para sempre, do que para Delúbio Soares, recentemente reabilitado.


Palocci hoje está só. Ele serviu às elites imaginando que se tornaria sócio do clube. Mas os meios de comunicação, pragmáticos, já lavaram as mãos e o abandonaram. Os empresários, idem (e é muito pouco provável que a Projeto tenha clientes depois desta crise). Por fim, o PT o vê majoritariamente como um traidor. Sobraria Ribeirão Preto. Mas Ribeirão está para Palocci assim como o Maranhão está para José Sarney. Lá, ele não se elege.


Restaram-lhe apenas os seus milhões.


Que serão seus até o dia em que um procurador de coragem resolver investigar a fundo a sua evolução patrimonial.

STJ deve definir hoje o futuro da Satiagraha

Julgamento, já iniciado, tem dois votos a um pelo trancamento da ação; operação da Polícia Federal que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, foi a mais polêmica da instituição; uso de agentes da Abin é o ponto central da disputa

domingo, 5 de junho de 2011



Palocci caiu. Dilma e Lula discutem como demiti-lo


Palocci caiu. Dilma e Lula discutem como demiti-lo




Reunião em Brasília entre Dilma e Lula foi cancelada porque vazou; eles se falaram pelo telefone e acertaram a demissão; discutem apenas a forma; Palocci está em São Paulo e chega nesta segunda à capital para dar adeus ao poder

ESTÂNCIA VELHA
Um baleado e um preso no Re-Kerb do Rincão


Estância Velha - Por volta das 19h40min de domingo, um homem foi baleado com, pelo menos, três tiros, enquanto se divertia no Re-Kerb do Rincão. O autor dos disparos foi preso pela Brigada Militar com um revólver 38. O fato ocorreu em frente a um bar localizado na rua 8 de Setembro, em frente ao campo do Atlantico. Até o fechamento da edição, a BM não havia apurado o motivo do ataque, mas uma das hipóteses levantadas é de que seja em decorrência de rixa pessoal antiga. A vítima e o suspeito não tiveram suas identidades reveladas. Saiba mais sobre o caso na edição de terça-feira. ODIARIONET

sábado, 4 de junho de 2011

Artigo - Só seis estrelas, incluídos Jennifer Lopez e Brad Pitt, ganharam mais do que Palocci em 2010.

Neste artigo publicado no fim de semana pelo caderno EU, do jornal Valor, o sociólogo e professor Alberto Carlos Almeida, autor do livro 'A Cabeça dos Brasileiros", faz uma comparação entre os rendimentos conseguidos no ano passado pelo ministro Casa Civil e algumas personalidades mais coroadas do universo, inclusive as maiores estrelas de Hollywood, tudo em milhões de dólares:

Jennifer Lopez, 25
Brad Pitt, 20
Julia Roberts, 20
Sandra Bullocki, 15
Venus Williams, 13
Kate Moss, 12
Palocci, 12

. Só o PT proporciona este tipo de evolução meteórica rumo ao clube dos milionários. No processo do Mensalão, que está no STF, os métodos seguido pelos líderes do PT estão descritos com minúcias. Só o PT proporciona ganhos de tanta magnitude, tão velozmente e com tão pouco trabalho. O problema é que os novos milionários não conseguem explicar as razões do milagre, mas todos sabem que o resultado não é lícito e decorre das relações permissivas que os milionários petistas estabelecem entre as empresas privadas e o setor público. O princípio de tudo é tomar o aparato público e de lá criar dificuldades para vender facilidades.

. No artigo, fica demonstrando que trabalhando no ano passado o total de 165 dias para a sua consultoria (nos demais dias, ele desempenhou suas funções como deputado, em Brasília), Palocci faturou R$ 121 mil por dia.

Michel Temer dá o veredito: Palocci foi leal aos clientes. E desleal com Dilma.

Segundo o Estadão, o vice-presidente da República, Michel Temer, classificou de satisfatória e convincente a entrevista que o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, concedeu nesta sexta-feira, 3, à TV Globo, rompendo o silêncio após 20 dias de crise gerada a partir de suspeitas sobre sua rápida evolução patrimonial. "Ele veio à público dizer o que tinha de dizer, acho que ele foi muito convincente e teve muita lealdade profissional com seus clientes e com aqueles que serviu", disse Temer, numa referência ao fato de Palocci não ter revelado o nome de seus clientes e nem sua renda na entrevista.

No entanto, segundo o mesmo jornal, a situação do ministro piorou muito depois da entrevista que ele concedeu ao Jornal Nacional, na sexta-feira. E se agravou ainda mais depois da divulgação, pela revista Veja, de que o apartamento de 640 metros quadrados que Palocci aluga, em São Paulo, seria de uma empresa dirigida por laranjas, um de 23 anos, outro de 17. A presidente Dilma Rousseff teve uma reação de desânimo depois de ver a entrevista, de acordo com informações de bastidores do Palácio do Planalto. E teria comentado que Palocci ficou devendo respostas a respeito da lista de clientes, que, segundo ele próprio, foram entre 20 e 25.

A análise de Temer é o último prego no caixão de Palocci. Onde é que já se viu ser leal aos clientes e desleal com a Presidente da República?

Sete milhõers de livros do MEC ensinam que 10 menos 7 são quatro

O Ministério da Educação pagou R$ 13,6 milhões para ensinar que dez menos sete é igual a quatro a alunos de escolas públicas da zona rural do país. No segundo semestre de 2010, foram distribuídas com erros graves 200 mil exemplares do Escola Ativa, material destinado às classes que reúnem alunos de várias séries diferentes.

. Foram impressos ao todo 7 milhões de livros – cada coleção do Escola Ativa contém 35 volumes. Os erros foram detectados no início do ano, e um grupo de especialistas contratados pelo ministério julgou que eles eram tão graves, tão grosseiros e tão numerosos que não bastava divulgar uma "errata" à coleção.

. Segundo matéria do jornal O Estado de S.Paulo, os livros com erros foram distribuídos a 39.732 classes multisseriadas da zona rural, presentes em 3.109 municípios e todos os Estados do país. Segundo publicação do MEC, essas classes atendem 1,3 milhão de alunos.

Dilma já discute como será governo sem Palocci

Diante do agravamento da situação do ministro Antonio Palocci (Casa Civil), a presidente Dilma Rousseff passou a analisar não só nomes para substituí-lo como a estudar mudanças no perfil dos titulares do cargos núcleo-duro do Palácio do Planalto. Segundo informações do jornal Folha de S.paulo, Dilma cogita, num cenário de queda de Palocci, trocá-lo por um ministro de perfil "técnico", o que assessores da presidente tratam reservadamente como escalar uma "Dilma da Dilma".

. Os nomes citados são o da ministra Miriam Belchior (Planejamento) e de Maria das Graças Foster, diretora da Petrobras. Foster, no início do ano, durante a montagem do governo, constou da lista de ministeriáveis. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também é cotado entre assessores presidenciais como possível substituto de Palocci.

sexta-feira, 3 de junho de 2011


Sabem o que ficou claro?

Antônio Palocci Filho ganhou um bônus dos seus clientes por ter sido escolhido como ministro da Dilma. Recebeu por serviços não prestados. Antecipado. Na frente. A sua consultoria continua a todo o vapor. Com uma diferença. Assim como ele cobrou antecipado em 2010 ele está dando um prazo para os seus clientes até 2015. Claro que, depois, ele vai cobrar com juros.

Como Lula no mensalão, Dilma também não sabia.

Da Folha Poder:

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, disse nesta sexta-feira em entrevista exclusiva à Folha que não informou a presidente Dilma Rousseff os nomes dos clientes de sua empresa de consultoria, a Projeto, nem a natureza dos serviços que ela prestou. "Não entrei em detalhes sobre os nomes dos clientes ou sobre os serviços prestados para cada um deles", afirmou Palocci. A íntegra da entrevista, a primeira concedida pelo ministro desde que a Folha revelou seu enriquecimento e a existência da Projeto, será publicada pelo jornal neste sábado.Leia mais aqui.

Presidente do PT Gaúcho pede o afastamento de Palocci

 por DOUGLAS CECONELLO  

 O deputado estadual e presidente do PT no Rio Grande do Sul, Raul Pont, exigiu na quinta-feira (2) o afastamento do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e defendeu que a Executiva Nacional do PT tome uma posição oficial em relação à situação de Palocci.

À Folha, Pont afirmou que o PT gaúcho encaminhou à direção do partido pedido para que o PT se manifeste de maneira formal sobre Palocci.

"É importante para que tenhamos uma orientação. Por enquanto, o partido não tem uma posição oficial", declarou.

Para não prejudicar o governo, a alternativa mais indicada no momento, avaliou Pont, seria o afastamento do ministro. "Particularmente, entendo que ele tem que se afastar, para tirar este tema de dentro do governo. A situação do Palocci não pode contaminar o governo.

É uma denúncia pessoal que ele tem de responder. Se não tem respostas, então que se afaste do governo até que tudo seja investigado."

Ainda segundo o deputado, assuntos urgentes estão sendo deixados de lado devido às suspeitas de enriquecimento ilícito de Antonio Palocci. "Assim como está, o governo ficou enredado.

Não tem cabimento, com uma pauta tão extensa e importante, como o Código Florestal e a reforma política, nós ficarmos discutindo se o Palocci está ganhando mais ou menos dinheiro", afirmou. FOLHA ONLINE

 

Senador vai pedir ao TJ a prisão de Paulo Neme

O prefeito de Lorena, SP, Paulo Neme acusado pedofilia pelo senador Magno MaltaO senador Magno Malta (PR-ES) deve pedir a prisão preventiva do prefeito de Lorena Paulo César Neme (PTB) na próxima quinta-feira ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Malta fará o pedido durante uma audiência agendada para às 10h com o presidente do TJ, José Roberto Bedran, e com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto.

Após a reunião, o senador deve seguir para Lorena, para colher depoimentos de testemunhas e de supostas vítimas de violência sexual, que teria sido praticada pelo prefeito.

Segundo o assessor de Malta, Renato Paoliello, a prisão será solicitada devido à gravidade das denúncias e fartura de provas e materiais que já constam nas investigações contra o prefeito e a informação e registros de que testemunhas estariam sendo coagidas e ameaçadas em Lorena pelo prefeito.

"Durante a audiência o senador irá tomar conhecimento de todo o teor dos processo, apresentar os relatórios que ele tem sobre o caso ao Tribunal e solicitar que a Justiça decrete a prisão do prefeito imediatamente", disse.

Ainda de acordo com Paoliello, caso seja necessário, o senador deverá seguir com o parecer do tribunal diretamente para a Justiça de Lorena para agilizar a prisão.

Malta presidiu a CPI da pedofilia, concluída em dezembro do ano passado, e é conhecido pela atuação no combate à pedofilia em todo o Brasil.

Sumiço - Na tarde de ontem o prefeito Paulo Neme reuniu a imprensa regional em seu gabinete na Prefeitura de Lorena. Após convocar a coletiva de imprensa para dar explicações sobre as denúncias de pedofilia,  ele não pareceu para falar com o jornalistas.

"Fui informado pelo prefeito que ele faria esta coletiva, e eu o orientei a não comparecer, por se tratar de um caso que corre em segredo de Justiça e está proibido por lei de comentar qualquer coisa sobre isso", afirmou o advogado de Neme, José Roberto de Moura.

Após anunciar que o prefeito não apareceria, o advogado distribuiu uma nota assinada pelo prefeito onde ele dizia estar triste. "Estou chateado e indignado com a situação, mas tenho paciência e confiança para aguardar um desfecho satisfatório que traga a verdade real acerca dessa situação", escreveu Neme.

Denúncias - Em agosto de 2008 a tia de um garoto de 12 anos denunciou à polícia que o menino teria sido vítima de abuso sexual praticado por Neme. O caso acabou no TJ, que investiga as denúncias.

Por determinação da Justiça, recentemente a Delegacia Seccional de Guaratinguetá fez investigações e campanas na frente da casa do prefeito e, há duas semanas, a Polícia Civil deteve um rapaz, sem habilitação, saindo com o carro oficial da casa de Neme com um adolescente que disse receber dinheiro de Neme em troca de sexo. A polícia também conseguiu registrar imagens da movimentação de adolescentes entrando no local.


Governo gaúcho já desatou o nó e Projeto Cais Mauá vai deslanchar

A qualquer momento será anunciado o último entrave que impedia o início das obras do Projeto Cais Mauá, que implantará em Porto Alegre  um irmão gêmeo do Puerto Madero, de Buenos Aires.

. Sairão investimentos de R$ 500 milhões.

. O governo estadual entrou na parada e resolveu o impasse que existia e que era da Antaq. A Antaq queria uma parte dos R$ 2,5 milhões que os empreendedores pagarão anualmente pela outorga da área portuária – e vai levar.

- Além dos R$ 2,5 milhões por ano, o Consórcio Bertin  investirá R$ 50 milhões em obras compensatórias, tipo Museu de Arte Contemporânea. Os investimentos no projeto Cais Mauá serão de R$ 500 milhões e contemplam empreendimentos do tipo hotel cinco estrelas, marinas, restaurantes, casas noturnas, shopping e obras viárias. O empreendimento mudará completamente a cara da zona mais central de Porto Alegre.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pedro Simon no Senado: "Caro Palocci: saia antes que seja criada a CPI"

'Vossa Excelência ficando fica mal', disse senador do PMDB.
Para Simon, permanência de Palocci deixa Dilma em situação delicada.

Robson Bonin do G1, em Brasília

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) usou a tribuna do Senado na tarde desta quinta (2/6) para pedir que o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, deixe o cargo e evite que a presidente Dilma Rousseff permaneça em "situação delicada" por conta da crise envolvendo a evolução do seu patrimônio, ampliado em 20 vezes entre 2006 e 2010.
"Meu caro Palocci, se afaste do cargo, se afaste hoje ou amanhã, mas se afaste antes que seja criada a CPI. Vossa excelência ficando fica mal, e vossa excelência deixa a presidente Dilma em uma posição muito delicada", discursou Simon, fazendo referência à proposta da oposição de abrir uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o ministro.
Fazendo questão de destacar que não estava na tribuna do Senado para acusar o ministro de atos ilícitos, Simon lembrou que Palocci havia sido escolhido pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma para ser o homem forte da articulação política do Planalto, mas ficou enfraquecido com a crise.
"Ninguém pode dizer que ele cometeu ilícito, não vim aqui para garantir que isso aconteceu. Agora, o coordenador político do governo, onde a presidente não tem passado de costura política, o homem forte ali, politicamente, era o ministro Palocci.", afirmou Simon.
O senador gaúcho também lembrou a polêmica gerada em torno da convocação do ministro na Comissão de Agricultura da Câmara, que acabou suspensa pelo presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), depois de a base governista ter pedido a anulação da votação: "Meu amigo Palocci, está ficando feio para o PT e o PMDB impedirem que você venha depor no plenário de uma comissão. Como é que vão impedir que alguém convoque – não é nem como réu – para dizer o que aconteceu?"
Simon também lembrou o caso envolvendo Henrique Agrives, então ministro-chefe da Casa Civil do governo do presidente Itamar Franco, que foi afastado do cargo após denúncias de irregularidades e voltou fortalecido ao posto depois de prestar esclarecimentos: "A grande saída é o senhor se afastar. Se for possível, ainda hoje."
O peemedebista ainda lembrou que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, está analisando as explicações enviadas por Palocci para justificar seu enriquecimento. Simon afirmou que Gurgel deve se manifestar nos próximos dias e defendeu que a oposição aguardasse a decisão do procurador-geral para levar em frente a tentativa de abrir uma CPI mista contra o ministro.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ditadura, censura e mordaça - Cala-Boca!

Comissão da Câmara aprova projeto para colocar jornalista na cadeia por revelar investigações

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 1947/07, que torna crime a violação e o vazamento de informações de investigação criminal sob sigilo. A matéria, de autoria do deputado Sandro Mabel (PR-GO), segue para votação em Plenário. Pelo projeto, o crime consiste na revelação ou divulgação de fato que esteja sob investigação, em qualquer tipo de procedimento oficial. Ficam sujeitos à lei não somente servidores que facilitarem o acesso à informação, mas também, por exemplo, o jornalista que divulgá-la. A pena prevista é de dois a quatro anos de reclusão, além de multa. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou o substitutivo do relator do projeto, deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR-AL), que define o crime como "revelar ou divulgar fatos ou dados que estejam sendo objeto de investigação criminal sob sigilo". Segundo ele, a legislação brasileira carece de dispositivo para punir e desencorajar o descumprimento do sigilo. "O sigilo legal tem sua razão de ser pela própria natureza das investigações, no sentido de dar eficácia às ações investigativas até que se forme o convencimento da autoridade", argumenta. Ao defender seu voto, Maurício Quintella disse lamentar que esses dados sejam muitas vezes lançados à opinião pública com o intuito de macular a imagem do investigado. "O que nada tem a ver com as funções precípuas dos órgãos investigativos", complementou. O relator acrescenta que a sociedade brasileira tem assistido a uma "perigosa relação" entre autoridades e meios de comunicação de massa. "Muitas vezes, os danos são irreparáveis à honra e à intimidade, e quando a pessoa investigada é absolvida, estranhamente, este fato não desperta o mesmo interesse midiático", avaliou. Como se vê, o PR e seus parlamentares são um primor de democratas, tudo gente proba. Servidor público, de qualquer um dos Três Poderes, que vaze documento sigiloso, tem de ser punido. Mas, estender a punição à imprensa? Ora, faça o favor. Ainda que essa droga de projeto de lei de Sandro Mabel seja aprovada no Congresso, é duvidoso que passe pelo teste de constitucionalidade no Supremo. Entretanto, enquanto o Supremo não se manifestar mais uma vez, esse monstrengo funcionará como uma ameaça contra o trabalho dos jornalistas e a liberdade de imprensa e de informação dos cidadãos. Trata-se de uma lei, na prática, contra a liberdade de impensa. Os respectivos órgãos públicos que tratem de investigar e apurar quem, eventualmente, passou a informação aos jornalistas. O papel da imprensa não é ser guardiã do sigilo de documentos oficiais; ao contrário, seu papel é divulgá-los. Um dos papéis do jornalismo é saber quais investigações oficiais estão em curso e por quê.

Onyx consegue convocar Palocci para se explicar na Comissão de Agricultura

O deputado Onyx Lorenzoni, DEM do RS, criou um problemão para o governo Dilma Rousseff e para o PT porque conseguiu aprovar a convocação do ministro Palocci na Comissão de Agricultura.

. Comissão de Agricultura?

"Palocci foi consultor, no ano passado, de empresas como Sadia e a gaúcha Vinícola Aurora, e quero saber se ele fez tráfico de influência", explicou o deputado do RS. A oposição já tentou de tudo para convocar Palocci, mas só agora, graças a um cochilo da base governista, o deputado do DEM conseguiu êxito. 

. Onyx até admite que os governistas poderão reverter a decisão, mas a cada lance ficarão mais vulneráveis, porque não conseguem se explicar.

- O ministro continua sem dar explicações convincentes pelo seu repentino enriquecimento. A suspeita é de que ele pegou dinheiro para si, para a campanha de Dilma e para o Instituto Cidadania, de Lula.

Governo "sorteia" 30 ameaçados de morte para proteger. Entre eles, o Rainha do MST. E deixa 1.800 à própria sorte.

É uma decisão vergonhosa sob todos os aspectos, esta escolha arbitrária sobre quem merece viver e quem merece morrer, tomada pela Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. O mais vergonhoso de tudo, no entanto, é que entre os protegidos da Justiça está José Rainha Jr, que possui mais de 20 processos contra si, pelos mais diversos crimes. É o governo do PT protegendo um criminoso e deixando morrer inocentes.

O Globo - Na semana seguinte a quatro assassinatos de ativistas na Amazônia, o governo reconheceu, nesta terça-feira, não ter instrumentos e condições para garantir a segurança de todos os líderes que correm risco de serem assassinados no campo e que constam da lista de ameaçados feita pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou ser necessário fazer uma triagem na relação da entidade e escolher quais são os prioritários entre os mais ameaçados. Na segunda-feira, reunião de ministros decidiu ser prioritária a questão da segurança dos ambientalistas ameaçados de morte na Amazônia.

- Seria errôneo e uma ilusão dizer que temos condições para atender a esta lista. Vamos analisar a listagem da CPT e fazer uma avaliação. Vamos buscar os casos mais graves, sobre os quais nos debruçaremos - disse Maria do Rosário, após encontro com líderes da CPT em seu gabinete.  A ministra afirmou que será feita uma triagem da relação e atender aos casos mais graves. A CPT selecionou 30 nomes de lideranças no campo que julgam serem prioritários.  Questionada por sua declaração, a ministra justificou sua afirmação.

A CPT entregou ao governo uma lista com 207 nomes de líderes rurais, indígenas, quilombolas, sem-terra e ambientalistas que, entre 2000 e 2011, sofreram mais de uma ameaça ou foram vítimas de tentativas de assassinato. Mas, desse total, 42 foram assassinados. Dos 165 ameaçados ainda vivos, a CPT destacou 30 líderes, cujos casos são considerados mais vulneráveis.  A ministra não garantiu quantos dos relacionados poderão contar com a proteção do governo. Essa análise ainda será feita e não há data prevista para encerrar esse trabalho. Questionada após admitir que o governo não assegura a proteção da totalidade dos ameaçados, a ministra tentou se justificar.  - O que quero dizer é que é errôneo garantir escolta para os 1.850 (número total da lista da CPT). Não poderia prometer ao Brasil oito ou nove policiais para cada um desses ameaçados. Mas nunca houve uma articulação desse nível.
 
 

Oposição consegue convocar Palocci para falar sobre seus milhões

A oposição conseguiu driblar o governo e aprovou, após duas semanas de tentativas, um requerimento convocando o ministro Antonio Palocci Filho (Casa Civil) para depor sobre seu enriquecimento como consultor. A aprovação ocorreu na manhã desta quarta-feira na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, quando os governistas estavam concentrados em outras comissões da Casa.

. O governo agora corre para tentar convencer o presidente da comissão, Lira Maia (DEM-PA), a reverter a decisão ou transformá-la em convite, para o qual não é obrigatória a presença.

. A convocação ocorre na véspera de a Procuradoria Geral da República se pronunciar sobre as explicações enviadas por Palocci. No dia 15 passado, o jornal Folha de S.Paulo revelou que o ministro tinha comprado um apartamento de R$ 6,6 milhões, numa evolução patrimonial declarada de 20 vezes desde 2006. O governo entrou em crise política e paralisia, já que Palocci é o seu ministro mais forte. Palocci justificou a evolução por seu trabalho de consultoria.