quarta-feira, 22 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
STF deverá se posicionar de novo sobre união Gay
MP tira aloprados da gaveta
Escândalo no governo Tarso: PTB pede para sair, depois que seu deputado diz que o governo comprou o apoio do Partido
1) Cada Partido da base aliada terá participação proporcional a uma equação montada a partir das suas bancadas federal e estadual.
2) Um Partido de seis deputados estaduais e dois deputados federais, como o PTB, teve direito a 80 cargos, mas pelo menos 25 deles teriam que oferecer remuneração entre R$ 7 mil a R$ 15 mil, sem contar os cargos de secretários estaduais. Total da conta, apenas para o PTB, unicamente de salários: R$ 2 milhões por mês.
. O calculo é do deputado federal Sérgio Moraes, Santa Cruz do Sul, que no sábado esbofeteou seu companheiro de Mesa, Ronaldo Santini, porque os dois entraram em discussão depois que Moraes denunciou publicamente o presidente do PTB, Luís Lara, e o presidente de honra, Sérgio Zambiasi. O deputado estava inconformado por ter sido colocado fora do butim.
. O caso é de fisiologismo explícito. Ele demonstra que o novo governo não parece ter buscado apoio sem mirar o interesse público - sequer sem considerar seus compromissos ideológicos.
. O incidente de sábado, narrado em primeira mão pelo editor, repercutiu terrivelmente dentro e fora do PTB. O escândalo abala e torna vulnerável o governo Tarso Genro a uma semana da votação do Pacotarso. A oposição e o funcionalismo terá agora mais munição para dizer que os projetos visam apenas arrecadar dinheiro para confortar os políticos e os Partidos que fazem parte da base do governo: PT, PSB, PCdoB, PDT e PTB. O escândalo atinge todos eles - todos estão sob suspeita.
. Espertamente, o PTB colocou todos os cargos à disposição de Tarso Genro, que não topou a manobra (o PTB, se quisesse mesmo sair, teria simplesmente demitido todo mundo) e não aceitou nada do que foi dito. Denunciou o deputado de Santa Cruz do Sul, que elegeu a mulher, a prefeita da sua cidade, e ao filho, para a Assembleia:
- O PTB se vende para qualquer um, por meia dúzia de cargos.
. O governador Tarso Genro não veio a público para desmentir e nem para confirmar o negócio que teria feito para atrair apoio na Assembléia, uma espécie de Mensalinho.
. É grave do a denúncia sobre fisiologismo, mas o deputado reclamou porque não faz parte daquilo que chama de "panelinha", embora Santini diga o contrário, já que o filho de Moraes, Marcelo, também recebeu sua fatia no bolo do governo Tarso Genro.
. Mais grave é esta denúncia de Sérgio Moraes, que parece temer ser morto por causa das denúncias que fez:
- Só tenho medo de morrer. Teve um deputado do PT que, ao descobrir um esquema do Partido, dias depois foi morto. Há pouco, membros do PTB foram denunciados por terem assassinado o vice-prefeito Eliseu Santos.
domingo, 19 de junho de 2011
Foro de São Paulo: Morales promulga lei que legaliza veículos contrabandeados na Bolívia

sexta-feira, 17 de junho de 2011
Hoffmann, o ex-orador preferido do MST, agora banqueiro, falará sobre o BRDE na Federasul
A desconstrução da heteronormatividade
Na sociedade em que vivemos, fomos criados e educados de acordo com a nossa compleição física. Na desconstrução, projeto proposto pelo governo federal, vai exigir que nem os pais nem os professores tratem a criança conforme o seu corpo, não deixando a opção se queremos isso ou não, ou seja, mesmo tendo um pênis, o menino não pode ser chamado de menino, mesmo tendo uma vagina, clitóris e lábios vulvares, a mãe não pode chamar a garotinha de menina até uma certa idade. Explicando, você não poderá usar rosa para menina, com lacinho nos cabelos, tem que esperar que ela decida que gênero ela PREFERE ser. Masculino, feminino ou homossexual. Em suma, é descontruir tudo aquilo que existe há milhões de anos e que diz que homem é homem e mulher é mulher. É necessária a união dessas duas diferenças para que se crie a vida de mais um ser humano, ou nenhum de nós estaríamos aqui tendo que explicar as trapalhadas do governo federal. Querendo interferir no gênero da natureza humana. Este governo que aí esta criou um novo Brasil. A Nação brasileira vive uma grave crise de identidade. Aqui, o que não é racismo, é bulling: se não é bulling, é homofobia: se não é homofobia: é preconceito: se não é preconceito é assédio-moral, etc. Quando uma nação se dedica a discutir unicamente este tipo de assunto, está nação está em crise de identidade.
Oposição quer forçar indicação de relator para impugnar o Pacotarso
. Quatro dos cinco projetos correm regime de urgência e o governo quer votar tudo direto, no afogadilho, sem discussões, patrolando. A oposição acha que pelo menos os dois projetos sobre a previdência e outro sobre precatórios, são inconstitucionais.
O governo do "não é bem isso".
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Vem aí o PMS, Partido da Marina Silva.
Palocci renuncia ao cargo de conselheiro da Petrobras
domingo, 12 de junho de 2011
80 FHC.
Dilma cobre FHC de elogios e reconhece seu papel de "pai da estabilidade econômica"
Em meio a mensagens de velhos admiradores, há um texto de Dilma Rousseff. Ela recobre o aniversariante de elogios, inclusive ao reconhecê-lo como o pai da estabilidade econômica brasileira, coisa que o PT jamais admitiu. Chama-o, por exemplo, de "acadêmico inovador" e "político habilidoso". Enaltece-o por um feito ao qual o PT se opôs: o Plano Real.Dilma refere-se a FHC como "ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação...""...O presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica".Encerra o texto com um "parabéns". Dedica "um afetuoso abraço" a FHC, a quem chama de "querido presidente".
Vai abaixo a íntegra da mensagem de Dilma:
"Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear.
O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje.Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidaçãoo da democracia brasileira em seus oito anos de mandato.Fernando Henrique foi o primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito.Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiraçãoo por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!"
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Eu já sabia ontem
DataDez Promoção: Ideli Salvatti, de Ministra das Piranhas a articuladora política... Probre Brasil!
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Dilma impôs o nome da intragável Ideli Salvatti. Começou o voo do besouro.
. A presidente sabia dos problemas políticos enfrentados pela sua nova ministra, mas resolveu bancar o jogo e pagará por isto.
. Começou o voo do besouro.
. O PT não conseguiu se impor, porque rachou ao jogar com os nomes dos deputados
Arlindo Chinaglia e Cândido Vacareza. Vacarezza era o preferido de oito entre cada dez petistas e por 100% de todos os demais Partidos da base aliada, capitaneados pelo PMDB. Acontece que Dilma Roussef não queria nenhum dos dois. Foi buscar apoio em Lula, que cada vez mais tutela e faz o que bem entende no governo.
- O atual governo federal do PT é bicéfalo. Além disto, a presidente resolveu cercar-se de mulheres de baixíssimo perfil político nas principais posições do tabuleiro do Palácio do Planalto. Se este jogo der certo, Dilma Roussef contrariará as leis da política brasileira, da mesma forma que o besouro contraria as leis da aerodinâmica. (Foto: Google images)
Justiça do Rio manda soltar os 439 bombeiros presos
Do G1 RJ
Pedido foi feito por um grupo de deputados federais.

Bombeiros comemoram na Alerj decisão de mandar soltar colegas presos
(Foto: Thamine Leta / G1)Um grupo de deputados federais conseguiu, na madrugada desta sexta-feira (10), um habeas corpus para soltar os 439 bombeiros presos no Rio, após a invasão do quartel central da corporação, durante uma manifestação por melhores salários e condições de trabalho. A decisão que favoreceu os presos é do desembargador Cláudio Brandão, que estava de plantão judiciário na madrugada. Todas as informações foram confirmadas pela assessoria do Tribunal de Justiça do Rio.Os 439 bombeiros estão presos desde sábado (4), após policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) invadirem o quartel central do Corpo de Bombeiros. Mais de 2 mil manifestantes haviam tomaram a unidade na noite de sexta-feira (3).O pedido foi feito pelos deputados federais Alessandro Molon (PT-RJ), Protógenes Queiroz (PC do B-SP) e Doutor Aluizio (PV-RJ), que seguem nesta manhã para o quartel de Charitas, em Niterói, na Região Metropolitana, para comunicar a decisão aos presos.Bombeiros grevistas que não foram presos fazem manifestações nas escadarias da Alerj desde domingo (5). Na manhã desta sexta, eles permaneciam com barracas de acampamento e faixas.
Bombeiros rezam em frente a Alerj ao saber da soltura dos companheiros (Foto: Thamine Leta/G1)
Cabral se esquiva
Na noite de quinta-feira (9), o governador Sérgio Cabral se manifestou sobre a prisão dos 439 bombeiros."A questão dos 439 bombeiros militares presos está na Justiça Militar. Não é uma prisão decidida pelo governo do estado. É uma prisão decidida pela Justiça Militar e cabe à Justiça Militar decidir sobre isso: se eles permanecem presos ou se eles não permanecem presos", disse Cabral, durante evento de lançamento de um guia do Rio de Janeiro, em São Paulo.
Manifestações
Nem a chuva que caía nesta quinta-feira desanimou os manifestantes. Muitos bombeiros continuavam acampados nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Eles pediam que os 439 bombeiros presos fossem imediatamente liberados. O grupo também reivindicava aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho."Não existe reajuste nenhum. Nenhuma negociação existe com os bombeiros presos. A negociação só acontece com a liberação e anistia dos presos. O aumento salarial agora é segundo plano, o primeiro é a liberdade dos presos", disse o sargento Narciso.Os professores da rede estadual também entraram em greve. Junta a estudantes, eles se juntaram aos bombeiros, na quinta-feira, e tentaram impedir o fechamento de algumas escolas estaduais de ensino noturno.
Governo anuncia reajuste e nova secretaria
Ainda na quinta, o Governo do Estado anunciou a criação da Secretaria de Estado de Defesa Civil, e enviou à Alerj uma mensagem antecipando de dezembro para julho os seis meses de reajustes salariais para bombeiros, policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários.Segundo nota, a secretaria ficará sob o comando do Coronel Sérgio Simões, comandante do Corpo de Bombeiros. Anteriormente, a pasta de Defesa Civil era vinculada à Secretaria estadual de Saúde. A nota informava ainda que o reajuste para as categorias será de 5,58%. Somados aos reajustes de janeiro a junho deste ano, as categorias passam a acumular 11,5% de aumento salarial em 2011.

Bombeiros comemoram na Alerj decisão de mandar soltar colegas presos
(Foto: Thamine Leta / G1)

Na noite de quinta-feira (9), o governador Sérgio Cabral se manifestou sobre a prisão dos 439 bombeiros.
Nem a chuva que caía nesta quinta-feira desanimou os manifestantes. Muitos bombeiros continuavam acampados nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Eles pediam que os 439 bombeiros presos fossem imediatamente liberados. O grupo também reivindicava aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho.
Ainda na quinta, o Governo do Estado anunciou a criação da Secretaria de Estado de Defesa Civil, e enviou à Alerj uma mensagem antecipando de dezembro para julho os seis meses de reajustes salariais para bombeiros, policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários.
Por 10 x 4, Câmara começa processo de impeachment da prefeita Rita Sanco, do PT de Gravataí
. A votação foi rápida. 10 vereadores manifestaram-se favoráveis ao processo, contra 4, todos do PT. A oposição toda marchou unida e contou a adesão de um vereador que é do PT, Márcio Souza, e outro que já saiu do Partido.
. O líder do PMDB, dr. Levy, com quem o editor conversou há pouco, disse que esta é a primeira vez que um prefeito de Gravataí é processado pelo Legislativo. "Dentro de 90 dias, ela será cassada", avisou o líder. A representação do PV tem mil páginas.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a DIREITA acredita cegamente em tudo que lhe ensinaram, e a ESQUERDA acredita cegamente em tudo que ensina – Millor Fernandes -
Um dos ambientalistas mortos na Amazônia usava nome falso e era um assassino perigoso. Mas a culpa era do Código Florestal.
Dilma quer Ideli na vaga de Luiz Sérgio (RI)
- No twitter, o ainda ministro Luiz Sérgio nega que tenha pedido demissão:
E lá vem a nossa imprensa com as velhas mentiras.
Manchetes do país da impunidade
As notícias a seguir são uma amostra da antologia da infâmia e da indignidade que está se configurando sob o manto da viseira ideológica ...
terça-feira, 7 de junho de 2011
Como a arrogância iludiu e derrubou Antonio Palocci
Um relato em primeira pessoa, que ajuda a compreender a natureza da crise política, o isolamento do ministro-chefe da Casa Civil e seu desfecho inevitável: a queda
07 de Junho de 2011 às 18:31
Leonardo Attuch_247 – Não se recomenda a jornalistas que escrevam em primeira pessoa. Afinal, devem ser narradores, portanto coadjuvantes, e não protagonistas da história. Mas decidi quebrar o protocolo em relação ao ministro Antonio Palocci por uma razão simples. O que vi e observei nos últimos anos – muitas vezes de perto – ajuda a compreender a natureza da crise, o isolamento do ministro da Casa Civil e a prever o desfecho inevitável, que será a sua queda.
Eu o conheci em 1994, quando trabalhava como repórter da revista Exame, à época a principal publicação de economia e negócios do País, e Palocci era prefeito de Ribeirão Preto. Talvez tenha sido um dos primeiros, da chamada "grande imprensa nacional", a enxergar algo novo naquele promissor quadro do Partido dos Trabalhadores. Palocci era um petista diferente. Havia decidido privatizar a Ceterp, a empresa de telecomunicações de Ribeirão Preto, que era uma das poucas municipalidades a ter sua própria concessão de telefonia. Palocci privatizava, num tempo em que o PT cuspia fogo contra as privatizações de FHC. Matreiro e extremamente cordial, ele enxergou uma oportunidade de ouro: a de construir um discurso customizado para as elites – era o petista civilizado, que não mordia e que, portanto, não deveria assustar o grande capital. Começava a nascer ali o "fiador" de um futuro governo do PT, algo que, mais cedo ou mais tarde, aconteceria no Brasil – e muito provavelmente à revelia das elites, que precisariam de um "homem de confiança" no poder.
Era um discurso apropriado para os empresários, mas que enfrentava sérias resistências dentro do próprio PT. Tanto que, na campanha vitoriosa de 2002, previa-se um papel secundário para o ex-prefeito de Ribeirão Preto. Não fosse o assassinato de Celso Daniel, que seria o coordenador de campanha e, portanto, homem forte do governo Lula, talvez a Projeto nunca tivesse saído do projeto. Mas a história é traiçoeira. O ex-prefeito de Santo André foi morto e Palocci acabou sendo alçado a uma posição que não estava desenhada para si. E ele, mais uma vez, soube agarrar a oportunidade. Quando Lula precisou convencer a sociedade brasileira de que não estava disposto a abandonar conquistas importantes do passado, como o controle inflacionário, Palocci idealizou a "Carta ao Povo Brasileiro".
Até aí, nada demais. Mas Palocci, matreiro como sempre, enxergou uma nova oportunidade: a de estender o seu pacto com as elites também aos meios de comunicação. E começou logo pelos grandalhões do pedaço. Antes de divulgar a Carta, o então coordenador da campanha de Lula pegou o telefone e discou para João Roberto Marinho, das Organizações Globo, a quem submeteu o texto. Anos depois, quando Palocci já havia sido derrubado pelo escândalo Francenildo, fui um dos poucos jornalistas a quem ele deu o privilégio de ler em primeira mão o livro "Sobre Cigarras e Formigas", que narra sua passagem pelo primeiro governo Lula. Palocci me pediu uma crítica e eu sugeri que retirasse um único trecho: o que citava esse telefonema a João Roberto Marinho, relacionado à Carta ao Povo Brasileiro. Ele não me ouviu.
Durante muito tempo, fiquei intrigado com aquilo. O que Palocci teria a ganhar, expondo publicamente sua subserviência à Rede Globo? Haveria um pacto maior com João Roberto Marinho? Seria uma forma de construir uma blindagem futura? E eu me lembro de ter argumentado que a própria Globo o havia "abandonado" no caso Francenildo – o jornal da família Marinho e o Estado de S. Paulo foram os que bateram com mais força durante aquela crise. Nesta semana, a reportagem de Época dedicada ao ministro se chama "Um fardo chamado Palocci". Para mim, estava claro que não existem pactos eternos – na hora H, ninguém, na grande imprensa ou no empresariado, se dispõe a carregar um cadáver.
Mas Palocci pensava diferente. Ele imaginava que, um dia, pertenceria à própria elite. Seria, como nos comerciais da Nextel, alguém do "clube". E seu relacionamento com a imprensa, nos anos em que foi ministro da Fazenda, começou a mudar. Aconselhado pelo assessor Marcelo Netto, ex-diretor da Rede Globo em Brasília, ele passou a privilegiar a televisão dos Marinho e a se distanciar dos demais. Naquele tempo, eu o acompanhava como editor de economia da revista Istoé Dinheiro, na Editora Três. Cobrimos as adversidades na economia (o espetáculo do crescimento ainda não havia começado) e levantávamos dados sobre a polêmica passagem de Palocci pela prefeitura de Ribeirão Preto, em seus dois mandatos. Leão Leão, Buratti, Poleto & companhia já começavam a surgir.
Quando Palocci caiu, em 2006, enxerguei ali algo maior do que a derrubada de um ministro. Na minha visão, por mais grave que fosse o caso Francenildo, era uma tentativa de abalar as estruturas do governo Lula. Dizia-se, por exemplo, que Palocci era o "pau do circo". Se ele caísse, desabaria também a lona sobre o picadeiro. O que muitos não enxergavam é que Lula era muito maior do que Palocci – e que a economia, depois da saída do ministro, até melhorou.
Palocci caiu em desgraça, foi abandonado pela grande imprensa, mas eu passei a procurá-lo com insistência. Não havia dia que eu não telefonasse para sua assessora de imprensa, Mariângela Amorim. E foi assim que conseguiu publicar, na Istoé Dinheiro, sua primeira entrevista após a queda. A chamada de capa: "Tenho humildade para recomeçar". E passei a acreditar, realmente, que Palocci havia mudado. Que havia aprendido com os erros.
Foi naquele período, entre a demissão, no governo Lula, e a campanha para deputado federal, que Palocci decidiu se estabelecer como consultor, seguindo os passos de José Dirceu. A diferença é que Zé estava banido da política, cassado por conta do Mensalão, enquanto Palocci pretendia acumular a atividade de consultor com a de parlamentar – o que já seria amplamente questionável. Zé Dirceu atuava prioritariamente fora do País, pela influência que tinha em governos de esquerda; Palocci agia aqui dentro.
Tempos depois, veio o julgamento do caso Francenildo no Supremo Tribunal Federal. Naquele momento, não havia provas, de fato, de que Palocci tivesse ordenado a quebra do sigilo do caseiro. Tudo poderia ter começado, sim, na Caixa Econômica Federal e ter sido vazado por amigos do ministro, dispostos a preservá-lo. Diante disso, e também graças ao competentíssimo trabalho do advogado José Roberto Batochio, Palocci foi absolvido por cinco votos a quatro. A elite estava em festa. Empresários soltavam rojões. Palocci, quiçá, poderia até ser uma alternativa à sucessão de Lula, num momento em que Dilma Rousseff inspirava mais medo do que confiança entre as elites.
Essa possibilidade logo foi enxergada pela ala da imprensa mais alinhada com José Serra – que não é preciso nomear. E a decisão do STF passou a ser intensamente bombardeada pelos porta-vozes do serrismo. Naquele momento, publiquei uma coluna na Istoé chamada "Inocente por inteiro". Simplesmente porque, num processo judicial, o placar é irrelevante. E num foro como o STF, uma vez tomada a decisão, ela passa a ser de todos os ministros, não importa se por 11 a zero ou por cinco a quatro, como ocorreu.
Na Istoé Dinheiro, ouvi muitos empresários que sonhavam com a candidatura de Antonio Palocci à presidência da República. Era Deus no céu, Palocci na Terra. E o PT, pragmático que é, enxergou o mesmo fenômeno. Se o ex-prefeito de Ribeirão Preto era tão querido pelos empresários, por que não colocá-lo na chefia da campanha de Dilma e no comando da arrecadação de recursos? E foi assim que choveu dinheiro para os cofres do partido.
Talvez aí Palocci tenha errado pela segunda vez, quando percebeu que, novamente, poderia ser o "fiador", o "homem de confiança" das elites. Na campanha, o próprio presidente Lula brincou dizendo que "se um Lulinha assusta muita gente, uma Dilminha assusta muito mais". Mas para que ter medo do lobo mau – ou da loba má – se havia um Palocci morando na floresta?
Em 1º de janeiro de 2011, fui a Brasília assistir às posses da presidente Dilma e de alguns ministros. Fui à de Palocci, na Casa Civil, e fiquei surpreso ao ver que o PIB brasileiro transbordava daquela sala do Palácio do Planalto – a posse palocciana contou com mais empresários do que a de Dilma. E ele fez um discurso extremamente cauteloso, colocando-se sempre como "subordinado" à chefe Dilma. Jamais como primeiro-ministro, eminência parda ou coisa que o valha. Naquela multidão, fui cumprimentá-lo e fiquei surpreso, mais uma vez, quando ele me disse: "Obrigado pelo que você fez por mim".
Confesso que não esperava nenhum tipo de agradecimento. Nas minhas conversas com fontes e amigos petistas, sempre ouvia a mesma reclamação relacionada ao ministro. "Palocci não tem reciprocidade", diziam-me. "Pensa nele, não no partido". Hoje, diante da revelação de que "faturou" R$ 10 milhões entre a vitória no segundo turno e a posse de Dilma, essas mesmas fontes dizem que foi, sim, apropriação indébita de recursos de campanha – e o detalhe é que o PT está oficialmente endividado. Por isso mesmo, dizem que Palocci está mais para Silvinho "Land Rover" Pereira, banido para sempre, do que para Delúbio Soares, recentemente reabilitado.
Palocci hoje está só. Ele serviu às elites imaginando que se tornaria sócio do clube. Mas os meios de comunicação, pragmáticos, já lavaram as mãos e o abandonaram. Os empresários, idem (e é muito pouco provável que a Projeto tenha clientes depois desta crise). Por fim, o PT o vê majoritariamente como um traidor. Sobraria Ribeirão Preto. Mas Ribeirão está para Palocci assim como o Maranhão está para José Sarney. Lá, ele não se elege.
Restaram-lhe apenas os seus milhões.
Que serão seus até o dia em que um procurador de coragem resolver investigar a fundo a sua evolução patrimonial.
domingo, 5 de junho de 2011
ESTÂNCIA VELHA
Um baleado e um preso no Re-Kerb do Rincão
| Estância Velha - Por volta das 19h40min de domingo, um homem foi baleado com, pelo menos, três tiros, enquanto se divertia no Re-Kerb do Rincão. O autor dos disparos foi preso pela Brigada Militar com um revólver 38. O fato ocorreu em frente a um bar localizado na rua 8 de Setembro, em frente ao campo do Atlantico. Até o fechamento da edição, a BM não havia apurado o motivo do ataque, mas uma das hipóteses levantadas é de que seja em decorrência de rixa pessoal antiga. A vítima e o suspeito não tiveram suas identidades reveladas. Saiba mais sobre o caso na edição de terça-feira. ODIARIONET |
sábado, 4 de junho de 2011
Artigo - Só seis estrelas, incluídos Jennifer Lopez e Brad Pitt, ganharam mais do que Palocci em 2010.
Jennifer Lopez, 25
Brad Pitt, 20
Julia Roberts, 20
Sandra Bullocki, 15
Venus Williams, 13
Kate Moss, 12
Palocci, 12
. Só o PT proporciona este tipo de evolução meteórica rumo ao clube dos milionários. No processo do Mensalão, que está no STF, os métodos seguido pelos líderes do PT estão descritos com minúcias. Só o PT proporciona ganhos de tanta magnitude, tão velozmente e com tão pouco trabalho. O problema é que os novos milionários não conseguem explicar as razões do milagre, mas todos sabem que o resultado não é lícito e decorre das relações permissivas que os milionários petistas estabelecem entre as empresas privadas e o setor público. O princípio de tudo é tomar o aparato público e de lá criar dificuldades para vender facilidades.
. No artigo, fica demonstrando que trabalhando no ano passado o total de 165 dias para a sua consultoria (nos demais dias, ele desempenhou suas funções como deputado, em Brasília), Palocci faturou R$ 121 mil por dia.
Michel Temer dá o veredito: Palocci foi leal aos clientes. E desleal com Dilma.
Sete milhõers de livros do MEC ensinam que 10 menos 7 são quatro
. Foram impressos ao todo 7 milhões de livros – cada coleção do Escola Ativa contém 35 volumes. Os erros foram detectados no início do ano, e um grupo de especialistas contratados pelo ministério julgou que eles eram tão graves, tão grosseiros e tão numerosos que não bastava divulgar uma "errata" à coleção.
. Segundo matéria do jornal O Estado de S.Paulo, os livros com erros foram distribuídos a 39.732 classes multisseriadas da zona rural, presentes em 3.109 municípios e todos os Estados do país. Segundo publicação do MEC, essas classes atendem 1,3 milhão de alunos.
Dilma já discute como será governo sem Palocci
. Os nomes citados são o da ministra Miriam Belchior (Planejamento) e de Maria das Graças Foster, diretora da Petrobras. Foster, no início do ano, durante a montagem do governo, constou da lista de ministeriáveis. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também é cotado entre assessores presidenciais como possível substituto de Palocci.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Sabem o que ficou claro?
Como Lula no mensalão, Dilma também não sabia.
Presidente do PT Gaúcho pede o afastamento de Palocci
por DOUGLAS CECONELLO
O deputado estadual e presidente do PT no Rio Grande do Sul, Raul Pont, exigiu na quinta-feira (2) o afastamento do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e defendeu que a Executiva Nacional do PT tome uma posição oficial em relação à situação de Palocci.
À Folha, Pont afirmou que o PT gaúcho encaminhou à direção do partido pedido para que o PT se manifeste de maneira formal sobre Palocci.
"É importante para que tenhamos uma orientação. Por enquanto, o partido não tem uma posição oficial", declarou.
Para não prejudicar o governo, a alternativa mais indicada no momento, avaliou Pont, seria o afastamento do ministro. "Particularmente, entendo que ele tem que se afastar, para tirar este tema de dentro do governo. A situação do Palocci não pode contaminar o governo.
É uma denúncia pessoal que ele tem de responder. Se não tem respostas, então que se afaste do governo até que tudo seja investigado."
Ainda segundo o deputado, assuntos urgentes estão sendo deixados de lado devido às suspeitas de enriquecimento ilícito de Antonio Palocci. "Assim como está, o governo ficou enredado.
Não tem cabimento, com uma pauta tão extensa e importante, como o Código Florestal e a reforma política, nós ficarmos discutindo se o Palocci está ganhando mais ou menos dinheiro", afirmou. FOLHA ONLINE
Senador vai pedir ao TJ a prisão de Paulo Neme
O senador Magno Malta (PR-ES) deve pedir a prisão preventiva do prefeito de Lorena Paulo César Neme (PTB) na próxima quinta-feira ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
Malta fará o pedido durante uma audiência agendada para às 10h com o presidente do TJ, José Roberto Bedran, e com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto.
Após a reunião, o senador deve seguir para Lorena, para colher depoimentos de testemunhas e de supostas vítimas de violência sexual, que teria sido praticada pelo prefeito.
Segundo o assessor de Malta, Renato Paoliello, a prisão será solicitada devido à gravidade das denúncias e fartura de provas e materiais que já constam nas investigações contra o prefeito e a informação e registros de que testemunhas estariam sendo coagidas e ameaçadas em Lorena pelo prefeito.
"Durante a audiência o senador irá tomar conhecimento de todo o teor dos processo, apresentar os relatórios que ele tem sobre o caso ao Tribunal e solicitar que a Justiça decrete a prisão do prefeito imediatamente", disse.
Ainda de acordo com Paoliello, caso seja necessário, o senador deverá seguir com o parecer do tribunal diretamente para a Justiça de Lorena para agilizar a prisão.
Malta presidiu a CPI da pedofilia, concluída em dezembro do ano passado, e é conhecido pela atuação no combate à pedofilia em todo o Brasil.
Sumiço - Na tarde de ontem o prefeito Paulo Neme reuniu a imprensa regional em seu gabinete na Prefeitura de Lorena. Após convocar a coletiva de imprensa para dar explicações sobre as denúncias de pedofilia, ele não pareceu para falar com o jornalistas.
"Fui informado pelo prefeito que ele faria esta coletiva, e eu o orientei a não comparecer, por se tratar de um caso que corre em segredo de Justiça e está proibido por lei de comentar qualquer coisa sobre isso", afirmou o advogado de Neme, José Roberto de Moura.
Após anunciar que o prefeito não apareceria, o advogado distribuiu uma nota assinada pelo prefeito onde ele dizia estar triste. "Estou chateado e indignado com a situação, mas tenho paciência e confiança para aguardar um desfecho satisfatório que traga a verdade real acerca dessa situação", escreveu Neme.
Denúncias - Em agosto de 2008 a tia de um garoto de 12 anos denunciou à polícia que o menino teria sido vítima de abuso sexual praticado por Neme. O caso acabou no TJ, que investiga as denúncias.
Por determinação da Justiça, recentemente a Delegacia Seccional de Guaratinguetá fez investigações e campanas na frente da casa do prefeito e, há duas semanas, a Polícia Civil deteve um rapaz, sem habilitação, saindo com o carro oficial da casa de Neme com um adolescente que disse receber dinheiro de Neme em troca de sexo. A polícia também conseguiu registrar imagens da movimentação de adolescentes entrando no local.
Governo gaúcho já desatou o nó e Projeto Cais Mauá vai deslanchar
. Sairão investimentos de R$ 500 milhões.
. O governo estadual entrou na parada e resolveu o impasse que existia e que era da Antaq. A Antaq queria uma parte dos R$ 2,5 milhões que os empreendedores pagarão anualmente pela outorga da área portuária – e vai levar.
- Além dos R$ 2,5 milhões por ano, o Consórcio Bertin investirá R$ 50 milhões em obras compensatórias, tipo Museu de Arte Contemporânea. Os investimentos no projeto Cais Mauá serão de R$ 500 milhões e contemplam empreendimentos do tipo hotel cinco estrelas, marinas, restaurantes, casas noturnas, shopping e obras viárias. O empreendimento mudará completamente a cara da zona mais central de Porto Alegre.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Pedro Simon no Senado: "Caro Palocci: saia antes que seja criada a CPI"
Para Simon, permanência de Palocci deixa Dilma em situação delicada.
Robson Bonin do G1, em Brasília
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) usou a tribuna do Senado na tarde desta quinta (2/6) para pedir que o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, deixe o cargo e evite que a presidente Dilma Rousseff permaneça em "situação delicada" por conta da crise envolvendo a evolução do seu patrimônio, ampliado em 20 vezes entre 2006 e 2010.
"Meu caro Palocci, se afaste do cargo, se afaste hoje ou amanhã, mas se afaste antes que seja criada a CPI. Vossa excelência ficando fica mal, e vossa excelência deixa a presidente Dilma em uma posição muito delicada", discursou Simon, fazendo referência à proposta da oposição de abrir uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o ministro.
Fazendo questão de destacar que não estava na tribuna do Senado para acusar o ministro de atos ilícitos, Simon lembrou que Palocci havia sido escolhido pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma para ser o homem forte da articulação política do Planalto, mas ficou enfraquecido com a crise.
"Ninguém pode dizer que ele cometeu ilícito, não vim aqui para garantir que isso aconteceu. Agora, o coordenador político do governo, onde a presidente não tem passado de costura política, o homem forte ali, politicamente, era o ministro Palocci.", afirmou Simon.
O senador gaúcho também lembrou a polêmica gerada em torno da convocação do ministro na Comissão de Agricultura da Câmara, que acabou suspensa pelo presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), depois de a base governista ter pedido a anulação da votação: "Meu amigo Palocci, está ficando feio para o PT e o PMDB impedirem que você venha depor no plenário de uma comissão. Como é que vão impedir que alguém convoque – não é nem como réu – para dizer o que aconteceu?"
Simon também lembrou o caso envolvendo Henrique Agrives, então ministro-chefe da Casa Civil do governo do presidente Itamar Franco, que foi afastado do cargo após denúncias de irregularidades e voltou fortalecido ao posto depois de prestar esclarecimentos: "A grande saída é o senhor se afastar. Se for possível, ainda hoje."
O peemedebista ainda lembrou que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, está analisando as explicações enviadas por Palocci para justificar seu enriquecimento. Simon afirmou que Gurgel deve se manifestar nos próximos dias e defendeu que a oposição aguardasse a decisão do procurador-geral para levar em frente a tentativa de abrir uma CPI mista contra o ministro.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Ditadura, censura e mordaça - Cala-Boca!
Comissão da Câmara aprova projeto para colocar jornalista na cadeia por revelar investigações
Onyx consegue convocar Palocci para se explicar na Comissão de Agricultura
. Comissão de Agricultura?
"Palocci foi consultor, no ano passado, de empresas como Sadia e a gaúcha Vinícola Aurora, e quero saber se ele fez tráfico de influência", explicou o deputado do RS. A oposição já tentou de tudo para convocar Palocci, mas só agora, graças a um cochilo da base governista, o deputado do DEM conseguiu êxito.
. Onyx até admite que os governistas poderão reverter a decisão, mas a cada lance ficarão mais vulneráveis, porque não conseguem se explicar.
- O ministro continua sem dar explicações convincentes pelo seu repentino enriquecimento. A suspeita é de que ele pegou dinheiro para si, para a campanha de Dilma e para o Instituto Cidadania, de Lula.
Governo "sorteia" 30 ameaçados de morte para proteger. Entre eles, o Rainha do MST. E deixa 1.800 à própria sorte.
O Globo - Na semana seguinte a quatro assassinatos de ativistas na Amazônia, o governo reconheceu, nesta terça-feira, não ter instrumentos e condições para garantir a segurança de todos os líderes que correm risco de serem assassinados no campo e que constam da lista de ameaçados feita pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou ser necessário fazer uma triagem na relação da entidade e escolher quais são os prioritários entre os mais ameaçados. Na segunda-feira, reunião de ministros decidiu ser prioritária a questão da segurança dos ambientalistas ameaçados de morte na Amazônia.
- Seria errôneo e uma ilusão dizer que temos condições para atender a esta lista. Vamos analisar a listagem da CPT e fazer uma avaliação. Vamos buscar os casos mais graves, sobre os quais nos debruçaremos - disse Maria do Rosário, após encontro com líderes da CPT em seu gabinete. A ministra afirmou que será feita uma triagem da relação e atender aos casos mais graves. A CPT selecionou 30 nomes de lideranças no campo que julgam serem prioritários. Questionada por sua declaração, a ministra justificou sua afirmação.






